sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Trem Moscou - São Petersburgo



Para chegar a São Petersburgo eu peguei um trem noturno saindo de Moscou. Comprei o ticket na internet, pois como tinha os dias contados precisava estar naquele trem.





Aprendi a ler duas coisas no meu ticket: minha cama e qual era o meu vagão. O resto estava em cirilico e eu não tinha idéia do que dizia. Cada vagão tem seu supervisor, o que é interessante. Enfim quando fui subir no vagão a mocinha me pediu documento, tentou me dizer algo, eu disse que não entendia e ela fez que não falava inglês. Tudo bem eu sabia onde estava minha cama. 

Subi no trem e fui em direção a minha cama, e para a minha surpresa já havia uma pessoa dormindo nela. Fui então atrás da supervisora, e para explicar para ela que minha cama estava ocupada? Depois de muito gesticular e com muito esforço consegui convece-la a me seguir. Ela logo entendeu e me mostrou uma cama vaga em outra cabine, até veio e me trouxe um lençol limpo. Muito atenciosa.

Os trens russos não são novos, mas são confortaveis, o vagão que eu estava só tinha camas, no estilo beliche, não há portas entre as cabines e cada cabine tem 3 beliches. Li que era melhor comprar a cama de cima, o que evitaria pessoas sentarem na minha cama enquanto eu dormia.  A cabine tem duas beliches paralelas e uma beliche no corredor. A beliche inferior do corredor pode virar uma mesa com dois acentos também.

Subir na cama de cima não foi tarefa super fácil com o mochilão. A cama vem com uma espécie de colchonete que você usa para forrar a cama, travesseiro e um cobertor. No fim o vagão estava bem quente, mas dormi bem tranquila e acordei só quase em São Petersburgo. 

Esse foi o website que usei para comprar o ticket: www.realrussia.co.uk. Custa um pouco mais caro do que comprar o ticket direto na estação, mas é muito pouco comparado a conveniência e a dificuldade de me expressar na Rússia.


 

Rússia: Moscou



O ônibus vindo de Riga parou em uma estação bem longinha do centro da cidade, porém era perto de uma estação de Metro, porém eu não achava a entrada da estação de jeito nenhum. A cidades são cheias de túneis, e como eu estava em uma região com de avenidas amplas, as travessias eram feitas também por túneis, agora pergunta se eu achava o tunel que dava acesso ao Metro? Andei e andei e andei e nada, até que resolvi perguntar para uma pessoa. Como eu tinha lido bastante que poucas pessoas tinham fluência em inglês eu estava bastante receosa, quando vi um Hollyday Inn, resolvi perguntar para um dos funcionários, que rapidamente me explicou onde era a entrada. Assim que cheguei na estação perguntei educamente se a pessoa da bilheteria falava inglês, ela disse que não mas disse logo em seguida “um ticket?” em um sonoro inglês, eu ri e falei, “ a então a senhora fala inglês” com um largo sorriso, e ela respondeu “a little”. Essa seria então a resposta mais comum que eu escutaria. Os Metros são marcados com a letra M!

o mêtro
Os metros Russos são fantÁsticos, parece que você entrou em um museu ou salão nobre, com seus grandes lustres e mosaicos na parede. De cara fiquei impressionada. O trem em si é confortavel e normal. O segundo problema é que quase tudo em Moscou está em cirilico, modo de escrita local, e para nós, acostumados ao alfabeto em latin, isso dificulta muito. O nome da estação está escrito na parede em dois locais, e se você vai ficar comparando as palavrinhas, isso causa certa dificuldade estando dentro do trem, então eu ficava contando quantas estações seria de um ponto ao outro. Isso eventualmente me causou um problema, visto que eu peguei um metro para uma estação mas toda vez que contava terminava no ponto errado, já que uma estação no meio do caminho não estava funcionando e o metro não parava nela, e eu obviamente não entendia o problema . Mas enfim demorei um pouquinho para me familializar com tudo, me perdi muitas vezes. 


