domingo, 2 de março de 2014

Austrália: Sydney


Visitei Sydney pela segunda vez recentemente, e me dei conta que não havia escrito um post sobre a cidade que aliás é uma graça, e vai muito além do Opera House e da Sydney Harbour.

Se você for de avião vai chegar em um dos terminais do Aeroporto Kingsford-Smith, que não é muito longe da cidade. Você terá algumas opções para chegar no centro da cidade incluindo táxi - em torno de AU$40 (depedendo do horário e trânsito), AU$16,80 (terminal doméstico) de trem que leva entre 10-15 minutos, ônibus numero 400 que faz o percurso entre Bondi Junction para Burwood que vai custar em torno de AU$4, e você ainda pode combinar ônibus até a estação de trem de Rockdale e pegar o trem lá, custará tudo em torno de AU$7, mas vai demorar um pouco e por última opção van particulares organizadas pelo seu hotel. Eu me hospedei no Travelodge Sydney (em Wentworth Avenue) e havia uma opção de van por AU$14, o que saí mais barato que o trem.

Demos sorte parcialmente. Quando chegamos em Sydney o trem não estava funcionando, então pegamos um ônibus expresso do Aeroporto até a estação Central gratuitamente. Porém como vocês podem imaginar sem trem os ônibus estavam superrrrrrrrr cheios! Mas de graça até...

Fomos para Sydney somente para passar 3 dias/2 noites e ir ao teatro. Se você não conhece a cidade, recomendo ficar mais tempo.

Logo que chegamos ao centro seguimos para nosso hotel que era perto da estação central. Eu reservei tudo online, e pagamos AU$157 por noite com desconto - geralmente custa em torno de AU$300 e sem café da manhã incluso que custa extra AU$18 por pessoa. Definitivamente Sydney não é uma cidade baratinha, há opções de hostels/albergues mais baratos, e hotéis mais afastados do centro mas mesmo assim ainda é um pouco caro especialmente para os mochileiros. Enfim, na verdade não gostamos muito do hotel, embora o quarto fosse amplo e limpo, a cama era dura igual uma pedra!!!

Do hotel andamos 30 minutos até a região do Circular Quay onde está o pier, e lá pegamos o barco para o Zoológico Taronga. Não vou me aprofundar muito sobre o zoológico, pois vou contar tudo mais explicado aqui. Mas enfim o Taronga é super bacana, você pega um bondinho até o topo passando sob os elefantes e próximo de outros animais como o Orangotango, até a entrada. O ingresso custa AU$ 44 por pessoa. A vista é super bacana e inclui a Harbour Bridge. Eu e meu marido adoramos zoológicos, e ficamos super contente de ver um Dragão de Komodo de pertinho. O trajeto do barco até o zoológico custa AU$12 ida e volta.


 Para quem gosta de animais o Taronga Western Plains Zoo está divulgando uma campanha em prol dos rinocerontes, pois a população do animal tem diminuído drasticamente devido a caça e perda de habita, e por toda a cidade é possível encontrar 120 esculturas de rinocerontes bem coloridos e pintados de forma diferente, o que dá um toque todo diferente para a cidade.


No pier há barcos para vários outros lugares incluindo a região de Manly, Darling Harbour, Parramatta River, Watsons Bay e Balmain/Woolwhich e há também barcos mais rápidos e outros tours saindo por ali também. Mesmo que você não queira ir a nenhum deles ainda assim recomendo pegar algum barco por ali, já que é possível ter uma vista super bacana da cidade e é um passeio relativamente barato dependendo do barco que você pegar (obviamente). Os barcos fazem parte da história da cidade e fazem essas travessias desde 1789, e no caminho você ainda passa pelo Forte Denison, que foi não só usado para defesa da região pelos primeiros colonizadores mas também como prisão.


Na volta passeamos ali na região do Circular Quay, onde sempre há vários artistas de rua - músicos, mágicos, malabaristas e etc. Ainda ali você pode caminhar até o Museum of Contemporary Art Australia (Museu de Arte Contemporanea Austrália) que no momento tem uma exposição da Yoko Ono chamada War is Over. O museu está aberto das 10 da manhã às 5 da tarde, todos os dias exceto no Natal e tem entrada gratuita.

