quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sujeira nos aviões

Hoje li uma notícia no News.com.au sobre a sujeira nos aviões que me deixou de cabelo em pés.

Bactérias que causam vômito e infecções foram encontradas em várias superfícies dentro dos aviões.

Pesquisadores da Auburn University descobriram que algumas bactérias pode sobreviver em superfícies como descanso de braço, mesa de plástico, veneziana da janela, botão de descarga do banheiro e até no tecido do bolso de assento.

Uma das bactérias, a E Coli, sobreviveu por até 96 horas ou 4 dias em um descanso de braço. Já o MRSA, uma espécie de super bactéria sobrevive até 168 horas no tecido do bolso de assento.

Desse modo não esqueça de carregar um álcool gel para as mãos na bolsa não só nas suas viagens mas também no dia a dia. A última coisa que você quer é pegar alguma infecção no começo da sua viagem.

A notícia original é em inglês e para acessá-la clique aqui.

domingo, 13 de abril de 2014

Austrália: Esportes

Hoje queria falar sobre um tópico que não é de viagem, mas muito importante na cultura australiana. Aqui se prática uma variedade de esportes, e os australianos são bem fanáticos pelos seus times.

A Austrália tem bastante tradição em natação. Talvez um dos mais conhecidos recentemente seja Ian Thorpe, porém não podemos esquecer de Dawn Fraser uma das atletas mais famosas e importante na histórica olímpica do país.

Como moro em Melbourne há uma variedade de esportes aqui, incluindo eventos internacionais como o Aberto da Austrália de Tênis, o  Grand Prix de Fórmula 1, e ainda aqui no Estado de Victoria está o Moto GP de Phillip Island e o campeonato de surf da praia de Bells em Torquay - Rip Curl Pro Surf, o campeonato de surfe mais antigo do mundo que acontece desde janeiro de 1961.

Porém há outros esportes populares aqui. Para quem mora no Estado de Victoria o esporte mais popular é o AFL ou Liga Australiana de Futebol. Atualmente a liga tem 18 times de todo o país, porém 10 são daqui de Melbourne. Eu sempre falo que é uma mistura de futebol com rugby. A bola é oval como no rugby, porém para se pontuar precisa fazer gol, e gol só chutando. São 4 traves, formando 3 gols, nos gols de fora vale um ponto, no de dentro são 3 pontos, e se acertar a trave é um ponto também.

Já o esporte mais popular nos estados de Nova Gales do Sul e Queensland é o rugby. Há duas versões o Rugby League e o Rugby Union, no primeiro cada time conta com 13 jogadores, já o segundo os times são formados por 15 jogadores cada. Aqui em casa somos sócio-torcedor do time local chamado Melbourne Storm, que joga na Rugby League. O time é relativamente novo, criado em 1997, porém bastante vitorioso. O Rugby League tem uma competição além da tradicional com 16 times, temos o State of Origin, basicamente 2 times jogam entre si algumas vezes durante o ano, o time formado por jogadores originários de Queensland contra os de Nova Gales do Sul. Como rugby league é popular em outros países há jogadores de Fiji, Samoa, Inglaterra, Irlanda, entre outros.

Para nós Brasileiros, infelizmente o nosso tradicional futebol não é o forte na terra do canguru, mas acreditem, está melhorando. Recentemente o Sydney F.C. contratou o jogador italiano Alessandro Del Piero, como uma forma de atrair mais atenção para o esporte. Melbourne tem dois times, o Melbourne Victory e o Melbourne City (antigo Melbourne Heart), o segundo é um time bem recente e por muito tempo foi o piorzinho. Em 2012 fui assistir a um jogo deles, e quase desisti no intervalo do primeiro tempo, porém esse ano (2014), o Melbourne Heart foi comprado pelo Manchester City da Inglaterra, em uma parceria com o Melbourne Storm, time de Rugby League pelo qual torço. O plano é trazer jovens jogadores do City para adquirir mais experiência aqui. O time começou mal na temporada de 2013/2014 mas já melhorou bastante.

Todos esses esportes: futebol, afl e rugby (league e union) possuem uma regra relativa a salário. Por exemplo os times de cada liga possuem um teto salarial para pagar aos jogadores ao ano, o que dificulta para os times manter jogadores. Em 2014 o total por time por ano na liga de Rugby League é $6.4 milhões, já na AFL é $9.630.000 por time. Já na A-League (liga de futebol) é $2.5 milhões, cada time ainda pode contratar um "marquee player" e um "guest player" onde os salários não farão parte desses $2.5 milhões. Por exemplo, o Sydney F.C. contratou o Alessandro Del Piero com essa exclusão para ele poder ter um salário diferenciado. O salário mínimo no futebol é $50 mil por jogador. Desse modo é possível ver que nenhum "Neymar da vida" vai vir para a Austrália para jogar futebol.

