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domingo, 28 de junho de 2015

EUA: Los Angeles

Nossa viagem até Los Angeles foi longa. Saindo da Austrália pegamos um voo até Auckland na Nova Zelândia com a Air New Zealand.

Chegamos em Los Angeles por volta das 14 horas, imigração e malas foram bem rápidas. 

Nosso hotel estava em Downtown, e como somos viajantes sem grana, e essa era a nosso primeira parada, escolhemos ir de metro até o centro. Depois de uma pequena batalha com a máquina de bilhetes na estação Aviation/LAX estávamos prontos para desbravar a capital do cinema. Pegamos a linha verde, e depois a linha azul até a 7th st/Metro Center.

Chegamos ao nosso hotel por volta das 17 horas, e estávamos exaustos, então somente descansamos para começar cedo as aventuras do dia seguinte.

Acordamos cedo para irmos para os parques da Univesal Studios Hollywood. Estávamos absolutamente empolgados. Pegamos o trem sentido North Hollywood da linha vermelha e em 20 minutos estávamos na estação Universal City.


O bacana é que a Universal Studios organiza um ônibus gratuito para levar o pessoal da estação até a entrada da Universal Studios e do City Walk - um lugar cheio de lojas e restaurantes. Se você não quiser pegar o ônibus prepare as pernas para seguir ladeira acima.

Como chegamos bem cedo, quinta feira e na baixa estação pegamos pouquíssima fila nas atrações. Levamos um pouco mais de 3 horas para curtir todas as atrações. 

Eu não conheço os parques da Florida, mas não achei o parque muito grande. Talvez porque algumas atrações estavam fechadas ou em obras. Por exemplo a área de Harry Potter está em construção e o Jurassic Park estava fechado para manutenção. 
Aproveitamos para tirar bastante fotos com os personagens de Transformers, Despicable Me (Meu Malvado Favorito) e outros personagens como Zombies, Vampiros e até Bettlejuice (Os Fantasmas se Divertem). 

Na saída de umas das atrações ganhamos um passe express para usar em uma das atrações. Usamos o passe no tour do estúdio, que estava com uma fila imensa. Achei que ia detestar o tour, mas achei bem legal. Fomos no primeiro carro e o guia explicou bastante um pouco do que foi feito nos estúdios, e outros filmes ou séries que estão sendo filmado nesse momento. Vimos os carros usados de em vários filmes, sets de seriados como Desperate Housewives, e até uma atração 3D de King Kong lutando contra um dinossauro que fez o ônibus inteiro tremer. Para fechar o dia fomos no show do Waterworld (Waterworld O Segredo das Águas), que usa a história do filme com várias lutas e efeitos.


Ingresso de um dia para Universal Studios Hollywood (Março 2015) custa $95. Honestamente achei um dia suficiente. Mas vale a pena levar em consideração que a fila mais longa que pegamos foi de 20 minutos. Comprei nossos ingressos no arestravel.com por $86.85 que incluía um ingresso gratuito para um segundo dia. Vale a pena dar uma olhada nesse site, pois há descontos para várias atrações nos Estados Unidos.

Saindo do parque andamos pelas lojas da City Walk. Aqui há restaurantes como o Hard Rock Cafe e o Bubba Gump, lojas de souvenirs, doces, roupas e esportes como baseball (Dodgers) e futebol americano (Raiders). 

No nosso terceiro passeamos por Downtown. Visitamos a região de Olvera onde estão as casas mais antigas da cidade como Avila Abode (entrada gratuita) e casa Pelanconi. Aqui há uma feirinha vendendo várias coisinhas, doces mexicanos e souvenirs. Pertinho dali está a Union Station - estação de trem e ônibus principal de Los Angeles. 

Ainda nesta região está o City Hall prédio da prefeitura da cidade. Embora não seja um passeio muito comum, você pode entrar na prefeitura e subir até o último andar de onde terá uma vista diferente da cidade. A entrada é gratuita mas você precisará fazer um registro no andar térreo. Você terá de pegar 2 elevadores para chegar no 26º andar e lá subir as escadas até o 27º andar. Uma vez no 26.º andar, passeie um pouco pela sala Tom Bradley onde você verá pinturas dos antigos prefeitos da cidade.


