segunda-feira, 16 de março de 2015

EUA: Las Vegas

 A sensação de chegar em Las Vegas é incrível.

Já lá de cima no avião você sente a dimensão da cidade. Tudo na Strip ou Las Vegas Boulevard é imenso.

Mesmo que você não vá a Las Vegas pela jogatina, não vai faltar coisa para fazer. Eu estava indo até Las Vegas, meio de corpo mole sabe? Meu marido que queria muito ir lá. Eu imaginava que a cidade é um lugar para jovens solteiros ou velhotes com dinheiro, e eu não podia estar mais errada.

Há todo tipo de gente em Vegas. Gente curtindo adoidado, gente apostando até os últimos centavos, ou gente como eu, interessada em passear pelos cassinos, que alias são um mais bonito que o outro.

Começamos nosso passeio pelo Mirage. Chegamos lá para o inicio do show Volcano. Achei bem bacana a sequencia de chamas. Para ajudar ainda tava friosinho então o calor das chamas era bem vindo.

Seguimos para o outro lado da rua onde está o Venetian. Para quem já esteve em Veneza, eles fazem uma reprodução quase perfeita da Piazza São Marco. Há até gondoleiros cantores para quem estiver interessado em descansar as pernas no barquinho.

Seguimos até o Harrahs e de lá  até o White Castle, Fat Tuesday, McDonalds, chegando até o Flamingo. Um bem pertinho do outro. O White Castle é um fast food que serve mini hamburguer. Já o Fat Tuesday vende bebidas alcoólicas em grandes copos, você vai ver muita gente andando pela Strip com um copo do Fat Tuesday.

Quase todos os cassinos possuem vários restaurantes, bares e fast foods lá dentro. Andamos um pouquinho pelo Flamingo. Fomos até os jardins para ver os flamingos que vivem por lá e aproveitamos para comer uma pizza por ali.


Entre Flamingo e o Harrahs está a High Roller - uma grande roda gigante. Não fomos pois ambos temos um pouco de medo de altura. Mas deve ter uma vista bem bacana lá de cima. As outras opções para vista da cidade incluem a Torre Eiffel em frente ao Paris e também um tradicional passeio de helicóptero. Para qualquer um desses passeios você terá de pagar algo entre $14 - $100.

Seguimos para o Bellagio, e para nossa sorte o show no lago do Bellagio estava para começar. Aqui as águas dançam conforme a música. A música muda a cada show, e o primeiro show que ouvimos foi Singin' In The Rain de Gene Kelly. Achei tão emocionante que até chorei.

Andamos um pouco pelo Bellagio que é imenso. E até decidimos jogar um pouco nas maquinas de caça níquel enquanto fingimos que estávamos em 11 Homens e um Segredo.

A essa altura já estávamos andando há muitas e muitas horas. Foi quando percebi que eu havia subestimado Las Vegas. Cansados, retornamos ao nosso hotel.

Decidimos pela primeira vez em quase 8 dias de viagem que não precisávamos acordar cedo, já que Las Vegas não para, poderíamos ficar até tarde perambulando entre os cassinos se assim quiséssemos.

No dia seguinte começamos nosso passeio pelo Paris. Mesmo que você não tenha vindo a Vegas para ver Paris, não pode deixar de ficar surpreso com a a reprodução da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Andamos um pouquinho pelo cassino, eles fazem uma pequena reprodução de Paris, mas o que achei bonito ali foi o banheiro feminino que é maravilhoso.

O Cassino seguinte é o Planet Hollywood. Eu queria muito assistir a um show na cidade, e pensei nada como assistir a um ídolo da minha adolescência. E entre muitos shows que acontece no Planet Hollywood está o da Britney Spears. Fiquei super empolgada com a ideia, porém não conseguimos ingressos. Para quem se interessa há muitas apresentações do Cirque Du Soleil em diferentes hotéis. Como assistimos ao Cirque em Melbourne em menos de um mês antes da viagem, decidimos por tentar outro programa. Meu marido sugeriu a um jantar no Excalibur com o show do Tournment of Kings (Tornei dos Reis) e acabamos optando por esse.

O Excalibur é um hotel cassino um pouco diferente dos outros, com um ar de castelo medieval e um pouco menos luxuoso. Os ingressos custaram em torno de $71 por pessoa com o jantar incluso.


