sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Como planejo minhas viagens

Você economizou o ano todo, e agora quer viajar e gastar pouco. Vou explicar um pouco como planejo minhas viagens.

Primeiramente evito a alta temporada. Quer ir para os Estados Unidos ou Europa, eu evito férias escolares, páscoa, e os meses de junho, julho e agosto. Na Austrália evito os meses de dezembro e janeiro. 

Viajar no dia 25 de dezembro e 31 de dezembro e 1 de janeiro de ajudará a economizar com as passagens aéreas. Eu geralmente escolho os meses de Fevereiro, Maio e Setembro.

Verifico os preços das passagens para um destino em particular várias vezes durante o mês. E para me ajudar nesse projeto, uso o e-mail alert do skyscanner.net. Ou seja, escolho uma data e destino, e conforme o preço aumente ou diminua o skyscanner me manda um e-mail de alerta.

Para achar acomodação uso alguns websites diferentes. Hoje uso muito o trivago, mas nem sempre acho o melhor preço aqui, e as vezes não quero pagar o valor da acomodação inteiro antes mesmo de chegar, então alternativamente uso o venere para hotéis, e quando acho alguma coisa mais bacana no hostelbookers, uso essa opção, já que não cobra taxa para reservas. A última alternativa é o airbnb, que hoje não possui somente casas e quartos de pessoas físicas, mas também inclui hotéis e pousadas. Porém antes de reservar algo leio os comentários de pessoas que já se hospedaram, pois de nada adianta querer economizar dinheiro e se meter em uma roubada, e para isso uso o tripadvisor. Dentro da medida do possível tento me hospedar perto das atrações, pois também nada adianta economia no hotel mas gastar com o transporte. 

Quando eu viajava sozinha sempre escolhia ficar em albergues/hostels em quarto dormitório mais pela possibilidade de conhecer gente. Dependendo eu alternava quartos individuais se estivesse viajando por mais de um mês.

Hoje como viajo com o marido, procuro quarto duplo com banheiro, e não importa se é em hotel ou hostel. De modo geral, uma vez no destino você só usa o hotel para dormir. Então coisas como hotel com academia e piscina passam longe da minha prioridade. 

Tenho certa preferência por hotéis que sirvam um café da manhã, mesmo que seja torrada e chá, pois já ajuda a forrar o estômago para sair para aproveitar o dia. Se o quarto possuir geladeira e microondas para economizar, compro coisas como suco e pães, para ajudar no lanchinho.

Geralmente faço o seguinte: café da manhã no hotel, almoço on the go, ou seja preparo sanduíches ou algo fácil e prático para os passeios que faço e carrego na mochila, e por último tento sempre jantar em algum restaurante local.

Uma vez no meu destino procuro atrações gratuitas ou pay what you want day (dia que você paga valor que quiser). Por exemplo, Londres é um destino caro, porém os museus são em grande maioria de graça. 

Outra coisa importante é o passe da cidade ou city pass. Esses passes te ajudam a economizar nas atrações. E em alguns locais até em tempo pois o passe evita que você fique na fila para comprar ingresso. Alguns passes ainda incluem transporte público local.
Exemplos de passes: Paris PassI Amsterdam City CardSouthern California CityPass.

Outra dica, antes de chegar no aeroporto já verifico as opções de transporte. Nem preciso dizer que táxi é geralmente a opção mais cara. E hoje há várias opções de vans que fazem o percurso aeroporto/hotel, o preço geralmente é algo entre o valor do táxi e o preço do transporte público. Em São Paulo tem a HelloSampa com day tours e transporte para o aeroporto.

Eu gosto muito de andar de ônibus e metro nas cidades que visito, para ter uma ideia da vida no local. Mas já me meti em roubadas, peguei um ônibus no Cairo - Egito para ir até as pirâmides. Conclusão ônibus no Cairo só se você gostar muito, mas muito mesmo de aventura e não estiver com nenhuma pressa. Outra dica importante: ande. Ande, ande bastante. Isso vai te dar a oportunidade de ver coisas e lugares que você nem imaginava. Sempre uma surpresa. E o melhor, andar é de graça.