Para quem gosta de prédios históricos e arquitetura ainda na região do Circular Quay está o Customs House, um lugar com uma biblioteca onde você terá acesso a todos os jornais do mundo, restaurantes e exposições. A outra atração é o famoso Opera House. Há sempre algum evento por aqui, é possível também fazer um tour pelo prédio que custa cerca de AU$35, ou até comer no restaurante local. Para mais informações visite o website: www.sydneyoperahouse.com/

Se você for até o Royal Botanic Garden (Jardim Botânico Real), vai ter uma belíssima vista da Harbour Bridge e Opera House, e ainda poderá ver o Government House. Continuando na Macquire Street no sentindo para o Hyde Park, você vai passar pelo Sydney Hospital e poderá tocar o famoso porquinho de bronze que fica na frente do hospital. Ali perto está a Art Gallery of New South Wales. A entrada é gratuita para a coleção permanente e maioria das exposições, e vale a pena a visita. E dali é um pulo até o Hyde Park.


Fizemos esse percurso do nosso hotel até o Circular Quay pela Elizabeth Street/Macquire Street algumas vezes, o que deixava meu marido meio de saco cheio, já que eu gosto de andar meio sem rumo enquanto observo o lugar. Porém no Hyde Park estava tendo uma feira de vinhos o que é um bom motivo para aumentar o passeio e ver as pessoas locais, o Anzac Monument e a impressionante Catedral de Saint Mary.

Uma das noites fomos ao teatro assistir ao musical do Rei Leão. Embora a história seja conhecida da grande maioria, em nenhum momento perde a magia. Eu não pude acreditar quão artística é a produção. As fantasias são lindas e os atores excelentes, o que é uma combinação perfeita para encantar crianças e adultos. Para quem gosta sempre há boas opções de teatro na cidade, incluindo famosas produções internacionais.

Outra área de entreterimento da cidade é o Darling Harbour, sempre com algum grande evento ou festival cultural. Além dos restaurantes e cassinos, aqui ainda está o Sea Life Sydney Aquarium, o Chinese Garden of Friendship, National Maritime Museum, o Madame Tussauds, e o IMAX - cinema 3d. De noite o lugar tem todo um colorido diferente, e fogos de artifício todos sábados.



Para quem gosta de compras há várias opções incluindo um grande shopping centre Westfield, onde também está Sydney Tower uma torra de 309 metros, de onde você pode ter uma visão 360 graus da cidade. Recomendo uma visita ao Queen Victoria Building,uma galeria com várias butiques, mas talvez o que mais impressione seja os dois grandes relógios, as vidraças e a arquitetura romântica do lugar.


 Ainda pelo centro, na estação de Town Hall encontrei uma coisa deliciosa, um restaurante chamado Cafecito, que serve comida brasileira, incluindo pastel, coxinha, pão de queijo e refeições com feijoada e churrasquinho. Como eu que estou longe do Brasil há bastante tempo me esbaldei. Mas cometi um grande erro: comer feijoada antes de pegar o avião. Pança cheia!!

Em Sydney há muita praia bacana incluindo a famosa praia de Bondi, popular entre os surfistas, e a praia de Manly. Particularmente eu gosto mais de Manly, pois tem um ambiente um pouco mais família. Além de ser uma região que é uma gracinha, e as lojinhas mais perto da praia.

Se você tiver mais tempo na cidade, opções de passeio por perto é uma visita as Blue Mountains e Wollongong.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Tailândia: Bangkok

Cheguei à Bangkok por volta das 6 da manhã, bem cansada das longas horas no ônibus, sem nenhuma acomodação reservada, e super desinformada de onde ir na cidade ou ao menos onde me hospedar.

Bangkok é um panelão de coisas, a cidade parece não parar nunca. Aqui você acha todas as coisas que uma grande cidade pode oferecer em termos de acomodação, restaurantes e shopping de luxo, e no sentido oposto também, tudo bem simples, ou seja, há tudo para todos os gostos e bolsos. O trânsito é bem caótico, desse modo preste muita atenção ao atravessar a rua. Então venha para cá preparado para encarar todas essas diferenças.