Um dos passeios mais populares da cidade é Hollywood. Há sempre alguma coisa acontecendo por aqui. Fomos na época do Oscar e a rua estava toda bloqueada com muita parafernália, carros e caminhões. Quando voltamos semanas depois Vince Vaugh iria receber sua homenagem na calçada da fama, então de novo uma das áreas estava bloqueada. Para quem gosta de filmes sempre há alguma premiere  no famoso Chinese Theater.

Se tiver curiosidade em procurar seus atores favoritos pela calçada da fama, recomendo checar o www.walkoffame.com com listas atualizadas, caso contrário prepare as pernas pois há mais de 2000 estrelas por aqui. Há bastante opções de lojas de souvenirs em Hollywood todos com os preços bem salgados. Recomendo comprar souvenirs em Olvera Street que é bem mais baratinho.



Outro passeio bacana é o Pier de Santa Monica. Aqui termina a rota 66. No famoso pier há um parque de diversões, lojinhas e restaurantes. 

A vista da praia é linda, mas como fomos no inverno não dava para curtir o mar. Aproveitamos para apreciar a paisagem e descansar um pouco. Há muitas opções de alimentação por aqui, e também várias lojas para todos os bolsos.

Se gostar de esportes você poderá assistir aos Los Angeles Kings, Los Angeles Lakers ou Los Angeles Clippers no Stapples Center localizado em Downtown. 

Já o Los Angeles Dodgers jogam no Dodgers Stadium ao norte de Downtown. Ambos bem localizados e de fácil acesso usando o transporte publico. Nós assistimos a derrota do Los Angeles Lakers para o Brooklyn Nets. Achei a atmosfera bem bacana e tranquila. Os preços de alimentação no estádio são bem razoáveis, e para quem quiser comprar camisas ou acessórios do times há uma loja do Team LA no local.

Transporte em Los Angeles
Como mencionei usamos os sistema de Metro. Prático e rápido se você estiver indo até Hollywood, Universal Studios ou se locomovendo pela região de Downtown. 

Há muitas linhas de ônibus pela cidade, porém o trânsito na cidade é bem pesado e por muitas vezes lento. Então é preciso ter paciência. Levamos 1:30 hrs de Downtown até Santa Monica e 1hr de Santa Monica até Beverly Hills, e mais 1 hr até a estação de Vermont/Bervely.

Alugando um carro você se locomoverá pela cidade com alguma praticidade, e ainda poderá visitar as cidades vizinhas mais facilmente. Porém se prepare para procurar vagas para estacionar.

Se você chegar no LAX - Aeroporto Internacional de Los Angeles você pode pegar um onibus, van, táxi ou metro até a cidade. A estação de trem se chama Aviation/LAX e fica na linha verde. Há um ônibus gratuito que conecta o aeroporto até a estação. O shuttle FlyAway vai do aeroporto até a Union Station em Downtown e custa $10. 

O metro é prático e barato. Um cartão recarregável custa $1 e a passagem no metro custa $1,75. O único problema é que você terá de comprar tudo usando as máquinas localizadas nas estações. Não há nenhum balcão de compra e ninguém para te ajudar em caso de dúvida.  

Acomodação
Pesquisei bastante antes de reservar nossas acomodações e conclui que hotéis mais baratos e básicos vão custar em torno de $70-$100. Achei difícil achar um hotel razoável, bem localizado com preço acessível. No fim escolhemos o Stay on Main. 

O Stay on Main fica  localizado em Downtown, próximo das estações 7th/Metro Central e Pershing Square. E também cerca de 20 minutos andando do Staples Center, Union Station, City Hall e Rua Olvera. 

Não vou negar que Downtown não parece muito legal à primeira vista. Há muita gente mendigando por aqui. Vale a pena ficar alerta, porém nós não tivemos nenhum tipo de problema.

Stay on Main possui cerca de 350 quartos, alguns com banheiros, e outros com banheiro compartilhado. O café da manhã é simples: suco de laranja, chá, café, leite, cereal e waffles. Há alguns computadores próximos a recepção e estes possuem acesso a impressora. Há ainda uma sala com vídeo game, mesa de pingue-pongue, máquina de pipoca e um telão para assistir filme. A internet é boa. Nós ficamos em 3 quartos diferentes durante nossa estada. 