O jantar consistia em uma sopa de tomate como entrada; brócolis, batata assada e frango com prato principal e torta de maça para sobremesa. Refrigerante e água a vontade. O show em si é muito legal. Os atores cantam, danças e até lutam com espada, maçados e lanças. Tudo muito organizado e em sincronia com os vários efeitos especiais. Os cavalos dos shows são maravilhosos e super bem treinados. E a atmosfera em si é muito bacana, e os atores interagem bastante com a arquibancada. Valeu muito a pena.



Um lugar que gostamos de passear foi o New York New York. Tem vários bares legais incluindo o Coyote Ugly. Eles fazem uma reprodução bacana das ruas de New York onde você poderá até andar na Broadway. A montanha russa não estava funcionando enquanto estávamos lá.

No mais, como eu mencionei no começo subestimei Las Vegas. Reserve pelo menos 3 dias só para ficar pela Strip, e um dia extra se for visitar o Grand Canyon. Ficamos somente 2.5 dias, e não tivemos tempo de ir ao Grand Canyon.


Compras 
Brasileiro adora comprar e não falta opções de lojas em Las Vegas.

As lojas da Dolce & Gabbana, Tom Ford e Louis Vuitton estão entre o Cosmopolitan e o Mandarin Oriental.

Outra opção de compras é o Fashion Show localizado perto do Treasure Island e do Wynn. Este é um grande shopping center com lojas como Macy's e Forever 21.

Para quem gosta de loja da Hard Rock Cafe, Coca-cola e M&Ms a opção é o Showcase Mall ao lado do MGM Grand.

E por último a cidade possui dois outlets - Premium Outlet North e o South. Como dis o nome o primeiro está ao norte da cidade perto da Freemont Experience. E o outro ao Sul perto do aeroporto. Fomos no do Norte, e achei que o lugar tinha uma grande variedades de lojas. E estava recheado de brasileiros. Lojas Adidas, Nike, Puma, Polo Ralph Lauren, GAP, Tommy Hilfiger e outras.

Transporte
Se você chegar de avião seu destino será o McCarran International Airport. Se você não quiser pegar um táxi ou o transporte público, a opção são os micro-ônibus e vans. Pagamos $9 por pessoa daqui até o nosso hotel em uma dessas vans. Para nossa sorte como estávamos mais ao norte da cidade e o ônibus encheu rapidamente, a empresa nos colocou em um táxi junto com um outro casal.

Eu até tentei procurar o transporte público antes de me aventurar nas vans, porém teríamos que andar até ao outro lado do aeroporto para pegar o ônibus, e com as várias malas deu um pouco de preguiça.

Uma vez na cidade para se locomover pela Strip você pode pegar um dos dois ônibus que cobrem essa rota. O primeiro é o Deuce, um ônibus de dois andares que funciona 24 horas, e para em todos os grandes hotéis da Strip. O segundo e nosso favorito é o SDX. Esse ônibus é expresso e não para em todos os hotéis, ele é bem mais rápido e vai até o Premium Outlet North. O único problema é que não funciona 24 horas. Pagamos $20 por um passe ilimitado de 3 dias para os ônibus. Um passe de 1 dia custa $8 e uma passagem valida por 2 horas custa $6.

A outra opção é o LV Monorail (monotrilho). O trem para em quase todos os grandes hotéis da Strip, porém um pouco longe da avenida e quase dentro do hotel. Os preços não são muito diferentes do ônibus. Passe ilimitado de 24 horas $12, 2 dias $22 e 3 dias $28.

Chegamos em Las Vegas de avião mas fomos embora de ônibus. Pegamos o Greyhound entre Las Vegas e Anaheim. A viagem foi longa pois o ônibus fez várias paradas. A estação do Greyhound está localizada pertinho do Freemont Experience. E há ônibus saindo para Los Angeles, Anaheim e São Francisco. Se compradas com antecedência as passagens são bem baratinhas. Pagamos em torno de $10 por pessoa na passagem Las Vegas - Anaheim.

Acomodação
Ficamos hospedados no 4 Queens em Freemont Experience.

O Freemont Experience está em Downtown Las Vegas. Um lugar repleto de lojas de souvenirs e hotéis antigos. De noite há um show de luzes, mas nada fantástico.