O cricket é outro esporte popular na Austrália, porém não é um esporte que sigo, acho meio tedioso assistir jogos de podem durar 5 dias. E em caso de chuva é suspenso.O país vai sediar a próxima Copa do Mundo de Cricket que acontece em 2014.

Tennis é muito popular, e esporte que atualmente pratico. Para vocês terem uma idéia, em um raio de 10 km da minha casa, você encontrara mais de 200 quadras e vários clubes e técnicos. A grande maioria é de um saibro adaptado para o clima aqui de Melbourne.
Há ainda a liga de Basquete, que é bem popular, porém é muito inferior a NBA - liga americana. Já a liga de hockey no gelo é bem amadora e seus atletas possuem outras profissões para sobreviver.

Para quem gosta de golfe há muitos campos locais, por exemplo só na região de leste Melbourne onde moro, há listado 41 campos de golfe! Outro esporte popular principalmente entre meninas é o netball, uma versão de basquete com 7 jogadoras de cada lado, a cesta é similar ao do basquete porém sem uma tabela.

Além dos esportes mais praticados há ainda ligas locais de baseball, futebol americano (aqui chamado de gridiron), boliche e etc.

Por último gostaria de mencionar que recentemente vários jogadores tops do futebol, afl, rugby e cricket se juntaram em uma campanha contra a homofobia, em prol da inclusão de atletas gays. Não vou entrar em detalhes, mas acho muito bacana isso. Para quem se interessar aqui está o vídeo:

domingo, 2 de março de 2014

Austrália: Sydney


Visitei Sydney pela segunda vez recentemente, e me dei conta que não havia escrito um post sobre a cidade que aliás é uma graça, e vai muito além do Opera House e da Sydney Harbour.

Se você for de avião vai chegar em um dos terminais do Aeroporto Kingsford-Smith, que não é muito longe da cidade. Você terá algumas opções para chegar no centro da cidade incluindo táxi - em torno de AU$40 (depedendo do horário e trânsito), AU$16,80 (terminal doméstico) de trem que leva entre 10-15 minutos, ônibus numero 400 que faz o percurso entre Bondi Junction para Burwood que vai custar em torno de AU$4, e você ainda pode combinar ônibus até a estação de trem de Rockdale e pegar o trem lá, custará tudo em torno de AU$7, mas vai demorar um pouco e por última opção van particulares organizadas pelo seu hotel. Eu me hospedei no Travelodge Sydney (em Wentworth Avenue) e havia uma opção de van por AU$14, o que saí mais barato que o trem.

Demos sorte parcialmente. Quando chegamos em Sydney o trem não estava funcionando, então pegamos um ônibus expresso do Aeroporto até a estação Central gratuitamente. Porém como vocês podem imaginar sem trem os ônibus estavam superrrrrrrrr cheios! Mas de graça até...

Fomos para Sydney somente para passar 3 dias/2 noites e ir ao teatro. Se você não conhece a cidade, recomendo ficar mais tempo.

Logo que chegamos ao centro seguimos para nosso hotel que era perto da estação central. Eu reservei tudo online, e pagamos AU$157 por noite com desconto - geralmente custa em torno de AU$300 e sem café da manhã incluso que custa extra AU$18 por pessoa. Definitivamente Sydney não é uma cidade baratinha, há opções de hostels/albergues mais baratos, e hotéis mais afastados do centro mas mesmo assim ainda é um pouco caro especialmente para os mochileiros. Enfim, na verdade não gostamos muito do hotel, embora o quarto fosse amplo e limpo, a cama era dura igual uma pedra!!!

Do hotel andamos 30 minutos até a região do Circular Quay onde está o pier, e lá pegamos o barco para o Zoológico Taronga. Não vou me aprofundar muito sobre o zoológico, pois vou contar tudo mais explicado aqui. Mas enfim o Taronga é super bacana, você pega um bondinho até o topo passando sob os elefantes e próximo de outros animais como o Orangotango, até a entrada. O ingresso custa AU$ 44 por pessoa. A vista é super bacana e inclui a Harbour Bridge. Eu e meu marido adoramos zoológicos, e ficamos super contente de ver um Dragão de Komodo de pertinho. O trajeto do barco até o zoológico custa AU$12 ida e volta.