Aluguei carro somente uma vez em todas as minhas viagens. Então não sei dar dicas sobre esse assunto. Veja se não é roubada alugar carro enquanto estiver se locomovendo entre grandes cidades, pois geralmente estacionar o carro pode virar uma dor de cabeça e ainda por cima custar uma fortuna. Por exemplo estacionar o carro em Sydney, Melbourne, Londres e Roma pode ser missão quase impossível. 

Por último eu tento colocar um limite em quanto posso gastar. Algo como $50 dólares por dia incluindo alimentação, transporte, atração /museu e acomodação. Em alguns lugares como por exemplo Amsterdam ou New York acabo gastando mais ($70 dólares), porém em Bangkok gastarei menos ($30 dólares). 

Vou continuar atualizando esse post, assim que descobrir novas alternativas de como economizar durante meus passeios.


Como é possivel viajar tanto

As vezes viajar tanto causa certo desconforto. Não para mim, mas para os invejosos de plantão. Muita gente te olha de um jeito esquisito e as vezes até dizem: Como é que você pode viajar tanto? Tem uma árvore de dinheiro? Um dia você vai ter de parar de viajar. Essas três frases me irritam bastante.

E a resposta são: Amo viajar. Não tenho uma árvore de dinheiro. E não, nunca vou parar de viajar. Embora eu não tenha que dar satisfação da minha vida para ninguém, e somente, somente para meu marido, eu tenho que viver socialmente.

Para poder viajar eu sacrifico muito durante o ano. Economizo muito, corto gastos em casa. Por exemplo aqui nada fica ligado na parede desperdiçando energia quando não estamos em casa. O stand by da tv, do microondas, do computador tudo gasta energia. A exceção dessa regra é a geladeira e o aquecedor do aquário. O banho é somente de 4 minutos. Assim reduzimos o desperdício de energia e água e como consequência economizamos. Pode não parecer muito, mas como diz o ditado: de grão em grão, a galinha enche o papo.

Ir ao shopping fazer compras? Nem pensar. Quando preciso de algo faço compras pela internet, e quando possível aproveito as promoções das lojas. A verdade é que moro na Austrália, e há grandes liquidações por aqui, então aproveitamos esses períodos.

Evito comprar aquele café ou refrigerante e sempre carrego a mesma garrafinha de água comigo, e de modo geral não comemos fora. Imagine que um café custe $3,50 e que você tome um café em média 4 vezes por semana. Em uma semana, você terá gasto $14, multiplicando por 52 semanas (duração de 1 ano) você terá gasto $728 (e nem importa se for em reais ou dólares). Com esse dinheiro você poderá comprar uma passagem aérea para algum lugar. 

Essa regra também se aplica para baladas, cervejas e outros artigos de luxo. Mas admito que hoje é um pouco mais fácil, pois há 10 anos atrás e solteira eu gastava dinheiro com todas essas coisas.

Outra coisa, eu não tenho e nem nunca tive um carro. Uso o transporte público para tudo, e ando quando a distância é curta. Entendo que o transporte público não é bom em todos os cantos do mundo, mas se possível, troque o carro pelo ônibus ou metrô. Isso te ajudará a economizar o dinheiro do combustível, manutenção e seguro de um veículo.

Gadget da vez? Celular novo todo ano? Roupa da moda? Manicure e cabelereiro semanalmente? Nada disso. 

A verdade é que tudo na vida requer sacrifício e comprometimento. 

Agora responda a pergunta: tomar aquele café, comer fora ou fazer compras é o que te faz feliz? Então curta isso. 

No meu caso, deixando de tomar um cafézinho aqui ou ali, me permite eventualmente comer ou tomar café em algum outro canto do planeta. E essa é para mim a melhor sensação do mundo.

Se você quiser saber se depois de economizar durante o ano, como faço para viajar barato, leia esse post - Como planejo minhas viagens.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Jordânia: Petra


Petra é um desses lugares incríveis, que você vê por muitas vezes nos livros (ou nos filmes - Indiana Jones, Transformes, Mortal Kombat), mas nunca acredita que um dia vai lá. Patrimônio da Humanidade da Unesco, a cidade de pedra foi um dia capital do Reino Nebateu. Era um importante centro de comércio.

Os ingressos são de 1 dia, 2 dias e 3 dias. De 1 dia custa 50 JD ou 70 dólares (2014). Eu comprei o de 2 dias por 55JD, pois achei que 1 dia era pouco e 3 demais. Quando eu fui em 2011 paguei em torno de 26 JD pelo ingresso de 2 dias. De qualquer modo, Petra é provavelmente um dos lugares mais caros que já estive, porém vale todo o esforço.