O quarto era imenso com duas camas queens. Nosso quarto incluía aquecedor/ar condicionado, cofre, televisão e banheiro. Internet e café da manhã não estão inclusos na diária. No mais não achei o lugar legal pois se você de fato quiser dormir o lugar é bem barulhento devido as bandas e show de luzes do Freemont. O nosso banheiro quase não tinha água quente também, somente morna com baixa pressão. E achei o pessoal da gerencia nada amigável.

Recomendo ficar em algum hotel mais no meio da Strip - Planet Hollywood, Harrah, Wynn e etc. Os preços são um pouco mais caros, porém se você vier durante a semana na baixa temporada - de terça até quinta, vai encontrar preços mais convidativos. Pagamos $40 por noite no 4 Queens, o Planet Hollywood custava em torno de $70 por noite para os mesmos dias. Então vale a pena pesquisar e ficar de olho nas ofertas.

Todos os preços são de Março de 2015.

domingo, 8 de março de 2015

EUA: Disneyland & Anaheim

Chegamos em Anaheim depois de 3 dias em Las Vegas. 

Eu mal podia conter minha alegria e ansiedade. Para completar tínhamos ingressos para assistir ao jogo de hockey no gelo do Anaheim Ducks vs Los Angeles Kings. 

O estádio do Ducks - Honda Center, fica localizado em frente a estação de ônibus e trem de Anaheim. Ou seja super fácil. E para quem gosta de baseball, o estádio do Los Angeles Angels of Anaheim fica localizado atrás da estação. 


O estádio do Honda é bem bacana. O clima na arquibancada era tenso devido a rivalidade já que ambos os times são da Califórnia. O jogo é bem rápido, com três tempos de 20 minutos, e um intervalo de 18 minutos entre cada tempo. Teve bastante briga dentro do rinque e também uma briga fora dele. 


Por ser um jogo importante não foi muito fácil conseguir ingressos, mesmo comprando com bastante antecipação. Eu adoro esportes, então valeu a pena.

No dia seguinte iriamos para a Disneyland. A ansiedade era tanta que as 5 da manhã eu já estava acordada.

Disneyland - O lugar mais alegre do mundo 
Chegamos na Disney um pouco antes do parque abrir. Eles verificam bolsas e mochilas logo na área que dá acesso a ambos os parques e ao Downtown Disney.

Às 7:55 hrs da manhã já estávamos dentro do Disney California Adventure Park. Eu tinha lido que a atração mais popular neste parque é o Radiator Spring Racers mas nos perdemos no caminho e acabamos indo no Twilight Zone Tower of Terror. Eu estava com bastante medo, pois detesto quedas, mas o ambiente e os efeitos são tão bacanas. E além disso, havia várias crianças de uns 8 ou 9 anos na fila. Dava um pouco de vergonha estar com mais medo que elas. 


Andamos um pouco pelo cenário do Bugs Life (Vida de Inseto) e chegamos de novo na região dos Carros. A fila para o Radiator Springs Racers chega a mais de 90 minutos em dias populares, então convenci meu marido a irmos na fila para pessoas sozinhas. 

O Radiator Springs Racers é uma atração onde dois carros competem entre si para ganhar uma corrida. O cenário é super bacana com vários personagens do filme Carros.

Cada carro comporta seis pessoas, três no banco da frente, e três no de trás. Se sobrar lugar eles completam o carro com pessoas da fila dos sozinhas. E alias não significa que as pessoas estão de fato sozinhas, só que não fazem questão de sentar juntos. Fizemos isso três vezes. Na primeira meu carro competiu com o de meu marido, nas outras vezes fomos no mesmo carro, mas em bancos diferentes. Desse modo, nas horas de muita fila o máximo que esperamos foi 25 minutos. 

Fomos em quase todas as outras atrações e gostamos bastante. Em torno de 3-4 horas havíamos completado todo nosso passeio pelo parque. Entre 8-10 da manhã as filas são bem pequenas mesmo em um sábado - porém vale lembrar que fomos na baixa temporada. Por volta do meio dia o parque já está bem, cheio. A essa altura estávamos um pouco cansados então decidimos voltar para o hotel para descansar por algumas horas.


De tarde voltamos para o parque da Disneyland. O parque estava cheio e eu queria muito assistir ao desfile dos personagens, porém começou a chover e a parada foi cancelada. Então seguimos para as atrações. 