Por sorte (ou não) o ônibus me deixou perto da famosa Rua Thanon Khao San, onde há um mercado noturno de rua, onde e é possível comprar todos os tipos de bugigangas incluindo roupas falsificadas e várias especiarias, há também muitos bares e restaurantes por aqui, e até algumas baladas. 

Procurei um hotel/albergue simples na Chakra Bongse, e como eu havia feito uma viagem bem longa queria um quarto individual por uns dias para poder descansar. Fiquei em um hostel chamado Rainbow, cheio de mochileiros. Paguei em torno de 7 dólares por um quarto pequeno, com cama de solteiro, ventilador e banheiro somente com água fria. Na última noite fiquei no quarto dormitório por 4 dólares, e era uma bagunça sem fim e como choveu naquela noite tinha até goteira no quarto. Mas se você estiver viajando sozinho vale a parada, já que dá para conhecer muita gente aqui.

Em Bangkok há uma imensidão de templos, residências históricas e uma das maiores atrações da cidade o Grande Palácio (Grand Palace).

No Grande Palácio está o Wat Phra Kaeo, um templo construído em 1782 para ser de uso exclusivo da família real, e é hoje o templo mais sagrado do país e casa do famoso Buda de Esmeralda. O Buda em si tem somente 75 cm de altura, e está envolto em jóias e roupas que são trocadas todas as temporadas pelo rei em uma cerimônia. 




Vale a pena conferir também os murais de Ramayana. Que possuem mais de 1 km de extensão e estão bem preservados, contando a história antiga do Hindu do triunfo do bem sobre o mal em 178. 



Outro templo que vale a visita é o Wat Pho, é o mais antigo templo da cidade e aqui está Buda Reclinado. O Buda é imenso, e tem 45 metros de extensão e representa o Buda entrando em nirvana. Só o sorriso da estátua mede 5 metros de largura.


Para quem gostar de massagem eu fiz uma bem baratinha por 100 baht (em torno de 3 dólares) por 15 minutos, se não me engano foi na Rabuttri Alley. Vou te falar que não relaxei muito durante a massagem, pois a mocinha não entendi muito inglês e eu estava meio com medo de ela quebrar minhas pernas, mas valeu a experiência. hahah 

Vale lembrar que para entrar na maioria dos templos pelo sudoeste asiático é necessário estar vestido modestamente. Ou seja, as moças devem evitar shorts curtos e blusas muito peladas, e os rapazes não podem estar sem camisa.

 Há vários passeios de um dia saindo de Bangkok o mais famoso talvez seja o mercado flutuante de Damnoen Saduak, é possível vir aqui de tour. O mercado começa as 6 da manhã e termina as 11 da manhã. Você pode vir aqui de ônibus, saindo da estação de ônibus à partir das 5:40 da manhã e leva em torno de 2 horas e meia. 

É possível também ir a Kanchanaburi que está somente 2 horas de Bangkok, e ver a famosa ponte do Rio Kwai e o Trem da Morte. Tem ainda o Parque Nacional Erawan com sua magnifica cachoeira e ainda o templo dos tigres. 


Uma outra parada é Ayutthaya, uma cidade antiga não muito longe de Bangkok (em torno de 1 hora de ônibus ou van), local com ruínas de templos e palácios reconhecidos como Patrimônio da Humanidade da UNESCO.


De Bangkok segui para o Camboja. Comprei um ticket de van em uma agência ali na Chakra Bongse que iria de Bangkok a Siem Reap, e logo descobri que está seria uma jornada meio maluca. Clique aqui para saber mais dessa viagem.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tailândia: Ko Phi Phi & Phuket



Se você já imaginou o paraíso, talvez ele se chame Ko Phi Phi. Um lugar de beleza exuberante.

Logo que você chega a Phi Phi, encontra um mar de gente, pois muitos barcos chegam ao mesmo tempo, tá certo não há filas no paraíso, mas melhora muito depois. Você terá de pagar uma taxa de 20 baht, que eles dizem que é para manter a ilha limpa.