Quarto antigo
Quarto renovado

Os primeiros andares do hotel foram renovados, dessa forma os quartos nesses andares são mais coloridos e bonitinhos, porém menores. Eu e meu marido preferíamos os quartos mais antigos que são mais espaçosos. Se for se hospedar aqui peça um quarto longe da rua principal que pode ser bem barulhenta durante a noite.




EUA: São Francisco


Chegamos a São Francisco sem muita expectativa. Não tinha ideia que a cidade poderia ser tão agradável.

São Francisco é uma cidade diferente. Seus habitantes são mais liberais e muito simpático. Toda vez que precisávamos de alguma informação havia alguém solicito para ajudar. Em 2 ocasiões foi só abrirmos o mapa da cidade que alguém perguntava onde queríamos ir. Uau! 



Na nossa primeira caminhada na cidade, do hotel até o Forte Mason, acabamos esbarrando em uma festa de faculdade. Para minha surpresa muita gente praticando esportes, fazendo picnic e até passeando com seus bichinhos de estimação. Um rapaz levou até seu passarinho (na gaiola) para um passeio. 

A cidade não só eleva seu espírito, mas também suas ruas elevadas a altura e graus incríveis te proporcionaram vistas fantásticas. 

Vale a pena caminhar bastante e aproveitar o ar fresco da cidade. Há várias opções de aluguel de bicicleta, ideia tentadora para andar na região da baia ou até cruzar a ponte Golden Gate.


Nosso passeio favorito foi a visita até a famosa ilha prisão de Alcatraz. Criminosos famosos como Al Capone ficaram aqui por vários anos. Recomendo reservar o passeio com várias semanas de antecedência pois só uma operadora tem autorização para desembarcar na ilha. Todos os outros tours podem somente circular a ilha. 

O tour oficial é esse aqui: http://www.alcatrazcruises.com/ 

Escolhemos fazer nosso passeio pela manhã para tentar evitar as grandes multidões, porém mesmo assim Alcatraz estava lotado nesse dia. Uma vez na ilha você pode entrar em vários prédios diferentes, mas a parte mais interessante é de fato o tour dentro do presidio. Você tem acesso as pequenas celas normais e e solitárias, refeitório, banheiro, hospital e etc. O tour possui um áudio em diversos idiomas inclusive português. Se você for fluente em inglês, recomendo o áudio tour neste idioma, uma vez que é narrado por antigos guardas e prisioneiros de Alcatraz. Super interessante.  Não vou contar mais para não estragar a surpresa. Mas ainda demos sorte de visitar a exposição do artista Ai Weiwei que está acontecendo dentro de vários prédios de Alcatraz. Vale lembrar que não há nenhum tipo de lanchonete, bar ou restaurante em Alcatraz, e se você trouxer comida só poderá comer ou beber na região do desembarque. 


A região do Fisherman's Wharf é bacana. Recheado de lojinhas e restaurantes. Não vou negar que é bastante turístico e desse modo com preços mais salgados mas mesmo assim bem legal. Você ainda pode avistar os leões marinhos que moram ali na região e estão sempre tomando sol entre o pier 39 e 41. 

Para chegar até a Golden Gate Bridge recomendo pegar um ônibus até o começo do parque Presidio, e uma vez no parque pegue o ônibus gratuito do PresiGo, ou aproveite para fazer caminhadas, visitar os prédios históricos ou até fazer um picnic.

Não deixe de visitar o Palace of the Fine Arts Theatre sempre há alguma exposição, atividade ou artista por aqui. 


Outro passeio popular entre os turistas é visitar a Lombard Street. A famosa rua com mais curvas do mundo. Achei meio sem graça já que estava recheada de turistas sem noção, andando no meio da rua, se arriscando e atrapalhando o trânsito.

Se tiver tempo visite um dos muitos museus: SFMOMA, De Young, Academia de Ciências da Califórnia, Museu de Arte Asiática. 


Por último recomendo um passeio por Downtown. Adorei visitar o City Hall, um prédio imenso, de arquitetura similar ao Capitol. Se tiver tempo aproveite o tour gratuito. Se quiser fazer compras o shopping Westfield está bem pertinho, o único porem é que a região de Downtown é repleta de pessoas sem teto e mendigos. 

Transporte
Achei o transporte em São Francisco meio complicado. Ao menos que você fique somente na área do metro, é muito provável que você precise usar as linhas de ônibus. 