Nossa primeira atração foi o Piratas do Caribe. Achei sensacional. Você entra em um barquinho que segue rio abaixo, nada cheio de quedas, porém conta um pouca a história de Jack Sparrow, com cenários incríveis que parecem reais.


Seguimos então para o Indiana Jones Adventure, aqui também há vários efeitos e um cenário incrível. Aqui as filas são bem longas. A essa altura chovia bastante, e eu esperava que  muita gente fosse embora, porém as filas continuaram longas e seguimos para o Space Mountain. Ficamos quase 40 minutos na fila sob uma chuva que alterava entre garoa e chuva pesada. Mesmo com capa de chuva ficou difícil aproveitar então resolvemos voltar para o hotel e retornar pela manhã.


Bem cedinho estávamos de volta ao parque da Disneyland. Durante o dia o parque tem um ar super especial. Você pode de fato aproveitar todo o incrível cenário dos parques. Como pela manhã não havia muitas filas aproveitamos todas as atrações, incluindo o Big Thunder Mountain Railroad e Haunted Mansion. Tiramos fotos no castelo da Cinderela e andamos pelas diferentes áreas do parque.


Iriamos voltar para o parque de noite para assistir ao desfile e ao show do Fantasmic. O Fantasmic é um show com várias cenas do Fantasia, exibidos em uma cortina d'água. Com vários efeitos de som e luz, e ainda personagens de outros filmes da Disney.


No fim, tivemos os melhores 2 dias das nossa viagem pela California. Tudo foi tão divertido que um dia até acabamos participando de um show. A Disney é de fato o lugar mais alegre da terra.

Dicas: veja quais atrações possuem FastPass, e evite as filas. Com o FastPass você voltara a atração com hora marcada. Algumas atrações como Radiator Spring Racers o FastPass acaba muito rápido. Nas atrações que possuem fila para pessoas sozinhas, aproveite para economizar tempo. É muito legal ir com seu amigo/parceiro/pais, porém a verdade é que você não vai conversar com eles durante a atração.

Para assistir ao Fantasmic você precisará de um FastPass. Há dois shows por noite, então recomendo que você chegue a Disneyland bem cedo para garantir o seu passe para o primeiro show. Uma das estações de FastPass fica ao lado da Big Thunder Mountain, dessa maneira você consegue pegar o passe e seguir para o Big Thunder Mountain e quase não terá fila.

Os parques da Disney na Califórnia são bem próximos um do outro, literalmente de frente um para o outro. E há várias opções de hotéis bem próximos. Se você se organizar bem pode evitar o cansaço. 

Nós passamos somente dois dias nos parques, compramos um ingresso que nos permitia ir a ambos os parques no mesmo dia. Ou seja íamos bem cedo ao parque, pegávamos os FastPass, aproveitávamos um pouco, voltávamos para descansar e depois seguíamos para o outro parque de acordo com os eventos (desfiles, shows e FastPass). Desse modo acredito que fizemos bom uso dos parques em somente 2 dias. Se você tiver tempo e dinheiro, recomendo pelo menos 3 dias.

Transporte
Se você se hospedar próximo da Disneyland ou em um de seus Resorts não terá de se preocupar com o transporte. Porém se você estiver nos hotéis mais distante, há vários ônibus que conectam os hotéis ao parques. Os ônibus números 14 e 15 conectam vários hotéis a Disneyland e também a estação de trem e ônibus de Anaheim.

O passe de ônibus por um dia custa $5. O valor individual da passagem é de $2.

Se você for viajar de Anaheim para outras cidades há algumas opções incluindo ônibus de Anaheim para San Francisco com o Megabus, ou Anaheim para Las Vegas de onibus com o Greyhound (jornada que fisemos), e trem para diversas cidades. Nós voltamos para Los Angeles de Amtrak (trem) levou cerca de 45 min e custou $15. Achei o trem super confortável, com banheiro e wi-fi. Você inclusive pode despachar bagagem em algum dos trens.

Hotel
Nos hospedamos no America Best Value Inn & Suites Disneyland, localizado a cerca de 10 minutos andando da Disney. 

Adoramos. Cama grande e confortável, televisão, frigobar, microondas e cafeteira. O banheiro e o quarto limpos, boa internet, e café da manhã simples incluído. Se tiver calor você poderá aproveitar a piscina.