Moscou é uma cidade bonita, com um bom sistema de transporte, e muita história. A cidade tem  uma das maiores concentrações de bilionários do mundo. Descobri que os russos estão acostumados com as mesmas lojas e marcas que o resto da Europa: Zara, Armani e etc. Os preços não eram muito diferentes. 
Catedral de São Basilio

O que era muito caro em Moscou é alimentação, e acabei ficando um tanto acostumada a comer nos fast-foods ocidentais, que não  são caros. McDonalds por 4 euros. Como no centro da cidade não há grandes supermercados, só pequenas lojas de conveninência onde uma maçã custava 5 euros, os mochileiros acabam ficando sem muita opção. 
Fiquei em um albergue perto do centro, pequena distância caminhando dos principais pontos turisticos. Organizei a viagem para ficar 4 dias na cidade, mas no fim 2 ou 3 eram mais que o suficiente.  É legal se programar bem, pois quase nada abre Segunda Feira, assim você não perde o dia. 

Catedral do Cristo Salvador
Os Russos são religiosos, e desse modo há igrejas lindissimas em Moscou, porém não sao igrejas de arquitetira tradicionais como conhecemos, mas de arquitetura ortodoxa. As que mais me impressionaram foram a Catedral Cristo da Anunciação e Catedral do Cristo Salvador, está segunda muito importante para os russos ortodoxos! A Catedral de São Basílio também impressiona bastante, porém mais por fora do que por dentro.                    
          
Uma viagem até Moscou tem de incluir também o Kremlin e a Praça Vermelha.  O Kremlim é um complexo histórico fortificado, localizado no coração de Moscou, e este possui quatro palácios, quatro igrejas e duas torres, e ainda é a residência oficial do presidente Russo.  Dentro os muitos prédios, está um museu com objetos da história Russa, incluindo joias, vestidos, carruagens e etc.,  porém diferente de muitos museus que estive, esse não estava cheio de gente. É possivel pegar um daqueles radios tour, e apertar números em cada área que você estiver. Não lembro se havia em português, escutei o em inglês. 
Kremlin
Não consegui ir ao Mausoleu de Lenin, pois em um dia estava fechado, e no dia seguinte quando tentei de novo havia algum convidado politico na região então quase tudo estava fechado de novo.
De Moscou segui para São Petesburgo em um trem noturno. Mas essa história conto depois.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Da Rússia com Amor (From Russia with Love)



O título desse post não se refere as aventuras de James Bond, mas a minha viagem em Março de 2011 até as terras quase polares da Rússia. 

Escolhi fim de Março, pois esperava temperaturas baixas, porém mais amenas, e não um -10C em São Petersburgo e constante 0 e -1C em Moscou, sem contar a neve diária.
Uma pessoa tem de conhecer as temperaturas baixas de certas regiões para apreciar o calor tropical de outras. Viajar no frio não é tarefa fácil. A mochila pesa mais, as roupas no seu corpo pesam mais, ficar andando no frio o dia inteiro fica bem cansativo. E de modo geral no inverno europeu os dias são bem mais curtos.

Mas ir a Rússia era um sonho. Por muitos anos brasileiros precisavam de visto para ir até aquele país, como ainda precisam a maioria dos outros viajantes, por esse motivo a Rússia não é um lugar cheio de mochileiros ou viajantes solos. Atualmente  brasileiros não se precisam mais aplicar para um visto, o que facilita bastante o planejamento da viagem. Porém, como está não é uma informação muito divulgada e como é um tanto recente, muita gente não sabe disso e meu problema começou logo aí.

Para cortar custos, eu peguei um voo de Londres para Riga na Letônia e voaria de volta saindo de Tallinn na Estônia. Em Riga, pegaria um ônibus noturno até Moscou. A moça que cuida dos passageiros não queria me deixar embarcar, pois ela estava verificando o passaporte de todos que estavam indo viajar, para evitar gasto e tempo perdido com pessoas sem visto, uma vez que chegássemos na fronteiro. Bom, eu não tinha um visto, e ela não queria me deixar embarcar. E como ela falava pouco inglês, disse que eu não poderia. Eu tentei explicar que não precisava, e até os passageiros sem envolveram na conversa com um ar de “você, brasileira, não precisa de visto? Duvideodó!” Tentei explicar o acordo do Brasil, enfim a moça chamou uma outra pessoa e eu expliquei de novo e ela me deixou subir mas avisou “você vai ter problemas na fronteira”.