A passagem de ônibus custa $2.25, e você precisa ter o dinheiro correto pois a máquina não dará troco. Se você for trocar de linha durante o percurso precisa pedir para o motorista um papel de transfer junto com o seu bilhete. O melhor jeito é ir a um Wallgreen (loja de conveniência) e comprar um Clipper - cartão recarregável que custa $3 e colocar no cartão o valor que você vai usar. Uma passagem no cable car custa $6. Embora mais caro que o ônibus, recomendo o passeio. Você senta no cable car, aprecia a vista, sente o vento no rosto. Se quiser mais aventura, pode até ir de pé na lateral do carro.

Quando estiver no ônibus, terá de prestar atenção em qual parada precisa descer. Geralmente há um anúncio do nome da parada. Eu geralmente peço para o motorista, e quase todos foram amigáveis para dizer que havíamos chegado ao nosso destino, e também de modo geral eram bons para dar informações. Bom infelizmente só entendi bem o sistema de ônibus no nosso último dia. :/

Há várias opções para se chegar ou sair de São Francisco: ônibus, trem e o avião incluindo o aeroporto internacional da cidade.

Chegamos de ônibus, uma jornada de quase 8 horas saindo de Los Angeles com o Megabus. O ônibus não é super confortável, mas como não estava cheio nos acomodamos em bancos separados. Os ônibus possuem internet wi-fi gratuita e rápida, e um banheiro que parece que nunca está muito limpo. As passagens geralmente são bem baratas, então pode valer a pena. 

Geralmente evito táxis, pois certos taxistas gostam de ser espertinhos e ficam dando voltas e voltas, e quando você é turista você não sabe bem o destino, cai fácil nessa armadilha. 

Mas depois de 8 horas de jornada até São Francisco, com várias malas, estávamos cansados para enfrentar as inúmeras ladeiras da cidade, resolvi que o táxi era a melhor ideia. 

Nossa jornada da estação Caltrain - principal estação de trem de São Francisco, até nosso hotel custou em torno de $20 dólares (incluindo gorjeta). 

De San Francisco seguimos para Las Vegas de avião com a Jet Blue. Eu nunca havia voado com nenhuma companhia low-cost nos Estados Unidos (tenho experiência com JetStar, Tiger Air, Air Asia, Ryanair e Easyjet), mas confesso que fiquei bem surpresa. Por $49 (taxas inclusas) achei o avião espaçoso, poltronas confortáveis inclusive para o meu marido que tem 1,85m de altura, e até serviram água e biscoito/doritos.

Para ir ao aeroporto pagamos uma van para nos pegar no hotel, que custou $15 por pessoa. Eu geralmente sou super adepta a economizar em tudo que posso e pechinchar onde possível porém dessa vez escolhi a comodidade de não ter carregar malas pesadas. Se estivéssemos ido de ônibus/trem até o aeroporto teria custado em torno de $10.

Acomodação
Acomodação em São Francisco com uma localização boa e preço razoável não saí por menos de $100 por noite.

Consegui uma boa promoção e me hospedei no Marina Inn perto da Lombard Street. Logo que chegamos me disseram que nos deram um upgrade para um quarto maior. O quarto em si é grande porém cheio de moveis antigos que ocupam bastante espaço. Possui tv e frigobar. O café da manhã estava incluído no valor que pagamos e era bem simples, porém gostoso: suco, iogurte, torradas, ovo cozido, banana, leite, chá e café. O hotel é pequeno e bem silencioso. Gostei bastante.


segunda-feira, 16 de março de 2015

EUA: Las Vegas

 A sensação de chegar em Las Vegas é incrível.

Já lá de cima no avião você sente a dimensão da cidade. Tudo na Strip ou Las Vegas Boulevard é imenso.

Mesmo que você não vá a Las Vegas pela jogatina, não vai faltar coisa para fazer. Eu estava indo até Las Vegas, meio de corpo mole sabe? Meu marido que queria muito ir lá. Eu imaginava que a cidade é um lugar para jovens solteiros ou velhotes com dinheiro, e eu não podia estar mais errada.

Há todo tipo de gente em Vegas. Gente curtindo adoidado, gente apostando até os últimos centavos, ou gente como eu, interessada em passear pelos cassinos, que alias são um mais bonito que o outro.

