terça-feira, 2 de julho de 2013

Cruzando a fronteira: de Bangkok na Tailândia até Siem Reap no Cambodia



Em 2011 no meu caminho para a Austrália eu fiz um mochilão pela Ásia por 45 dias, começando em Cingapura seguindo para a Tailândia, Camboja, Vietnã, depois para Malásia e finalmente de volta ao Cingapura.

A Ásia é um lugar fantástico e cada um dos países tem sua cultura e peculiaridades, e também seu próprio idioma.

Depois de 2 semanas na Tailândia eu segui para Siem Reap no Camboja. A primeira coisa muito importante é: não acredite em nenhum vendedor em Bangkok que diz que o ônibus vai sair de Bangkok e ir até Siem Reap. Eu testei essa teoria e é de fato verdade, uma vez que você chegue perto da fronteira entre a Tailândia e o Camboja tudo fica bem confuso. Eu não recomendaria tentar cruzar a fronteira sozinha/o. Li muitas histórias de horror sobre essa parte, os oficiais Cambojanos podem não ser muito amigáveis e podem ser corruptos, eles e fato cobram uma gorjeta de pelo menos 100 bath tailandês (cerca de 3 dólares para te dar o visto), o rapaz americano na minha frente disse que ele não tinha mais dinheiro tailandês, e deram o visto para ele sem problemas. Você paga o visto em dólares americano, entrega o passaporte e fica sentado em uma sala. Aí pode haver problemas, onde em alguns casos os oficiais em troca de dinheiro podem fazer você esperar um dia inteiro pelo visto. Mas eu só posso contar para vocês a minha experiência.

Eu estava com um grupo que contratou o mesmo serviço de ônibus de Bangkok a Siem Reap. Antes de chegar à fronteira todo mundo desceu da van, e o pessoal do ônibus disse que ia fazer o visto para a gente, entregou um formulário e pediu o passaporte. Eu fui a primeira pessoa que disse que não ia entregar meu passaporte e faria meu visto sozinha. Eles obviamente queriam cobrar a mais pelo visto que na época era em torno de $25 (na época eles também pediam 2 fotos). Uma vez que eu disse que não faria, todo o resto do grupo disse que não faria também e queríamos que o pessoal do ônibus nos levasse a fronteira imediatamente, daí uma segunda confusão começou, pois nossa van não cruzaria a fronteira e de acordo com os organizadores outro ônibus nos encontraria do outro lado da fronteira.

Bom, uma vez que todo mundo fez o visto e atravessou à fronteira um monte de gente começou a oferecer transporte até Siem Reap e Phnom Penh. O nosso acompanhante então começou com uma conversa que teríamos de pegar um transporte até a estação de ônibus, de onde nosso ônibus sairia daí o ônibus só te leva até um lugar e de onde você terá de pegar um tuk-tuk. Ou seja você teria de pagar de novo. Bom, eu estava com dois ingleses que perguntaram se eu queria pegar um táxi com ar condicionado com eles até Siem Reap. Fazia um calorão e já tínhamos passados um sufoco no aperto e calor da van que eu logo aceitei. Me custaria extra $7 ou $8 mas pelo conforto valeria a pena. O taxista só não mencionou que ele colocaria no carro dele quantas pessoas possíveis. Hahah Ou seja, colocou os três turistas trouxas (e grandes que provavelmente pagaram muito mais pelo percurso) no banco de trás. E o banco de passageiro da frente ele colocou mais duas pessoas!!!!!! Bom pelo menos de fato tínhamos ar condicionado. Assim que chegamos em Siem Reap ele colocou cada um de nós em um tuk-tuk que nos levaria a nossa acomodação (não tivemos que pagar o extra). Encontrei o pessoal da van em Siem Reap e descobri que as meninas que compraram a passagem de Bangkok até Phnom Penh perderam o ônibus e tiveram que ficar na rodoviária, até o ônibus do dia seguinte.

Eu imagino que essa parte da viagem vai depender da sua sorte. Se possível organize o visto para o Camboja em uma embaixada/consulado local, provavelmente vai tirar a flexibilidade da sua viagem e terá de ser feito com antecedência, mas assim você evita gente tentando te extorquir e dor de cabeça.

domingo, 30 de junho de 2013

Austrália: Gold Coast & Parques (Movie World, Wet 'n' Wild e Sea World)




Não tivemos tempo de ir a todos os parques mas aproveitamos bastante o Warner Bros Movie World, Sea World e Wet 'n' Wild. Como esses parques são do mesmo grupo, aproveitamos para comprar um ticket combo que incluía todos os três parques (VIP pass) e desse modo podemos visitar esses três parques ilimitadamente dentro de um ano por A$99.