A caminhada até a Câmara do Tesouro é bem agradável e você vai passar pelo canyons também chamado de Siq. Aproveite para notar a coloração das pedras e também o antigo aqueduto. Há placas indicativas para tudo, então você saberá o que está olhando, caso contrário há grupos com guias que contam várias histórias sobre o local. O mais importante é não sair do caminho para turista, nada de bancar o Indiana Jones, pois você pode se machucar.

Logo que você entra haverá alguns homens de oferecendo cavalos, e dirão que o preço está incluso no ingresso, e de fato está porém, eles te cobrarão uma gorjeta, em torno de 10 JD. Evite os cavalos, burros e camelos se puder. Os animais te levarão até a entrada do Siq.

Se você não quiser andar da entrada de Petra até a Câmara do Tesouro a única opção é pegar as charretes, mas não esqueça de negociar o preço. Também só se empolgue em tirar foto com os homens fantasiados de romanos a menos que queira dar dinheiro para eles.

Uma vez na Câmara do Tesouro, seguindo pela sua direita você se encontrará na avenida romana, onde passará por tumbas, teatro romano e monastério. No final dessa caminhada há um restaurante e banheiros. 

Se você tiver com pique vale a pena fazer alguma das trilhas. Eu deixei para o segundo dia, e fiz uma trilha que leva até o topo das montanhas, na descida passei por várias pequenas tombas. Levou em torno de 2 horas, mas vale muito a pena, pois a vista lá de cima é bem bacana. 


Nos meses de frio é importante trazer agasalho pois venta bastante, e mesmo no frio traga chapéu, água, protetor solar, pois quase não há sombras por aqui. Não esqueça de trazer um lanche também, caso contrario ficará a merce dos preços do restaurante.

No último dia, depois de toda a trilha peguei um cavalo da saída dos canyons. Disse para o senhor que eu só tinha 2.5JD e ele aceitou. Se resolver pegar os cavalos ou burros, negocie muito, e procure um animal que esteja em boas condições pois muitos são maltratados. Se tiver curiosidade há uma organização que cuida dos animais machucados logo na saída de Petra, e ensina os locais a cuidar dos animais.

No mais vale muito a pena, o lugar é lindo. 

Jordânia: Wadi Musa

Depois da minha longa jornada de Dahab até Wadi Musa, eu estava exausta. Sentia que metade dos meus órgãos internos havia sido deixados para trás em alguma curva maluca do longo percurso. E o que sobrou, me fazia mal. Desse modo, meu humor não estava dos melhores.

Logo que nosso micro van parou em Wadi Musa, um homem anunciou "passageiros para Saba'a Hotel". Eu fui logo pensando,"não organizei ninguém para vir nos buscar, como é que esse homem está aqui?". E já cansada de ser financeiramente explorada no Egito e com certo receio de entrar em um carro de um desconhecido, fui logo dizendo que não sabia quem ele era e não iria entrar no carro com ele.

O rapaz até tomou um susto, e se apresentou, disse que era o dono do hostel, disse que tinha a me reserva, e me chamou pelo nome. Ufa!!!! Mil desculpas depois, o cara era gente boa. E ainda me economizou 2 dinar jordaniano (JD) do táxi para subir o morro! Como eu estava muito ruim do estômago, estava sentindo falta de comer frutas, então ele até me levou ao mercado no dia seguinte para comprar melancia e banana. :)

O Saba'a Hotel é um hostel com quarto dormitório, solteiro e duplos. Fiquei em um quarto com duas camas de solteiro e banheiro. Tomar banho se provou uma missão demorada, devido a pressão da água e a demora para ter água quente. O dono é jordânio, a esposa dele inglesa, e ambos são bem simpáticos. O hotel é bem localizado, e tem internet e café da manhã incluso na diária. Paguei em torno de 10 dólares por noite. E fiquei 3 noites de onde segui para Amman.

Wadi Musa ou Vale de Moises é uma cidade pequena, e não há nada para se fazer por aqui. Todo mundo está em Wadi Musa somente para ir a Petra. Há vários restaurantes simples com comida típica local, e algumas lojas de doces tradicionais deliciosos. Imagino que com o passar dos anos a estrutura melhore cada vez mais, pois o turismo é uma das principais fontes de renda aqui.