Começamos nosso passeio pelo Mirage. Chegamos lá para o inicio do show Volcano. Achei bem bacana a sequencia de chamas. Para ajudar ainda tava friosinho então o calor das chamas era bem vindo.

Seguimos para o outro lado da rua onde está o Venetian. Para quem já esteve em Veneza, eles fazem uma reprodução quase perfeita da Piazza São Marco. Há até gondoleiros cantores para quem estiver interessado em descansar as pernas no barquinho.

Seguimos até o Harrahs e de lá  até o White Castle, Fat Tuesday, McDonalds, chegando até o Flamingo. Um bem pertinho do outro. O White Castle é um fast food que serve mini hamburguer. Já o Fat Tuesday vende bebidas alcoólicas em grandes copos, você vai ver muita gente andando pela Strip com um copo do Fat Tuesday.

Quase todos os cassinos possuem vários restaurantes, bares e fast foods lá dentro. Andamos um pouquinho pelo Flamingo. Fomos até os jardins para ver os flamingos que vivem por lá e aproveitamos para comer uma pizza por ali.


Entre Flamingo e o Harrahs está a High Roller - uma grande roda gigante. Não fomos pois ambos temos um pouco de medo de altura. Mas deve ter uma vista bem bacana lá de cima. As outras opções para vista da cidade incluem a Torre Eiffel em frente ao Paris e também um tradicional passeio de helicóptero. Para qualquer um desses passeios você terá de pagar algo entre $14 - $100.

Seguimos para o Bellagio, e para nossa sorte o show no lago do Bellagio estava para começar. Aqui as águas dançam conforme a música. A música muda a cada show, e o primeiro show que ouvimos foi Singin' In The Rain de Gene Kelly. Achei tão emocionante que até chorei.

Andamos um pouco pelo Bellagio que é imenso. E até decidimos jogar um pouco nas maquinas de caça níquel enquanto fingimos que estávamos em 11 Homens e um Segredo.

A essa altura já estávamos andando há muitas e muitas horas. Foi quando percebi que eu havia subestimado Las Vegas. Cansados, retornamos ao nosso hotel.

Decidimos pela primeira vez em quase 8 dias de viagem que não precisávamos acordar cedo, já que Las Vegas não para, poderíamos ficar até tarde perambulando entre os cassinos se assim quiséssemos.

No dia seguinte começamos nosso passeio pelo Paris. Mesmo que você não tenha vindo a Vegas para ver Paris, não pode deixar de ficar surpreso com a a reprodução da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Andamos um pouquinho pelo cassino, eles fazem uma pequena reprodução de Paris, mas o que achei bonito ali foi o banheiro feminino que é maravilhoso.

O Cassino seguinte é o Planet Hollywood. Eu queria muito assistir a um show na cidade, e pensei nada como assistir a um ídolo da minha adolescência. E entre muitos shows que acontece no Planet Hollywood está o da Britney Spears. Fiquei super empolgada com a ideia, porém não conseguimos ingressos. Para quem se interessa há muitas apresentações do Cirque Du Soleil em diferentes hotéis. Como assistimos ao Cirque em Melbourne em menos de um mês antes da viagem, decidimos por tentar outro programa. Meu marido sugeriu a um jantar no Excalibur com o show do Tournment of Kings (Tornei dos Reis) e acabamos optando por esse.

O Excalibur é um hotel cassino um pouco diferente dos outros, com um ar de castelo medieval e um pouco menos luxuoso. Os ingressos custaram em torno de $71 por pessoa com o jantar incluso.


O jantar consistia em uma sopa de tomate como entrada; brócolis, batata assada e frango com prato principal e torta de maça para sobremesa. Refrigerante e água a vontade. O show em si é muito legal. Os atores cantam, danças e até lutam com espada, maçados e lanças. Tudo muito organizado e em sincronia com os vários efeitos especiais. Os cavalos dos shows são maravilhosos e super bem treinados. E a atmosfera em si é muito bacana, e os atores interagem bastante com a arquibancada. Valeu muito a pena.



Um lugar que gostamos de passear foi o New York New York. Tem vários bares legais incluindo o Coyote Ugly. Eles fazem uma reprodução bacana das ruas de New York onde você poderá até andar na Broadway. A montanha russa não estava funcionando enquanto estávamos lá.