Warner Bros Movie World é um parque temático com os personagens da DC e Warner, aqui você encontra a Montanha Russa do Lanterna Verde (Green Lantern), Escape uma montanha russa do Super Homem, Montanha Russa 3D da Liga da Justiça onde você uma arma laser para matar os bichos 3d, Montanha Russa do Scooby doo, Rio Bravo é uma montanha russa daquelas que a ultima parte termina na água te deixando encharcado, e também a montanha russa do Arkham Asylum. Tudo tem um visual super bacana e com vários personagens. Para as crianças há uma área do Tiny Toons que também tem uma montanha russa e outros brinquedos bem legal para manter os pequenos entretidos.

Durante o dia em diferentes partes do parque, mas principalmente na praça principal, é possível ver vários personagens e tirar fotos com eles incluindo Batman, turma do Scooby Doo, Pernalonga, Piu piu, Silvestre, Patolino, Liga da Justiça entre outros. Há também alguns shows com várias lutas coreografadas, mas mesmo assim divertido para todos. O show de carros é bem legal e vale a pena checar os horários já que fica bem cheio. No fim do dia tem o desfile dos personagens que é bem legal, já que os personagens não ficam só nos carros, mas também interagem com os espectadores. Gostamos tanto do Movie World que fomos várias vezes, e em uma delas nem fomos em montanha russa nenhuma, somente ficamos lá olhando os personagens. Por uma taxa é possível comprar fotos profissionais tiradas com os personagens e também tiradas nas montanhas russas.

O segundo parque que fomos foi o Wet 'n' Wild e embora não fosse verão, eles tentam manter a temperatura das piscinas em torno de 25C. Como é baixa temporada você acaba se aquecendo subindo as escadas, na hora que você chega lá em cima como quase não tem fila, você estará pronto para descer de novo. No mais acho que vale o passeio mesmo que você não seja super fã de tobogãs. Eu posso dizer que estava morrendo de medo, mas depois achei divertido.

Fomos também no Sea World, aqui você vai encontrar bem mais famílias com crianças pequenas, pois é de modo geral um ambiente mais família. Super recomendo o show dos Golfinhos e também o show dos Jet-skis. Aqui tem várias atividades extras, todas com um custo diferente, mas dependendo das suas condições valem a pena. Por exemplo por A$9 você compra um copinho de peixe para alimentar as focas (no horário permitido de alimentação dos bichos, e ainda pode dividir o copinho de 5 peixes com seu parceiro/a ou filhos). Por A$50 você poderá tirar foto (foto profissional) e tocar um golfinho. Fiz ambos e gostei bastante, principalmente a do golfinho, já que somente eu e o meu marido estávamos na fila nesse dia devido à chuva e tivemos a chance de conversar com o treinador e tocar o golfinho por mais tempo. Há outras opções também como tocar uma foca, tirar foto com os pinguins, passar o dia com o treinador dos golfinhos, nadar com um golfinho, fazer snorkel no aquário, alimentar os tubarões e etc – cheque os preços e disponibilidades antes de ir.

Além das montanhas russas (no momento são duas - Jet Rescue e Snake Viper - e estão construindo mais uma - Storm), há a ilha dos dinossauros com vários modelos em tamanho natural que se movimentam e emitem sons, shows da Dora exploradora e seus amigos, Bob Sponja e seus amigos – os personagens se encontram no parque em diferentes horários e é possível tirar fotos com eles. E como não podia faltar há um aquário gigante cheio de peixes, tubarões e arraias, há o centro das focas, dos golfinhos, dos pinguins, e o tanque das arraias onde é possível alimentar os bichos e tocá-los. Por último tem a região de Castaway Bay com canhões d'água e outras coisas interativas, diversão certa tanto para as crianças como para os adultos. Diferentes partes do parque são conectados por um trem, o Sea World Monorail.
Todos os parques possuem armários pagos para você deixar suas coisas se não quiser ficar carregando elas pelo parque. Não é permitido que você tenha nada nos bolsos quando for nas montanhas russas. Quando fomos os armários para o dia inteiro custava A$10 e por uma hora custava A$2. Levamos nossos próprios sanduíches e bolachas, pois tudo dentro do parque é meio carinho. Tem bastante lojinha de souvenir com várias coisas legais e temáticas de cada parque.

Não visitei DreamWorld ou WhiteWater Park, mas parecem bem divertidos também, com várias opções para todas as idades.