Há muitas festas e desse modo há muitos jovens por aqui. Eu gosto um pouco mais de paz, então escolhi ficar em uma praia do outro lado da ilha, menos badalada. Acomodação não é muito fácil e nem muito barata. Aliás, não espere nada muito barato em Phi Phi. Fiquei em um lugar meio terrível, porém em um quarto individual (que era super pequeno), pois quando vi o quarto dormitório do lugar fiquei até assustada. Não lembro o nome do lugar mas nem vale a pena recomendar. E acomodação ruim também não tem nada haver com paraíso né? Mas melhora. Juro!

Como a há vários morros e penhascos na ilha, há algumas opções de trilha e uma delas dá acesso a um pico lindíssimo. Só de pensar que a ilha foi devastada no Tsunami de 2004, e tudo teve que ser reconstruído dá uma tristeza.

Para quem assistiu ao filme "A Praia", com Leonardo Di Caprio, já viu a estonteante Maya Bay localizada em Ko Phi Phi Let, ilha-irmã de Phi Phi. Muita gente vem aqui em passeios de um dia, já que a ilha é um parque nacional e não há hotéis em Maya Bay, porém e possível acampar. Optei pelo passeio de um dia. O barco nos levou a uma ilha chamada Bamboo e fizemos snorkel em um lugar bacana, passamos em frente ao que eles chamam de Caverna do Pirata. Ainda nos foi servido abacaxis frescos e depois seguimos para Maya Bay. Lembro que o barco parou de um lado da ilha, todo mundo colocou os eletrônicos em uma bolsa a prova d'água, e seguimos para a trilha que ia nos levar até a baía. 

E surpresa, nada tinha me preparado para a beleza do lugar. Tá certo já tinha visto no filme, mas estar ali e ver tudo de pertinho é demais. Aliás, a foto do topo do blog é exatamente a de Maya Bay. O paraíso só tem um problema. Assim como você há uma grande quantidade de pessoas que vem em tours para cá. Claro que não é cheio igual ao réveillon na praia de Copacabana, mas também não é nenhuma ilha deserta. Mas mesmo assim vale muito a pena.
 



Na volta paramos na Praia dos Macacos e algumas pessoas alimentaram os bichos, e como já mencionei antes detesto macacos já que eles podem ser agressivos e tudo que você não quer é estragar seu passeio sendo mordido por um deles.

Bom, Phi Phi é uma ilha cheia de atividades que vão além das festas. É um lugar bem bacana para fazer snorkel ou até aprender a mergulhar, passear de caiaque, escalada, pular dos penhascos, fazer yoga e etc. Mas se você só quiser relaxar é ótimo também. Definitivamente recomendo uma visita à ilha. Há várias opções de restaurantes, porém não me lembro de ver supermercados aqui, então tente trazer seus snacks, e é mais barato se você comprar em Krabi.

De Phi Phi segui para Phuket. Porém se você quiser é possível ir de Ko Phi Phi para Ko Lanta ou para Krabi.


O clima em Ko Phi Phi é de calor de Janeiro a Abril e de chuva de Maio a Dezembro. Fui nessa época e não peguei chuva em Ko Phi Phi, mas peguei em Krabi, chovia bastante no fim do dia.

Não me interessei muito por Phuket, pois achei tudo muito caro, porém o centro antigo da cidade tem uma influência mediterrânea incluindo portuguesa e é bem bonitinho. Há ainda um templo budista lindo chamado Wat Chalong. As praias são bonitas, mas acho que depois de Maya Bay era difícil alguma coisa me impressionar muito. Fiquei em Karon, em um lugar chamado Pineapple Guesthouse, e para uma noite era razoável e pertinho da praia


Há um mercado noturno em Phuket que vale a visita. A parte mais popular é Patong, com várias baladas e restaurantes. Tem gente que vem aqui todo ano e acha um máximo, e eu acho que tem lugar melhor na Tailândia, mas se dinheiro não for problema há vários resorts 5 estrelas aqui.

De Phuket segui para Chiang Mai de avião, no norte da Tailândia.