 Para quem gosta de animais o Taronga Western Plains Zoo está divulgando uma campanha em prol dos rinocerontes, pois a população do animal tem diminuído drasticamente devido a caça e perda de habita, e por toda a cidade é possível encontrar 120 esculturas de rinocerontes bem coloridos e pintados de forma diferente, o que dá um toque todo diferente para a cidade.


No pier há barcos para vários outros lugares incluindo a região de Manly, Darling Harbour, Parramatta River, Watsons Bay e Balmain/Woolwhich e há também barcos mais rápidos e outros tours saindo por ali também. Mesmo que você não queira ir a nenhum deles ainda assim recomendo pegar algum barco por ali, já que é possível ter uma vista super bacana da cidade e é um passeio relativamente barato dependendo do barco que você pegar (obviamente). Os barcos fazem parte da história da cidade e fazem essas travessias desde 1789, e no caminho você ainda passa pelo Forte Denison, que foi não só usado para defesa da região pelos primeiros colonizadores mas também como prisão.


Na volta passeamos ali na região do Circular Quay, onde sempre há vários artistas de rua - músicos, mágicos, malabaristas e etc. Ainda ali você pode caminhar até o Museum of Contemporary Art Australia (Museu de Arte Contemporanea Austrália) que no momento tem uma exposição da Yoko Ono chamada War is Over. O museu está aberto das 10 da manhã às 5 da tarde, todos os dias exceto no Natal e tem entrada gratuita.

Para quem gosta de prédios históricos e arquitetura ainda na região do Circular Quay está o Customs House, um lugar com uma biblioteca onde você terá acesso a todos os jornais do mundo, restaurantes e exposições. A outra atração é o famoso Opera House. Há sempre algum evento por aqui, é possível também fazer um tour pelo prédio que custa cerca de AU$35, ou até comer no restaurante local. Para mais informações visite o website: www.sydneyoperahouse.com/

Se você for até o Royal Botanic Garden (Jardim Botânico Real), vai ter uma belíssima vista da Harbour Bridge e Opera House, e ainda poderá ver o Government House. Continuando na Macquire Street no sentindo para o Hyde Park, você vai passar pelo Sydney Hospital e poderá tocar o famoso porquinho de bronze que fica na frente do hospital. Ali perto está a Art Gallery of New South Wales. A entrada é gratuita para a coleção permanente e maioria das exposições, e vale a pena a visita. E dali é um pulo até o Hyde Park.


Fizemos esse percurso do nosso hotel até o Circular Quay pela Elizabeth Street/Macquire Street algumas vezes, o que deixava meu marido meio de saco cheio, já que eu gosto de andar meio sem rumo enquanto observo o lugar. Porém no Hyde Park estava tendo uma feira de vinhos o que é um bom motivo para aumentar o passeio e ver as pessoas locais, o Anzac Monument e a impressionante Catedral de Saint Mary.

Uma das noites fomos ao teatro assistir ao musical do Rei Leão. Embora a história seja conhecida da grande maioria, em nenhum momento perde a magia. Eu não pude acreditar quão artística é a produção. As fantasias são lindas e os atores excelentes, o que é uma combinação perfeita para encantar crianças e adultos. Para quem gosta sempre há boas opções de teatro na cidade, incluindo famosas produções internacionais.

Outra área de entreterimento da cidade é o Darling Harbour, sempre com algum grande evento ou festival cultural. Além dos restaurantes e cassinos, aqui ainda está o Sea Life Sydney Aquarium, o Chinese Garden of Friendship, National Maritime Museum, o Madame Tussauds, e o IMAX - cinema 3d. De noite o lugar tem todo um colorido diferente, e fogos de artifício todos sábados.



Para quem gosta de compras há várias opções incluindo um grande shopping centre Westfield, onde também está Sydney Tower uma torra de 309 metros, de onde você pode ter uma visão 360 graus da cidade. Recomendo uma visita ao Queen Victoria Building,uma galeria com várias butiques, mas talvez o que mais impressione seja os dois grandes relógios, as vidraças e a arquitetura romântica do lugar.


 Ainda pelo centro, na estação de Town Hall encontrei uma coisa deliciosa, um restaurante chamado Cafecito, que serve comida brasileira, incluindo pastel, coxinha, pão de queijo e refeições com feijoada e churrasquinho. Como eu que estou longe do Brasil há bastante tempo me esbaldei. Mas cometi um grande erro: comer feijoada antes de pegar o avião. Pança cheia!!