Website dos parques: 
wetnwild.com.au
movieworld.com.au
seaworld.com.au
dreamworld.com.au


Austrália: Gold Coast & Surfers Paradise



Um dos destinos mais populares na Austrália, Gold Coast é uma cidade no estado de Queensland  com vários parques temáticos e bastante diversão para pessoas de todas as idades.

A região de Surfers Paradise - um subúrbio da cidade de Gold Coast, é onde muita gente se hospeda, porém há outras regiões com Broadbeach, Burleigh Heads e Main Beach onde você encontrará vários resorts.

Nós nos hospedamos no Paradise Island, em Surfers Paradise mesmo, para ficar mais perto das opções de alimentação e lojas. E porque fomos na baixa temporada, conseguimos bons preços. Em torno de A$60 por noite, para duas pessoas em um resort, porém não funciona como um hotel normal era um quarto com cozinha, sala e banheiro, sem café da manhã incluso, e você tem de manter tudo limpo, incluindo lavar os pratos e tirar o lixo antes de ir embora, caso contrário você terá de pagar uma multa. O resort ainda tem um bar, restaurante, academia, sauna e piscina. Andando por Cavill Street, onde estão muitos pubs e lojas fique atento as promoções, quase todas as noites jantamos em lugares diferentes por somente A$10 - geralmente prato simples de bife com salada e batata frita.

Se você não tiver meio de locomoção próprio, ficar em Surfers Paradise é a melhor opção, pois todos os ônibus para os parques passam por ali (750 – Sea World, TX2 – Wet 'n' Wild, Dreamworld, Warner Bros Movie World, Australia Outback Spetacular e WhiteWater World) e também o ônibus para o aeroporto (702). Para mais informações visite o website da companhia de transporte local. Outra dica importante é compre o cartão local de ônibus chamado GoCard, onde você economiza 30% no valor do transporte local. Pode ser comprado direto no Aeroporto ou em lojas de conveniência como o 7 Eleven.

A famosa praia de Surfers Paradise é geralmente recheada de turistas e locais, é uma excelente região para surfar, porém se esse não for o seu caso e você não for um bom nadador, todo cuidado é pouco, pois a correnteza é muito forte e o mar é agitado. Há bastantes salva-vidas pela praia, porém se o mar tiver mais agitado que o normal eles não deixam ninguém entrar na água, desse modo é importante nadar na área permitida e observar a cor das bandeiras. Outras praias populares são: North Burleigh, Broadbeach e Burleigh Heads.

Outro passeio é a caminhada pela orla da praia, aqui há muita gente de bicicleta, patins, patinete e skate. Muitas famílias e também muita gente se exercitando.

Para quem gosta de esporte Gold Coast Titans (Rugby League), Gold Coast Suns (AFL) e Gold Coast United (futebol) são os times locais.

Para quem quer conhecer outras cidades da região Brisbane está a cerca de 1 hora na direção norte da cidade e Byron Bay está `a uma hora ao sul de Gold Coast.

Para verificar horário e percurso dos ônibus na região de Gold Coast visite: http://translink.com.au

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cingapura

Cingapura é um lugar bem curioso. Uma cidade país, densamente populado com 5 milhões de habitantes, em sua maioria Chineses, Malaios e Indianos, onde inglês é normalmente falado, já que esse lugar foi uma colônia inglesa.

A cidade-país possui uma qualidade de vida similar aos países desenvolvidos com muitos confortos dos países do ocidente, é um país muito rico quando comparado com seus vizinhos no sudeste da Ásia. Desse modo é um país muito mais caro para visitar que Tailândia, Malásia e outros. Geralmente digo que os preços por aqui são similares ao da Austrália, ou seja salgados. Porém como está bem localizado há muitos voos de companhias áreas baratas como a Tiger Airways e Air Asia saindo daqui para o resto da Ásia, e acaba sendo um destino popular para quem vai fazer alguma escala e compras. Nesse aspecto achei o aeroporto de Cingapura um dos mais legais e bonitos que já vi.



A cidade tem regiões diversas como Little India, Chinatown, a região Árabe e o Distrito Colonial. Há também várias áreas para fazer compras, a região da marina, e também Sentosa uma ilha resort com parque de diversões e cassino. Há várias opções de museu também .Por ser um lugar tão diverso há espaço para diferentes religiões também, e você pode visitar mesquitas e templos hindus e chineses. 


 
Não espere um lugar cheio de liberdades, Cingapura tem os mesmos costumes tradicionais que o resto do Sudoeste Asiático e de modo geral as pessoas são bastante educadas e solicitas. Você corre o risco de levar multas altas se você fumar em lugares públicos ou atravessar a rua fora da faixa de pedestres.
 
