Mostrando postagens com marcador Cambodia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cambodia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de julho de 2013

Camboja: Phnom Pehn



Phnom Penh é a capital do Camboja, está a cerca de 310 km de Siem Reap e estava incluída no meu destino somente por uns dias, para que eu pudesse pedir o visto para o Vietnã na embaixada local, porém há várias coisas interessantes para se fazer por aqui.



O Palácio Real é uma das atrações turísticas junto com a Silver Pagoda, e o ingresso custa cerca de $6. Embora seja proibido entrar no Palácio, há outros prédios no conjunto que podem ser visitados, mesmo quando o Rei está presente – bandeira azul sob o palácio indica que ele está presente.



O Toul Sieng Museu do Genocídio (S21) é onde o Khmer Vermelho começou seu reinado de terror. A entrada custa $2. Aqui uma escola de ensino médio foi transformada em presídio e centro de interrogação. É provavelmente uma das coisas mais impressionantes que já vi na minha vida. Não só porque aconteceu recentemente, mas porque há restos de sangues ainda em vários lugares. Há uma área do museu com foto dos prisioneiros – homens, mulheres e crianças, e suas histórias e ainda com os objetos usados para as torturas. O lugar foi deixado quase intacto de como foi achado pelas Forças Libertadoras do Vietnã, com exceção dos 14 corpos desfigurados encontrados no lugar e que foram enterrados no playground da escola.



As salas de aula foram divididas em pequenas celas ou áreas onde os prisioneiros eram presos com correntes. Mais de 20 mil pessoas foram presas e torturados aqui entre 1975 e 1979, entre eles médicos, estudantes, professores, monges todos suspeitos de atos antirrevolucionários. Os poucos sobreviventes eram pessoas que tinha algum tipo de habilidade usada pelo Khmer Vermelho como mecânicos ou pintores, um deles está na saída do museu pedindo doações. Embora seja um lugar super deprimente, é sempre importante aprender os horrores ocorridos no passado, para que não deixamos que se repitam no futuro. Há ainda informações atuais sobre o julgamento das pessoas envolvidas no Khmer Vermelho. Para quem se interessar há ainda o campo de extermínio para visitar – Choeung Ek, localizados há 15 km da cidade.



De Phnom Penh segui para Ho Chi Ming City (245 km) no Vietnã.

Camboja: Os Templos de Angkor


Quando ao Camboja um ingresso para os Templos de Angkor custava $20 para um dia e $40 para três. Eles tiraram minha foto na hora e imprimiram meu ingresso. Você podia comprar o ingresso para um dia e no dia anterior ir assistir ao por do sol depois das 5:30 da tarde. Eu não sabia disso, e só comprei o ticket de um dia e achei mais que o suficiente. O parque abre oficialmente as 5:30 da manhã até as 5:30 da tarde. Aproveitei e passei o dia nos templos, paguei um motorista de tuk-tuk cerca de $10 e ele passou o dia me levando a todos os templos que eu queria ver.

Angkor é um lugar imenso - 3 mil metros quadrados, então é de fato impossível ver TODOS os templos e monumentos em um dia. Alguns templos não são nada mais do que ruínas, então perguntei ao motorista se ele tinha um roteiro recomendável, não vou dizer que me lembro de todos. Alguns eu fiquei bastante tempo outros não fiquei nem 5 minutos.

A era de Angkor começou quando Jayavaran II se declarou Deus-Rei da região, e foi o primeiro de uma sucessão de 39 monarcas do que foi na época o reinado mais poderoso do Sudoeste Asiático. Nessa época muitas das construções eram repletas de toques bem imaginativos, com sistemas de irrigações complexos e cidades muradas magnificas, esses projetos imensos deixaram a cidade vulnerável. Depois de muitos ataques da vizinha Siem, Angkor foi abandonada e virou a cidade perdida e foi tomada pela floresta local por volta do século 15.