O ônibus ia por uma estrada escura e deserta. Lá fora só neve. Logo que chegamos na fronteira da Letônia com a Rússia, sem maiores problemas, depois imigração Russa, desce todo mundo do ônibus, mala e passaporte em mãos, a mocinha esquece de me entregar um documento que tenho que preencher, sou a última da fila, assim que chego no oficial, ela olha me passaporte, olha o sistema, olha mais o sistema, e dai finalmente pergunta em inglês “vai para Moscou?” “Sim” eu respondo, passaporte carimbado e pronto.

Nessa hora fica a dica, ninguém tem muita informação e até aquele momento nem os oficiais tinham muita informação, mas vá sem medo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Austrália: Melbourne

Melbourne, é a segunda maior cidade da Austrália. E é a cidade a qual chamo de casa. Depois de muito anos de Londres, resolvi desbravar novas terras. Minhas aventuras são muito diferentes das do Capitão Cook. Os perigos também são diferentes. Esqueça tudo que você sabe sobre os bichos perigosos dos documentários, Melbourne é muito mais que isso.

Localizada em uma baía natural, Melbourne tem um porto movimentado, praias de águas calmas, acesso a parques, cultura e esporte. O Aberto de Tênis da Austrália (Australian Open) e o GP de Fórmula 1, ambos acontecem anualmente na cidade. 

Por aqui também se joga outros esportes como o futebol - a cidade tem dois times o Melbourne City e o Melbourne Victory; rugby, cricket, e o futebol australiano ou AFL - uma especie de rugby com futebol, e que por sinal o esporte mais famoso no Estado de Victoria.  Para saber mais sobre esportes na Austrália clique aqui

Se você gostar de animais, há o Aquário com pinguins, tubarões, crocodilo e é claro peixes. Para ver animais tradicionais como coalas, cangurus e dingos, vale visitar ao Zoológico de Melbourne, o Santuário de Healesville e o Zoológico de Werribee. Em algum deles você pode interagir com os animais - tocá-los e alimentá-los. Ingresso para os zoológicos variam, se você for visitar mais de 3 em um período de um ano, compensa virar membro do zoológico por AU$88 por adulto, criança entra gratuitamente se incluída na membership. Aqui em casa somos membros dos zoológico, e tivemos entrada gratuita também no Taronga Zoo de Sydney.

Se gostar de museus aqui é possível visitar o Museu de Melbourne - maior museu do hemisfério sul, com coleções de ciência, história natural, arte e cultura. Há algumas exposições temporárias, mas o que eu gostei mesmo aqui é a exibição sobre a história de Melbourne, com fotos antigas das ruas e também reprodução em tamanho real das casas e lojas. Estudantes e crianças entram de graça, e adultos AU$12. O prédio magnífico ao lado do Melbourne Museum é o Royal Exhibition Museum onde ocorre feiras e exposições temporárias. 

Outros museus que valem a visita são: Immigration Museum que conta história da imigração na Austrália; Scienceworks com exibições sobre ciência; National Gallery of Australia ou NGV. O NGV International possui exposições internacionais temporárias. 

Já o NGV Australia - Ian Potter Centre é o meu favorito, com arte indígena, pinturas coloniais, arte moderna entre outros. A entrada é gratuita para o NGV, exceto para algumas exibições. Ao lado do NGV Australia está o ACMI - Centro Australiano de Imagem em Movimento. Aqui tem sempre alguma exposição muito legal sobre filmes ou fotografia. Há vários outros museus na cidade. Clique aqui para uma lista completa. 