Do hotel até Petra era uma caminhada de 20 minutos, passando por diversas lojinhas de souvenirs.

Transporte: Como Viajar pelo Vietnã

Embora pode não parecer no mapa, o Vietnã é um país bem extenso. E caso você decida viajar pelas principais cidades turísticas de norte ao sul do país, você percorrera grandes extensões de terra.

Eu viajei de Ho Chi Minh City (Saigon) até Hanoi, passando por Nha Trang, Hoi An e Hué.

Comprei um passe de ônibus noturno para todo o percurso direto no meu hostel em Ho Chi Minh City por algo como 21 dólares. Nesse ônibus não há cadeiras, mas sim pequenas e estreitas camas.

Rapidamente minha viagem no ônibus virou um pesadelo. Primeiro porque turistas pagam mais caro pela passagem, e temos que reservar vaga no ônibus com pelo menos 24 horas de antecedência. Até aí tudo bem. 

O problema começa quando você tenta embarcar no ônibus. Primeiro eles deixam os locais subirem e pegar as primeiras camas, e depois deixam os turistas lutar fisicamente pelos os assentos que sobraram. Isso mesmo, vi muita confusão, tudo porque há muito overbooking, ou seja sobra pessoas e falta lugar. Como não havia espaço para todo mundo vi gente dormindo no chão por 10 horas. 

Quando há paradas no meio da noite, você é obrigado a levantar e sair do ônibus, já que o motorista desliga o ar condicionado e a temperatura dentro do ônibus fica insuportável, e o cheiro então, prefiro nem comentar. Em termos de higiene o colchão e os cobertos não cheiram nada bem.

Por último as estradas não são excelentes, então o ônibus sacode bastante. Olha, vou contar para vocês que eu durmo bem e rapidamente em qualquer lugar (avião, carro, trem, sala de espera), mas chegava exausta nos meus destinos pois havia dormido mal, muito mal.

Para piorar, se você conseguir dormir, poderá ter seus pertences roubados. Conheci uma menina que teve o telefone roubado enquanto dormia e ouvia música. Então eu tentava nem correr o risco, e dormia usando a mochila como travesseiro.

Se você quiser evitar o ônibus, há outras opções que são um pouco mais caras, mas talvez possam te economizar tempo e cansaço. E provavelmente muito, mas muito aborrecimento

A primeira é pegar o trem. De sul ao norte é possível fazer o percurso: Ho Chi Minh City - Nha Trang - Danang - Hué - Hanoi. O preço do percurso vai variar de acordo com a classe do trem que você escolher e do tipo de trem. Para ir até Hoi An, você terá de descer em Danang e pegar um ônibus ou táxi.  

Você poderá comprar os tickets para o trem através de agências de turismo ou direto na estação de trem quando estiver no Vietnã. Se você souber vietnamita pode tentar o site da companhia de trens 

A outra opção é viajar de avião. 

A Air Asia é uma companhia low-cost que voa de diversos destinos da Ásia até Ho Chi Minh City, Da Nang e Hanoi, porém não há vôos diretos entre essas cidades. www.airasia.com Eu usei a Air Asia para voar de Hanoi até Kuala Lumpur, na Malásia. E achei o serviço bem razoável.

A Vietnam Airlines possue vários voos domésticos. É possível voar Ho Chi Minh City - Nha Trang - Da Nang - Hué - Hanoi. www.vietnamairlines.com Por exemplo um voo entre Ho Chi Minh City até Nha Trang pode ser encontrado por 90 dólares incluindo taxas. Você também poderá voar de destinos internacionais para cidades no Vietnã com a Vietnam Airlines.

A alternativa low-cost é a Viet Jet Air www.vietjetair.com com voos domésticos e internacionais. Encontrei voos de Ho Chi Minh City até Hué por menos de 30 dólares incluindo taxas. Então vale a pena ficar de olho.

A última opção, e essa é somente para os mais aventureiros, é comprar uma motocicleta e percorrer o país fazendo seu próprio itinerário paradas e etc. Conheci uns rapazes viajando assim. Parecia bastante divertido.







sábado, 27 de dezembro de 2014

Vietnã: Ho Chi Minh City (Saigon), Delta do Mekong e Túneis de Cu Chi

Minha aventura pelo Vietnã começou em Ho Chi Minh City ou antiga Saigon. 