Se locomover por aqui é bem fácil com muitas opções de ônibus e metrô. Com relação há alimentação há várias opções dos tradicionais fast-food até muita opção asiática, principalmente Chinesa. Por aqui eu comi uma sobremesa tradicional da Malásia, rã e a famosa fruta fedida chamada Durian.


É uma cidade bastante verde, com vários festivais e eventos ocorrendo durante todo o ano, incluindo a única corrida de Formula 1 que acontece a noite. Como Cingapura está a somente 136 km ao norte da Linha do Equador, prepare-se para muito calor e umidade com temperaturas em torno de 30 graus célsius durante o ano todo.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Bolívia: Sucre & Santa Cruz de La Sierra

De Uyuni peguei um ônibus para Sucre. Pensei bastante se pararia em Potosi para ver as antigas minas, mas decidi que eu precisava de um lugar mais tranquilo e Sucre parecia ideal.

Sucre é uma cidade bem diferente na Bolívia, não tem aquele ar de favelão, chamada de a cidade branca, é uma cidade super pacata, super limpa e organizada, o que acaba dando um ar todo diferente ao lugar. A cidade tem sua história ligada a mineração de Potosi, e por isso é ainda uma cidade mais rica e conservadora.

Acabei passando 2 dias aqui só descansando. Fiquei em um Hostel legal, mas não consigo lembrar o nome, já que não sabia onde me hospedar, e as únicas recomendações do meu guia estavam sem vagas. Cheguei em Sucre no meio da noite, rodoviária fechada, mega medo de ter de ficar na rua. Toquei a campainha de alguns hotéis e todos estavam cheios. Eu estava mega cansada, e ainda tinha tido que trocar de ônibus em Potosi e não havia dormido. Então sentei na frente do hotel mais iluminado e esperei o dia clarear, a boa noticia é que o lugar é super movimentado e tem ônibus parando naquela rua a cada 5 minutos. É bem longinho para andar da rodoviária até o centro da cidade. Assim que a rodoviária abriu fui tentar pegar um taxi e achei outros dois turistas e perguntei para onde eles iam e se importariam se eu fosse junto, já que não sabia onde ficar. Eles concordaram e dividimos um táxi até a cidade.

A cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade, e dessa forma tem várias coisas interessantes para ver. Na Plaza 25 de Mayo, você encontra a catedral de Sucre coma Virgem de Guadalupe forrada de jóias, a prefeitura, a Casa da Liberdad - um dos museus mais importantes do país e também alguns grandes casarões presentes que também estão presente por toda a cidade. Outro passeio é a região da Ricoleta com o Mirante e o Monastério.  Tem ainda a Plaza da Liberdad com um grande obelisco, e também o teatro da cidade. Já na Parque Bolívar você encontrará uma replica da Torre Eiffel, é onde as famílias locais levam as crianças no fim de semana. Há muitas outras igrejas e museus que valem a visita se você tiver tempo. Alguns lugares mais afastados e sem movimento você tem de tomar alguns cuidados extra com segurança.

No mais se você não quiser fazer muita coisa, só de andar pelas ruas e observar a arquitetura das construções históricas o que já é muito interessante visto que a cidade é um museu a céu aberto.

Sucre definitivamente vale uma visita.


 

Segui para Santa Cruz de La Sierra, mas como não é uma cidade turística, é hoje a maior cidade da Bolivia, mas não acho que tenha nada interessante por lá. A única mudança é a altitude, e Santa Cruz é bem quente mesmo no inverno. Aqui os artigos de lã que são baratos pelo resto da Bolívia são bem mais caros. Só há um caminho para lá saindo de Sucre, é uma estrada de terra, e se algum veiculo quebrar no caminho, ninguém mais passa, e foi bem isso que aconteceu. Quando eu menos esperava o motorista do ônibus já estava indo barranco abaixo e cruzando riachos para achar um caminho alternativo. Um caminhão de combustível havia tentado a mesma peripécia e acabou quebrando no meio do nada. Mas chegamos bem.

Já na cidade aproveitei ficar andando sem muito rumo e ver a catedral principal na Plaza 24 de Septiembre, aqui também há o Museo Histórico. Perto da praça você encontrará a Manzana Uno uma região de com várias exibições culturais e de arte.

Para ir ao Aeroporto Viru-Viru há um mini-onibus que saí do ex-terminal. Não lembro o preço mas é bem baratinho. O aeroporto em si não tem muito o que fazer, mas tem wi-fi. Não se esqueça de economizar $20, já que esse é o preço do imposto pago para sair do país em voos internacionais.