O hotel está pertinho de várias opções de comida incluindo Subway e uma loja de conveniência da CVS. Há ainda o Garden Walk com opções de restaurantes e lojas.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Como planejo minhas viagens

Você economizou o ano todo, e agora quer viajar e gastar pouco. Vou explicar um pouco como planejo minhas viagens.

Primeiramente evito a alta temporada. Quer ir para os Estados Unidos ou Europa, eu evito férias escolares, páscoa, e os meses de junho, julho e agosto. Na Austrália evito os meses de dezembro e janeiro. 

Viajar no dia 25 de dezembro e 31 de dezembro e 1 de janeiro de ajudará a economizar com as passagens aéreas. Eu geralmente escolho os meses de Fevereiro, Maio e Setembro.

Verifico os preços das passagens para um destino em particular várias vezes durante o mês. E para me ajudar nesse projeto, uso o e-mail alert do skyscanner.net. Ou seja, escolho uma data e destino, e conforme o preço aumente ou diminua o skyscanner me manda um e-mail de alerta.

Para achar acomodação uso alguns websites diferentes. Hoje uso muito o trivago, mas nem sempre acho o melhor preço aqui, e as vezes não quero pagar o valor da acomodação inteiro antes mesmo de chegar, então alternativamente uso o venere para hotéis, e quando acho alguma coisa mais bacana no hostelbookers, uso essa opção, já que não cobra taxa para reservas. A última alternativa é o airbnb, que hoje não possui somente casas e quartos de pessoas físicas, mas também inclui hotéis e pousadas. Porém antes de reservar algo leio os comentários de pessoas que já se hospedaram, pois de nada adianta querer economizar dinheiro e se meter em uma roubada, e para isso uso o tripadvisor. Dentro da medida do possível tento me hospedar perto das atrações, pois também nada adianta economia no hotel mas gastar com o transporte. 

Quando eu viajava sozinha sempre escolhia ficar em albergues/hostels em quarto dormitório mais pela possibilidade de conhecer gente. Dependendo eu alternava quartos individuais se estivesse viajando por mais de um mês.

Hoje como viajo com o marido, procuro quarto duplo com banheiro, e não importa se é em hotel ou hostel. De modo geral, uma vez no destino você só usa o hotel para dormir. Então coisas como hotel com academia e piscina passam longe da minha prioridade. 

Tenho certa preferência por hotéis que sirvam um café da manhã, mesmo que seja torrada e chá, pois já ajuda a forrar o estômago para sair para aproveitar o dia. Se o quarto possuir geladeira e microondas para economizar, compro coisas como suco e pães, para ajudar no lanchinho.

Geralmente faço o seguinte: café da manhã no hotel, almoço on the go, ou seja preparo sanduíches ou algo fácil e prático para os passeios que faço e carrego na mochila, e por último tento sempre jantar em algum restaurante local.

Uma vez no meu destino procuro atrações gratuitas ou pay what you want day (dia que você paga valor que quiser). Por exemplo, Londres é um destino caro, porém os museus são em grande maioria de graça. 

Outra coisa importante é o passe da cidade ou city pass. Esses passes te ajudam a economizar nas atrações. E em alguns locais até em tempo pois o passe evita que você fique na fila para comprar ingresso. Alguns passes ainda incluem transporte público local.
Exemplos de passes: Paris PassI Amsterdam City CardSouthern California CityPass.

Outra dica, antes de chegar no aeroporto já verifico as opções de transporte. Nem preciso dizer que táxi é geralmente a opção mais cara. E hoje há várias opções de vans que fazem o percurso aeroporto/hotel, o preço geralmente é algo entre o valor do táxi e o preço do transporte público. Em São Paulo tem a HelloSampa com day tours e transporte para o aeroporto.

Eu gosto muito de andar de ônibus e metro nas cidades que visito, para ter uma ideia da vida no local. Mas já me meti em roubadas, peguei um ônibus no Cairo - Egito para ir até as pirâmides. Conclusão ônibus no Cairo só se você gostar muito, mas muito mesmo de aventura e não estiver com nenhuma pressa. Outra dica importante: ande. Ande, ande bastante. Isso vai te dar a oportunidade de ver coisas e lugares que você nem imaginava. Sempre uma surpresa. E o melhor, andar é de graça.