Por ser uma cidade grande, Ho Chi Minh City oferece uma variedade de acomodação, compras e alimentação para todos os gostos e bolsos.


A maior parte das atrações da cidade está no Centro ou na área ainda chamada de Saigon. Aqui há alguns templos e mesquitas, parques, estatuas casas coloniais, mercados e museus incluindo o da Cidade de Ho Chi Minh (Ho Chi Minh City Museum). Outras atrações da cidade são o Jade Emperor Pagoda, o templo mais interessante da cidade e Chinatown. 



Se você for andar a pé pela cidade notara um transito quase caótico, com várias motocicletas. Eu fiquei chocada e não sabia como atravessar a rua, então escrevi um post especifico sobre isso. Clique aqui para aprender a atravessar a rua no Vietnã.


Curiosamente que no meio desse caos, passei por parques de manhã e no fim da tarde e vi vários grupos de pessoas de todas as idades se exercitando. Também vi muita gente fazendo comércio de rua - vendendo peixe, flores, pão e etc.


Há algumas opções de viagens de um dia saindo daqui. As mais tradicionais são os tuneis de Cu Chi, a igreja de Cao Dai e o passeio pelo Delta do Mekong.  

O interessante nos túneis de Cu Chi é ver como os Vietcongues criaram maneiras de parar as tropas americanas, com várias armadilhas em mais de 250km de túneis. No começo do tour você assiste um filminho que repete várias vezes que os americanos não eram bem vindos e não deviam estar lá. 

Hoje os túneis são mais largos para que os turistas possam vê-los por dentro. Entrei em um deles, e a sensação de andar em um lugar totalmente abafado e totalmente escuro é meio atordoante e claustrofóbico. O interessante é que os Vietcongues criaram cidades subterrâneas, com até 4 níveis de túneis, onde havia dormitórios, salas de reuniões e até latrinas. 

Há ainda tanques e outros armamentos da época. Para quem se interessar, por uma pequena taxa, é possível praticar tiro com uma AK-47. 

A igreja de Cao Dai é bem interessante. Essa nova religião fundada em 1926 é fusão de religiões do ocidente e oriente – catolicismo, taoísmo, budismo e confucionismo. Quando cheguei estava havendo um culto, e foi bem bacana ver os lideres da igreja, cada um vestido em uma cor diferente representando cada uma das 4 religiões, e os seguidores todos cantava e rezavam juntos. A igreja em si tem uma pintura bem bonita com seus pilares rosa com dragões verdes. O tour custou em torno de 5 dólares incluindo os túneis de Cu Chi e igreja de Cao Dai.

O passeio pelo Delta do Mekong também foi super legal. Saímos bem cedo, um tour de 8 pessoas, incluía almoço e café da tarde com frutas da região, um passeio de barco no rio e também nas tradicionais canoas. 


Durante o tour ouvimos musicais locais, vimos como eles fazem um doce tradicional, tomamos um vinho esquisito com escorpião e cobras, e aprendemos um pouco mais sobre a região. 


Ainda tivemos a oportunidade de segurar uma cobra phython (tomei um susto com a cobra, que piadinha à parte, começou a entrar no meu shorts e não queria sair de jeito nenhum) e provar mel direto da colmeia. Paguei em torno de 7 dólares pelo passeio e acho que valeu a pena.
My Tho é a cidade no delta do Mekong mais próxima de Ho Chi Minh - somente 70km. Para quem se interessar há também um mercado flutuante em Can Tho.

Curiosamente, para os turistas no Vietnã, a moeda local é o dólar americano. Acomodação, alimentação e tours, tudo pago em dólar americano. Inclusive os caixas eletrônicos vão disponibilizar esse moeda para você.  

Para chegar ao Vietnã peguei um ônibus em Phnom Penh no Camboja, com destino a Ho Chi Minh City. A viagem foi tranquila e cruzar a fronteira foi tranquilo também.

Para entrar no Vietnã é preciso de visto, como eu não sabia muito bem quando ia para o Vietnã já que estava mochilando sem datas fixas, quando cheguei ao Phnom Penh no Camboja, fui na embaixada do Vietnã e pedi o visto lá e paguei 25 dólares.