Os templos mais famosos são:
Angkor Wat: temple hindu com suas torres em formas de cone, com sua parede de mais de 700m totalmente esculpida e também uma das maiores obras “the Churning of the Ocean Milk” que conta a criação com seus deuses e espíritos do mau. 
Angkor Thom: cidade murada que foi a ultima capital da Era de Angkor, que diz ter sido habitada por mais de 1 milhão de pessoas. Com várias imagens de deuses e demônios contando a história do “the Churning of the Ocean Milk”. Aqui você ainda vai encontrar o templo de Bayon, o Terraço dos Elefantes e o Terraço do Rei Leper.
Ta Phrom: é o templo invadido pela floresta. Diferentemente dos outros templos que foram restaurados, nesse lugar as raízes e caules das imensas arvores se misturam com as pedras do templo. Aqui foi filmado Tomb Raider.
Banteay Kdei: diferentes decorações budistas do século 12, muitas em terrível estado de conservação, porém criando um efeito arquitetônico diferente.
Roluous group: foi a primeira capital do império, aqui você vai encontrar os templos mais antigos do local – Bakong, Preah Ko e Lolei.

Camboja: Siem Reap



Eu simplesmente amei Siem Reap, achei uma cidade mais calma com relação a várias outras cidades da Ásia. Fiquei hospedada no Jasmine Lodge por $4 por noite com café da manhã incluso em um quarto só para mim, com ventilador e banheiro. Na epoca eles tinham acabado de abrir, e o wifi ainda não estava disponível em todos os prédios. Hoje o preço é um pouco mais alto, mas se a qualidade do serviço for a mesma vale a pena.

O hotel não fica muito longe da cidade, cerca de 15 minutos andando e você está no centro onde estão os mercados e restaurantes e a famosa rua dos pubs (pub street). A vida noturna aqui é bem agitada, e os preços são de modo geral bem baratos.


O Camboja de modo geral é um lugar muito pobre e na região de Siem Reap, as crianças te abordam o tempo todo querendo vender souvenirs. Todo mundo sabe que essas crianças são exploradas. Para quem quiser ajudar tem muitos orfanatos na região e há também muitas opções de trabalho voluntario especialmente para ensinar inglês para as crianças e adultos. Se você tiver interessado nesse tipo de projeto pesquise um pouco antes de ir e se possível faça contatos. Ouvi história de turista que foi levado e roubado no meio do nada, quando na verdade a pessoa disse que o levaria para ver um dos projetos locais.

Eu fui abordada por uma criança que queria vender souvenir e quando eu não aceitei, a criança perguntou: Você pode me pagar um jantar então? Aceitei, disse que ele poderia pedir o que quisesse no restaurante da feira onde eu estava uma vez que um jantar para o local custava em torno de $1.5, logo em seguida um menino sentado em uma das mesas me disse “paga janta para mim também?”, um casal de turistas me avisou que já havia pedido e pagado o jantar do menino, porém não demorou nada para um monte de crianças aparecerem na minha mesa com o mesmo pedido, pagar o jantar. Infelizmente eu tive que negar, a primeira criança pegou o jantar dela e levou embora, então nem sei se ele comeu a janta ou entregou para algum adulto. O menino que recebeu a janta do outro casal ficou ali mesmo jantando e conversando comigo, e logo quando neguei o pedido de todas as outras crianças e elas foram embora, ele me contou que tudo ali é muito difícil e pobre e que todas aquelas crianças estavam com fome. Nem preciso dizer que quebrou meu coração.

Os cambojanos são muito sorridentes e hospitaleiros, e vivem no que já foi um dos reinos mais poderosos da região, mas hoje da uma tristeza ver um povo que pobre que sofreu muito recentemente nas mãos do Khmer Rouge, que exterminou em torno de 3 milhões de pessoas.

Eu gostei tanto de Siem Reap e estava cansada de viajar e mudar de cidade quase todos os dias que fiquei aqui por cinco dias. Se você tiver com tempo vale a pena ir a Sihanoukville e aproveitar as praias.

De Siem Reap eu segui de ônibus para Phnom Pehn.