Aluguei carro somente uma vez em todas as minhas viagens. Então não sei dar dicas sobre esse assunto. Veja se não é roubada alugar carro enquanto estiver se locomovendo entre grandes cidades, pois geralmente estacionar o carro pode virar uma dor de cabeça e ainda por cima custar uma fortuna. Por exemplo estacionar o carro em Sydney, Melbourne, Londres e Roma pode ser missão quase impossível. 

Por último eu tento colocar um limite em quanto posso gastar. Algo como $50 dólares por dia incluindo alimentação, transporte, atração /museu e acomodação. Em alguns lugares como por exemplo Amsterdam ou New York acabo gastando mais ($70 dólares), porém em Bangkok gastarei menos ($30 dólares). 

Vou continuar atualizando esse post, assim que descobrir novas alternativas de como economizar durante meus passeios.


Como é possivel viajar tanto

As vezes viajar tanto causa certo desconforto. Não para mim, mas para os invejosos de plantão. Muita gente te olha de um jeito esquisito e as vezes até dizem: Como é que você pode viajar tanto? Tem uma árvore de dinheiro? Um dia você vai ter de parar de viajar. Essas três frases me irritam bastante.

E a resposta são: Amo viajar. Não tenho uma árvore de dinheiro. E não, nunca vou parar de viajar. Embora eu não tenha que dar satisfação da minha vida para ninguém, e somente, somente para meu marido, eu tenho que viver socialmente.

Para poder viajar eu sacrifico muito durante o ano. Economizo muito, corto gastos em casa. Por exemplo aqui nada fica ligado na parede desperdiçando energia quando não estamos em casa. O stand by da tv, do microondas, do computador tudo gasta energia. A exceção dessa regra é a geladeira e o aquecedor do aquário. O banho é somente de 4 minutos. Assim reduzimos o desperdício de energia e água e como consequência economizamos. Pode não parecer muito, mas como diz o ditado: de grão em grão, a galinha enche o papo.

Ir ao shopping fazer compras? Nem pensar. Quando preciso de algo faço compras pela internet, e quando possível aproveito as promoções das lojas. A verdade é que moro na Austrália, e há grandes liquidações por aqui, então aproveitamos esses períodos.

Evito comprar aquele café ou refrigerante e sempre carrego a mesma garrafinha de água comigo, e de modo geral não comemos fora. Imagine que um café custe $3,50 e que você tome um café em média 4 vezes por semana. Em uma semana, você terá gasto $14, multiplicando por 52 semanas (duração de 1 ano) você terá gasto $728 (e nem importa se for em reais ou dólares). Com esse dinheiro você poderá comprar uma passagem aérea para algum lugar. 

Essa regra também se aplica para baladas, cervejas e outros artigos de luxo. Mas admito que hoje é um pouco mais fácil, pois há 10 anos atrás e solteira eu gastava dinheiro com todas essas coisas.

Outra coisa, eu não tenho e nem nunca tive um carro. Uso o transporte público para tudo, e ando quando a distância é curta. Entendo que o transporte público não é bom em todos os cantos do mundo, mas se possível, troque o carro pelo ônibus ou metrô. Isso te ajudará a economizar o dinheiro do combustível, manutenção e seguro de um veículo.

Gadget da vez? Celular novo todo ano? Roupa da moda? Manicure e cabelereiro semanalmente? Nada disso. 

A verdade é que tudo na vida requer sacrifício e comprometimento. 

Agora responda a pergunta: tomar aquele café, comer fora ou fazer compras é o que te faz feliz? Então curta isso. 

No meu caso, deixando de tomar um cafézinho aqui ou ali, me permite eventualmente comer ou tomar café em algum outro canto do planeta. E essa é para mim a melhor sensação do mundo.

Se você quiser saber se depois de economizar durante o ano, como faço para viajar barato, leia esse post - Como planejo minhas viagens.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Jordânia: Petra


Petra é um desses lugares incríveis, que você vê por muitas vezes nos livros (ou nos filmes - Indiana Jones, Transformes, Mortal Kombat), mas nunca acredita que um dia vai lá. Patrimônio da Humanidade da Unesco, a cidade de pedra foi um dia capital do Reino Nebateu. Era um importante centro de comércio.