Uma recomendação em termos de saúde, muito cuidado com a alimentação e água que você consumir pelo Vietnã. Recomendo até escovar os dentes com água mineral, pois eu fiquei muito doente durante toda a viagem pelo país.

Fiquei em um hostel chamado Yellow House, localizado em uma viela no centro da cidade, tinha café da manhã super simples incluido, mas era um lugar popular entre os mochileiros e recomendado no Rough Guide Southeast Asia que eu estava usando. Posso dizer que detestei e não recomendo.

De Ho Chi Minh City segui para Nha Trang, uma cidade de praia, usando um passe de ônibus. Vou contar mais sobre transporte em um post diferente.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Brasil: Bonito - Rio da Prata

Eu estava bastante empolgada para fazer a flutuação do Rio da Prata. Eu já havia feito a flutuação da Barra do Rio Sucuri, mas todo mundo que eu conhecia dizia que esse era o melhor passeio. Para ajudar o meu hostel (Hostel Papaya) reservou o Rio da Prata para meu ultimo dia, dizendo que seu eu fizesse esse passeio antes, não ia aproveitar os outros porque ia ficar comparando. 

Bom, não preciso nem dizer a expectativa que eu estava. O Rio da Prata é parte do mesmo grupo da Fazenda Estância Mimosa - passeio que eu havia feito no dia anterior, e adorado.

Posso dizer que se você for a Bonito e escolher uma flutuação, na minha humilde opinião, o Passeio do Rio da Prata, é O PASSEIO. 

A recepção do Rio da Prata não é tão bacana quanto o do Estância Mimosa, há um café e chá no começo, mas sem o pão de queijo. Mas o lugar é lindo, repleto de papagaios.

Depois de uma pequena explicação, recebemos nossas roupas de neoprene e seguimos para o caminhão que nos levara até o começo da trilha. Se você não tiver uma câmera aquática, poderá alugar uma aqui. Não lembro o preço. Eu tinha uma, com pouquíssima bateria (andei por todas as lojas de eletrônicos em Bonito procurando um cabo para carregar), então tirei somente algumas fotos.


A trilha pela mata ciliar é bem tranquila, e é possível encontrar diversas espécies de árvores e animais, incluindo coati, queixada, macacos, entre outros. O nosso guia se chamava Asa, ele era bem simpático e explicava pacientemente todas as diferentes espécies de árvores pelas quais passávamos.


Uma vez na nascente do rio, todo mundo faz o teste com o equipamento - mascara e snorkel, para ter certeza que está tudo certo. Aqui a água é super transparente, devida a formação calcária, e repleto de peixes.

Posso dizer que uma das coisas que mais me impressionaram foi o tamanho dos peixes dourados no rio. Eles tem uns dentinhos para fora, e deu até um pouco de medo na primeira vez que trombei um. De modo geral você pode deixar a correnteza de levar, sem ter de fazer muito esforço. A roupa de neoprene ajuda a boiar, então você só precisa mesmo aproveitar o passeio.

Descemos o rio por 2000 metros, nesse ponto o rio fica bem fundo, e a água mais turva. Aqui há a opção de seguir o rio abaixo de barco, ou continuar na água. Confesso que eu estava bastante cansada e com fome. Mas segui na água. No total o passeio durou 4 horas.

Quando chegamos no ponto final, há uma sacola com nossos itens pessoais (roupas e toalhas - você tem de trazer a sua). Uma vez fora da roupa de neoprene, seguimos no caminhão de volta a recepção.

O almoço tipíco e bem simples estava delicioso, e a sobremesa então, ainda melhor. Eu que não sou fã de doce de leite, aproveitei bastante. 

Preço em Outubro de 2014: Rio da Prata custa R$168 com almoço mais R$45 para o transporte compartilhado. Os preços dos passeios são tabelados em Bonito e o meu hostel (Papaya Hostel) organizou todos os meus passeios antes mesmo da minha chegada à cidade. O passeio do Rio da Prata é um dos mais populares então tente organizar com alguma antecedência.

De lá seguimos para o passeio do Buraco das Araras. Eu não paguei pelo passeio, então fiquei esperando meu grupo por cerca de 1 hora e meia. Nesse passeio você fará uma pequena trilha até a beirada de um grande buraco, com várias árvores repletas de araras. Como eu já havia visto araras em vários lugares diferentes, não me interessei.


Clique aqui para mais informações sobre o Rio da Prata.