No mais, como eu mencionei no começo subestimei Las Vegas. Reserve pelo menos 3 dias só para ficar pela Strip, e um dia extra se for visitar o Grand Canyon. Ficamos somente 2.5 dias, e não tivemos tempo de ir ao Grand Canyon.


Compras 
Brasileiro adora comprar e não falta opções de lojas em Las Vegas.

As lojas da Dolce & Gabbana, Tom Ford e Louis Vuitton estão entre o Cosmopolitan e o Mandarin Oriental.

Outra opção de compras é o Fashion Show localizado perto do Treasure Island e do Wynn. Este é um grande shopping center com lojas como Macy's e Forever 21.

Para quem gosta de loja da Hard Rock Cafe, Coca-cola e M&Ms a opção é o Showcase Mall ao lado do MGM Grand.

E por último a cidade possui dois outlets - Premium Outlet North e o South. Como dis o nome o primeiro está ao norte da cidade perto da Freemont Experience. E o outro ao Sul perto do aeroporto. Fomos no do Norte, e achei que o lugar tinha uma grande variedades de lojas. E estava recheado de brasileiros. Lojas Adidas, Nike, Puma, Polo Ralph Lauren, GAP, Tommy Hilfiger e outras.

Transporte
Se você chegar de avião seu destino será o McCarran International Airport. Se você não quiser pegar um táxi ou o transporte público, a opção são os micro-ônibus e vans. Pagamos $9 por pessoa daqui até o nosso hotel em uma dessas vans. Para nossa sorte como estávamos mais ao norte da cidade e o ônibus encheu rapidamente, a empresa nos colocou em um táxi junto com um outro casal.

Eu até tentei procurar o transporte público antes de me aventurar nas vans, porém teríamos que andar até ao outro lado do aeroporto para pegar o ônibus, e com as várias malas deu um pouco de preguiça.

Uma vez na cidade para se locomover pela Strip você pode pegar um dos dois ônibus que cobrem essa rota. O primeiro é o Deuce, um ônibus de dois andares que funciona 24 horas, e para em todos os grandes hotéis da Strip. O segundo e nosso favorito é o SDX. Esse ônibus é expresso e não para em todos os hotéis, ele é bem mais rápido e vai até o Premium Outlet North. O único problema é que não funciona 24 horas. Pagamos $20 por um passe ilimitado de 3 dias para os ônibus. Um passe de 1 dia custa $8 e uma passagem valida por 2 horas custa $6.

A outra opção é o LV Monorail (monotrilho). O trem para em quase todos os grandes hotéis da Strip, porém um pouco longe da avenida e quase dentro do hotel. Os preços não são muito diferentes do ônibus. Passe ilimitado de 24 horas $12, 2 dias $22 e 3 dias $28.

Chegamos em Las Vegas de avião mas fomos embora de ônibus. Pegamos o Greyhound entre Las Vegas e Anaheim. A viagem foi longa pois o ônibus fez várias paradas. A estação do Greyhound está localizada pertinho do Freemont Experience. E há ônibus saindo para Los Angeles, Anaheim e São Francisco. Se compradas com antecedência as passagens são bem baratinhas. Pagamos em torno de $10 por pessoa na passagem Las Vegas - Anaheim.

Acomodação
Ficamos hospedados no 4 Queens em Freemont Experience.

O Freemont Experience está em Downtown Las Vegas. Um lugar repleto de lojas de souvenirs e hotéis antigos. De noite há um show de luzes, mas nada fantástico.

O quarto era imenso com duas camas queens. Nosso quarto incluía aquecedor/ar condicionado, cofre, televisão e banheiro. Internet e café da manhã não estão inclusos na diária. No mais não achei o lugar legal pois se você de fato quiser dormir o lugar é bem barulhento devido as bandas e show de luzes do Freemont. O nosso banheiro quase não tinha água quente também, somente morna com baixa pressão. E achei o pessoal da gerencia nada amigável.

Recomendo ficar em algum hotel mais no meio da Strip - Planet Hollywood, Harrah, Wynn e etc. Os preços são um pouco mais caros, porém se você vier durante a semana na baixa temporada - de terça até quinta, vai encontrar preços mais convidativos. Pagamos $40 por noite no 4 Queens, o Planet Hollywood custava em torno de $70 por noite para os mesmos dias. Então vale a pena pesquisar e ficar de olho nas ofertas.

Todos os preços são de Março de 2015.