Os ingressos são de 1 dia, 2 dias e 3 dias. De 1 dia custa 50 JD ou 70 dólares (2014). Eu comprei o de 2 dias por 55JD, pois achei que 1 dia era pouco e 3 demais. Quando eu fui em 2011 paguei em torno de 26 JD pelo ingresso de 2 dias. De qualquer modo, Petra é provavelmente um dos lugares mais caros que já estive, porém vale todo o esforço.


A caminhada até a Câmara do Tesouro é bem agradável e você vai passar pelo canyons também chamado de Siq. Aproveite para notar a coloração das pedras e também o antigo aqueduto. Há placas indicativas para tudo, então você saberá o que está olhando, caso contrário há grupos com guias que contam várias histórias sobre o local. O mais importante é não sair do caminho para turista, nada de bancar o Indiana Jones, pois você pode se machucar.

Logo que você entra haverá alguns homens de oferecendo cavalos, e dirão que o preço está incluso no ingresso, e de fato está porém, eles te cobrarão uma gorjeta, em torno de 10 JD. Evite os cavalos, burros e camelos se puder. Os animais te levarão até a entrada do Siq.

Se você não quiser andar da entrada de Petra até a Câmara do Tesouro a única opção é pegar as charretes, mas não esqueça de negociar o preço. Também só se empolgue em tirar foto com os homens fantasiados de romanos a menos que queira dar dinheiro para eles.

Uma vez na Câmara do Tesouro, seguindo pela sua direita você se encontrará na avenida romana, onde passará por tumbas, teatro romano e monastério. No final dessa caminhada há um restaurante e banheiros. 

Se você tiver com pique vale a pena fazer alguma das trilhas. Eu deixei para o segundo dia, e fiz uma trilha que leva até o topo das montanhas, na descida passei por várias pequenas tombas. Levou em torno de 2 horas, mas vale muito a pena, pois a vista lá de cima é bem bacana. 


Nos meses de frio é importante trazer agasalho pois venta bastante, e mesmo no frio traga chapéu, água, protetor solar, pois quase não há sombras por aqui. Não esqueça de trazer um lanche também, caso contrario ficará a merce dos preços do restaurante.

No último dia, depois de toda a trilha peguei um cavalo da saída dos canyons. Disse para o senhor que eu só tinha 2.5JD e ele aceitou. Se resolver pegar os cavalos ou burros, negocie muito, e procure um animal que esteja em boas condições pois muitos são maltratados. Se tiver curiosidade há uma organização que cuida dos animais machucados logo na saída de Petra, e ensina os locais a cuidar dos animais.

No mais vale muito a pena, o lugar é lindo. 

Jordânia: Wadi Musa

Depois da minha longa jornada de Dahab até Wadi Musa, eu estava exausta. Sentia que metade dos meus órgãos internos havia sido deixados para trás em alguma curva maluca do longo percurso. E o que sobrou, me fazia mal. Desse modo, meu humor não estava dos melhores.

Logo que nosso micro van parou em Wadi Musa, um homem anunciou "passageiros para Saba'a Hotel". Eu fui logo pensando,"não organizei ninguém para vir nos buscar, como é que esse homem está aqui?". E já cansada de ser financeiramente explorada no Egito e com certo receio de entrar em um carro de um desconhecido, fui logo dizendo que não sabia quem ele era e não iria entrar no carro com ele.

O rapaz até tomou um susto, e se apresentou, disse que era o dono do hostel, disse que tinha a me reserva, e me chamou pelo nome. Ufa!!!! Mil desculpas depois, o cara era gente boa. E ainda me economizou 2 dinar jordaniano (JD) do táxi para subir o morro! Como eu estava muito ruim do estômago, estava sentindo falta de comer frutas, então ele até me levou ao mercado no dia seguinte para comprar melancia e banana. :)

O Saba'a Hotel é um hostel com quarto dormitório, solteiro e duplos. Fiquei em um quarto com duas camas de solteiro e banheiro. Tomar banho se provou uma missão demorada, devido a pressão da água e a demora para ter água quente. O dono é jordânio, a esposa dele inglesa, e ambos são bem simpáticos. O hotel é bem localizado, e tem internet e café da manhã incluso na diária. Paguei em torno de 10 dólares por noite. E fiquei 3 noites de onde segui para Amman.