Em Sydney há muita praia bacana incluindo a famosa praia de Bondi, popular entre os surfistas, e a praia de Manly. Particularmente eu gosto mais de Manly, pois tem um ambiente um pouco mais família. Além de ser uma região que é uma gracinha, e as lojinhas mais perto da praia.

Se você tiver mais tempo na cidade, opções de passeio por perto é uma visita as Blue Mountains e Wollongong.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Tailândia: Bangkok

Cheguei à Bangkok por volta das 6 da manhã, bem cansada das longas horas no ônibus, sem nenhuma acomodação reservada, e super desinformada de onde ir na cidade ou ao menos onde me hospedar.

Bangkok é um panelão de coisas, a cidade parece não parar nunca. Aqui você acha todas as coisas que uma grande cidade pode oferecer em termos de acomodação, restaurantes e shopping de luxo, e no sentido oposto também, tudo bem simples, ou seja, há tudo para todos os gostos e bolsos. O trânsito é bem caótico, desse modo preste muita atenção ao atravessar a rua. Então venha para cá preparado para encarar todas essas diferenças.


Por sorte (ou não) o ônibus me deixou perto da famosa Rua Thanon Khao San, onde há um mercado noturno de rua, onde e é possível comprar todos os tipos de bugigangas incluindo roupas falsificadas e várias especiarias, há também muitos bares e restaurantes por aqui, e até algumas baladas. 

Procurei um hotel/albergue simples na Chakra Bongse, e como eu havia feito uma viagem bem longa queria um quarto individual por uns dias para poder descansar. Fiquei em um hostel chamado Rainbow, cheio de mochileiros. Paguei em torno de 7 dólares por um quarto pequeno, com cama de solteiro, ventilador e banheiro somente com água fria. Na última noite fiquei no quarto dormitório por 4 dólares, e era uma bagunça sem fim e como choveu naquela noite tinha até goteira no quarto. Mas se você estiver viajando sozinho vale a parada, já que dá para conhecer muita gente aqui.

Em Bangkok há uma imensidão de templos, residências históricas e uma das maiores atrações da cidade o Grande Palácio (Grand Palace).

No Grande Palácio está o Wat Phra Kaeo, um templo construído em 1782 para ser de uso exclusivo da família real, e é hoje o templo mais sagrado do país e casa do famoso Buda de Esmeralda. O Buda em si tem somente 75 cm de altura, e está envolto em jóias e roupas que são trocadas todas as temporadas pelo rei em uma cerimônia. 




Vale a pena conferir também os murais de Ramayana. Que possuem mais de 1 km de extensão e estão bem preservados, contando a história antiga do Hindu do triunfo do bem sobre o mal em 178. 



Outro templo que vale a visita é o Wat Pho, é o mais antigo templo da cidade e aqui está Buda Reclinado. O Buda é imenso, e tem 45 metros de extensão e representa o Buda entrando em nirvana. Só o sorriso da estátua mede 5 metros de largura.


Para quem gostar de massagem eu fiz uma bem baratinha por 100 baht (em torno de 3 dólares) por 15 minutos, se não me engano foi na Rabuttri Alley. Vou te falar que não relaxei muito durante a massagem, pois a mocinha não entendi muito inglês e eu estava meio com medo de ela quebrar minhas pernas, mas valeu a experiência. hahah 

Vale lembrar que para entrar na maioria dos templos pelo sudoeste asiático é necessário estar vestido modestamente. Ou seja, as moças devem evitar shorts curtos e blusas muito peladas, e os rapazes não podem estar sem camisa.

 Há vários passeios de um dia saindo de Bangkok o mais famoso talvez seja o mercado flutuante de Damnoen Saduak, é possível vir aqui de tour. O mercado começa as 6 da manhã e termina as 11 da manhã. Você pode vir aqui de ônibus, saindo da estação de ônibus à partir das 5:40 da manhã e leva em torno de 2 horas e meia. 

É possível também ir a Kanchanaburi que está somente 2 horas de Bangkok, e ver a famosa ponte do Rio Kwai e o Trem da Morte. Tem ainda o Parque Nacional Erawan com sua magnifica cachoeira e ainda o templo dos tigres. 


Uma outra parada é Ayutthaya, uma cidade antiga não muito longe de Bangkok (em torno de 1 hora de ônibus ou van), local com ruínas de templos e palácios reconhecidos como Patrimônio da Humanidade da UNESCO.


De Bangkok segui para o Camboja. Comprei um ticket de van em uma agência ali na Chakra Bongse que iria de Bangkok a Siem Reap, e logo descobri que está seria uma jornada meio maluca. Clique aqui para saber mais dessa viagem.