Ambos ACMI e NGV Australia estão localizados em Federation Square, um centro que recebe mais de 2000 eventos por ano, lojas, cafés e restaurantes. Aqui tem wi-fi gratuito e um centro de informações turísticas. Para mais informações sobre os eventos clique aqui.

Do outro lado da rua está a Catedral de São Paul, de belíssima arquitetura gótica. Se você gostar de caminhadas, é possível caminhar ao lado do Rio Yarra, até o Crown Entertainment Complex, um complexo com cinemas, bares, restaurantes, shopping e também o cassino. 

Para ter uma bela vista da cidade, há várias opções. Uma delas é subir o prédio Eureka Skydeck, do lado sul do rio Yarra, ou as Rialto Towers do lado norte. Ambos os prédios possuem um deck de observação. A terceira opção é Melbourne Star, uma grande roda gigante localizada na área de docklands. A quarta opção é fazer o voo matutino de balão, que te dará não só a vista do centro da cidade, mas de todo o Vale Yarra.


Transporte entre uma atração e outra é bem fácil. Há opções de trem, tram e ônibus. Os trams circulam em várias rotas diferentes no centro da cidade, e em direção aos subúrbios. Há ainda um tram turístico - linha 35 - que faz uma grande volta pelo centro da cidade e é gratuito. Já o trem circula em diferentes linhas no centro, e é mais usado para ir aos subúrbios mais afastados. Para saber quanto custa o transporte você terá de se informar para que zona você vai. O bilhete para zona 1 válido por 2 horas custa AU$3.58 e para a Zona 2 custa $2.48. Atualização - os trams que circulam no centro da cidade (CBD) hoje são gratuitos.

Para quem tiver chegando a Melbourne de avião. O aeroporto de Tullamarine fica a 20 minutos da cidade - dependendo do trânsito. E só há três opções para o centro: a primeira é o táxi, e a segunda é o ônibus skybus que custa AU$18 somente ida ou AU$36 ida e volta (2015), e a terceira é uma mini van que você pode organizar no aeroporto. O governo falou recentemente que vai construir uma linha de trem para o aeroporto. 

Se estiver procurando por programas fora da cidade, os passeio de um dia mais populares são Great Ocean Road e ver o famoso Doze Apóstolos e ir até Phillip Island e ver pinguins.



 





terça-feira, 30 de outubro de 2012

Austrália: Whitehaven Beach

Whitehaven Beach
 As Ilhas Whitsundays no estado de Queensland, Austrália, é onde está Whitehaven Beach, praia que figura regularmente nas listas das praias mais bonitas do mundo. 
As Ilhas Whitsundays, são um conjunto de 74 ilhas tropicais, e se encontram na tão famosa barreira de corais australiana. É possível fazer trilhas pelo parque. A vista do view point em uma das trilhas é fenomenal, e em dias claros é possível avistar arraias e tartarugas na água. Além dos animais marinhas (incluindo tubarões) é possível também avistar vários pássaros diferentes incluindo águias locais.
Uma vez na Austrália, é necessário pegar um voo (www.jetstar.com) até Hamilton Island ou Airlie Beach e de lá uma barco ou tour para Whitehaven Beach. Os tours custam em torno de $100, o que inclui almoço, o passeio até a ilha, uma parada na praia, e até um tempinho para snorkel em uma pequena região de corais, onde é possível avistar vários peixes e tartarugas. Para quem tem mais disponibilidade financeira, também é possível fazer um passeio de helicóptero pela região.
Laguna em Airlie Beach

Acomodação em Whitsundays é bem variada e há opções para todos os bolsos. Há vários resorts pelas ilhas da região, incluindo Hamilton Island, Day Dream Island e outras; para os mochileiros a opção é Airlie Beach. Uma pequena cidade com vários albergues. Há boa diversidade de restaurantes com opções de frutos do mar, e também os famosos fast foods. A cidade ainda possui uma laguna, onde na época de água-viva (de Novembro a Março) grande parte dos turistas se aglomeram para evitar as águas da praia local.