Wadi Musa ou Vale de Moises é uma cidade pequena, e não há nada para se fazer por aqui. Todo mundo está em Wadi Musa somente para ir a Petra. Há vários restaurantes simples com comida típica local, e algumas lojas de doces tradicionais deliciosos. Imagino que com o passar dos anos a estrutura melhore cada vez mais, pois o turismo é uma das principais fontes de renda aqui.

Do hotel até Petra era uma caminhada de 20 minutos, passando por diversas lojinhas de souvenirs.

Transporte: Como Viajar pelo Vietnã

Embora pode não parecer no mapa, o Vietnã é um país bem extenso. E caso você decida viajar pelas principais cidades turísticas de norte ao sul do país, você percorrera grandes extensões de terra.

Eu viajei de Ho Chi Minh City (Saigon) até Hanoi, passando por Nha Trang, Hoi An e Hué.

Comprei um passe de ônibus noturno para todo o percurso direto no meu hostel em Ho Chi Minh City por algo como 21 dólares. Nesse ônibus não há cadeiras, mas sim pequenas e estreitas camas.

Rapidamente minha viagem no ônibus virou um pesadelo. Primeiro porque turistas pagam mais caro pela passagem, e temos que reservar vaga no ônibus com pelo menos 24 horas de antecedência. Até aí tudo bem. 

O problema começa quando você tenta embarcar no ônibus. Primeiro eles deixam os locais subirem e pegar as primeiras camas, e depois deixam os turistas lutar fisicamente pelos os assentos que sobraram. Isso mesmo, vi muita confusão, tudo porque há muito overbooking, ou seja sobra pessoas e falta lugar. Como não havia espaço para todo mundo vi gente dormindo no chão por 10 horas. 

Quando há paradas no meio da noite, você é obrigado a levantar e sair do ônibus, já que o motorista desliga o ar condicionado e a temperatura dentro do ônibus fica insuportável, e o cheiro então, prefiro nem comentar. Em termos de higiene o colchão e os cobertos não cheiram nada bem.

Por último as estradas não são excelentes, então o ônibus sacode bastante. Olha, vou contar para vocês que eu durmo bem e rapidamente em qualquer lugar (avião, carro, trem, sala de espera), mas chegava exausta nos meus destinos pois havia dormido mal, muito mal.

Para piorar, se você conseguir dormir, poderá ter seus pertences roubados. Conheci uma menina que teve o telefone roubado enquanto dormia e ouvia música. Então eu tentava nem correr o risco, e dormia usando a mochila como travesseiro.

Se você quiser evitar o ônibus, há outras opções que são um pouco mais caras, mas talvez possam te economizar tempo e cansaço. E provavelmente muito, mas muito aborrecimento

A primeira é pegar o trem. De sul ao norte é possível fazer o percurso: Ho Chi Minh City - Nha Trang - Danang - Hué - Hanoi. O preço do percurso vai variar de acordo com a classe do trem que você escolher e do tipo de trem. Para ir até Hoi An, você terá de descer em Danang e pegar um ônibus ou táxi.  

Você poderá comprar os tickets para o trem através de agências de turismo ou direto na estação de trem quando estiver no Vietnã. Se você souber vietnamita pode tentar o site da companhia de trens 

A outra opção é viajar de avião. 

A Air Asia é uma companhia low-cost que voa de diversos destinos da Ásia até Ho Chi Minh City, Da Nang e Hanoi, porém não há vôos diretos entre essas cidades. www.airasia.com Eu usei a Air Asia para voar de Hanoi até Kuala Lumpur, na Malásia. E achei o serviço bem razoável.

A Vietnam Airlines possue vários voos domésticos. É possível voar Ho Chi Minh City - Nha Trang - Da Nang - Hué - Hanoi. www.vietnamairlines.com Por exemplo um voo entre Ho Chi Minh City até Nha Trang pode ser encontrado por 90 dólares incluindo taxas. Você também poderá voar de destinos internacionais para cidades no Vietnã com a Vietnam Airlines.

A alternativa low-cost é a Viet Jet Air www.vietjetair.com com voos domésticos e internacionais. Encontrei voos de Ho Chi Minh City até Hué por menos de 30 dólares incluindo taxas. Então vale a pena ficar de olho.

A última opção, e essa é somente para os mais aventureiros, é comprar uma motocicleta e percorrer o país fazendo seu próprio itinerário paradas e etc. Conheci uns rapazes viajando assim. Parecia bastante divertido.