Cruzando a fronteira: de Bangkok na Tailândia até Siem Reap no Cambodia



Em 2011 no meu caminho para a Austrália eu fiz um mochilão pela Ásia por 45 dias, começando em Cingapura seguindo para a Tailândia, Camboja, Vietnã, depois para Malásia e finalmente de volta ao Cingapura.

A Ásia é um lugar fantástico e cada um dos países tem sua cultura e peculiaridades, e também seu próprio idioma.

Depois de 2 semanas na Tailândia eu segui para Siem Reap no Camboja. A primeira coisa muito importante é: não acredite em nenhum vendedor em Bangkok que diz que o ônibus vai sair de Bangkok e ir até Siem Reap. Eu testei essa teoria e é de fato verdade, uma vez que você chegue perto da fronteira entre a Tailândia e o Camboja tudo fica bem confuso. Eu não recomendaria tentar cruzar a fronteira sozinha/o. Li muitas histórias de horror sobre essa parte, os oficiais Cambojanos podem não ser muito amigáveis e podem ser corruptos, eles e fato cobram uma gorjeta de pelo menos 100 bath tailandês (cerca de 3 dólares para te dar o visto), o rapaz americano na minha frente disse que ele não tinha mais dinheiro tailandês, e deram o visto para ele sem problemas. Você paga o visto em dólares americano, entrega o passaporte e fica sentado em uma sala. Aí pode haver problemas, onde em alguns casos os oficiais em troca de dinheiro podem fazer você esperar um dia inteiro pelo visto. Mas eu só posso contar para vocês a minha experiência.

Eu estava com um grupo que contratou o mesmo serviço de ônibus de Bangkok a Siem Reap. Antes de chegar à fronteira todo mundo desceu da van, e o pessoal do ônibus disse que ia fazer o visto para a gente, entregou um formulário e pediu o passaporte. Eu fui a primeira pessoa que disse que não ia entregar meu passaporte e faria meu visto sozinha. Eles obviamente queriam cobrar a mais pelo visto que na época era em torno de $25 (na época eles também pediam 2 fotos). Uma vez que eu disse que não faria, todo o resto do grupo disse que não faria também e queríamos que o pessoal do ônibus nos levasse a fronteira imediatamente, daí uma segunda confusão começou, pois nossa van não cruzaria a fronteira e de acordo com os organizadores outro ônibus nos encontraria do outro lado da fronteira.

Bom, uma vez que todo mundo fez o visto e atravessou à fronteira um monte de gente começou a oferecer transporte até Siem Reap e Phnom Penh. O nosso acompanhante então começou com uma conversa que teríamos de pegar um transporte até a estação de ônibus, de onde nosso ônibus sairia daí o ônibus só te leva até um lugar e de onde você terá de pegar um tuk-tuk. Ou seja você teria de pagar de novo. Bom, eu estava com dois ingleses que perguntaram se eu queria pegar um táxi com ar condicionado com eles até Siem Reap. Fazia um calorão e já tínhamos passados um sufoco no aperto e calor da van que eu logo aceitei. Me custaria extra $7 ou $8 mas pelo conforto valeria a pena. O taxista só não mencionou que ele colocaria no carro dele quantas pessoas possíveis. Hahah Ou seja, colocou os três turistas trouxas (e grandes que provavelmente pagaram muito mais pelo percurso) no banco de trás. E o banco de passageiro da frente ele colocou mais duas pessoas!!!!!! Bom pelo menos de fato tínhamos ar condicionado. Assim que chegamos em Siem Reap ele colocou cada um de nós em um tuk-tuk que nos levaria a nossa acomodação (não tivemos que pagar o extra). Encontrei o pessoal da van em Siem Reap e descobri que as meninas que compraram a passagem de Bangkok até Phnom Penh perderam o ônibus e tiveram que ficar na rodoviária, até o ônibus do dia seguinte.

Eu imagino que essa parte da viagem vai depender da sua sorte. Se possível organize o visto para o Camboja em uma embaixada/consulado local, provavelmente vai tirar a flexibilidade da sua viagem e terá de ser feito com antecedência, mas assim você evita gente tentando te extorquir e dor de cabeça.