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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Croácia: Hvar





No dia seguinte fui para Hvar Town na ilha de Hvar. O plano era ir de barco ou ônibus, porém como era baixa temporada fiquei sem essa opção e a ida a Hvar se provaria complicada.


Na estação de ônibus nos foi sugerido pegar um ônibus ate Duvrenik e de lá um barco para Sucurej, já na ilha de Hvar, de onde pegaríamos um ônibus para Hvar Town. A mocinha da estação dizia, "com certeza tem um ônibus" eu fiquei pensando, talvez seja melhor fazer o outro percurso, mais longo porem mais certo. Ir de Dubrovnik a Split e de lá pegar um barco ate Hvar Town, que possui uma frequência de 10 por dia. Mas como ficou meio "obvio" que uma vez na ilha de Hvar deveria haver um meio de chegar ao outra ponta.

Uma vez que chegamos para comprar nosso ingresso, a primeira coisa estranha aconteceu algo que não notamos ate chegar ao ônibus, nos foram dado dois tickets, um Dubrovnik - Ploce, e um Ploce - Duvrenik, e pensamos então que trocaríamos de ônibus em Ploce. Quando fomos subir ao ônibus, o motorista queria recolher ambos os tickets, e eu dizia que mudaríamos de ônibus em Ploce, tudo com um inglês muito limitado ele me devolveu um dos tickets. Subimos para o ônibus e fomos ao menos aproveitando a viagem. O ônibus vai pela costa, então fomos vendo os pequenos vilarejos e o mar de azul incrível. Vimos inclusive fazendas de ostras. Bem bacana.

Porém o ônibus parou e motorista avisou. "policia subindo para o ônibus tenha em mãos os passaporte", eu não entendi bem, porém meu passaporte estava na mala, no bagageiro do ônibus, comigo somente minha identidade italiana (veja que eu nunca deixo meu passaporte na mala, porém nossas mochilas não cabiam dentro do ônibus e eu acabei esquecendo o passaporte). Fui então avisar o motorista, depois de uma bufada ele disse que talvez eu pudesse ficar só com a id. Mas eu não conseguia entender a tal da policia checando passaporte no meio do nada. Seguimos caminho e mais 10 minutos, a mesma coisa, policia de fronteira. Mas uma vez ninguém falou nada da id. (minha geografia foi falha aqui, eu achava que a costa da Dalmácia era continua, porém por 10 minutos cruzamos a Bosnia Hezergovina).

Chegamos a Ploce, pegamos nossa mala e fomos nos informar onde pegaríamos o ônibus para Duvrenik, mais uma vez, a moca do balcão que falava 0 inglês apontava o ônibus do qual havíamos decido, nos respondíamos, "mas acabamos de sair desse ônibus" ela insistiu e então fomos perguntar ao motorista. Ele disse "mas vocês queriam Ploce, e aqui estamos", e respondíamos, mas queremos Duvrenik, e ele disse que seguiria a Duvrenik (então entendemos porque no começo ele queria pegar os dois tickets). Enfim, estávamos perto de Duvrenik, porem não havia nenhuma grande estação. Do nada o cobrador do ônibus avisa, "aqui eh DUvrenik, podem descer" estávamos em uma grande rodovia. Andei um pouquinho e finalmente achei uma placa apontando para o porto. E seguimos caminho com nossas grandes mochilas sob o sol escaldante de 35C.

Compramos nosso ticket para Sucurej, e embarcamos.
Quando chegamos a Sucurej, nossa primeira surpresa, não havia ônibus - alias havia porém só segunda quartas e sextas, e era terça feira. Um cara apareceu do nada e disse, não tem ônibus so meu taxi e custam 800 kunas (100 euros) ate Hvar Town.

Desolação bateu. O que fazer? Podíamos pegar o próximo barco, voltar ao ponto de ônibus, torcer para que ônibus seguinte não estar cheio, ir para Split e pegar o barco de novo, para o outro lado da ilha. Algo que levaria mais 5 horas, porém custaria no máximo 150 kunas por pessoa. Quando comprei o ticket para voltar falei para a minha amiga ligar para o albergue para ver se havia alguma sugestão do que fazer. A moca do albergue sugeriu que se pagássemos 500 kunas a ela, ela nos buscaria.

Nós concordamos, e ela disse que em 2 horas chegaria, com esse tempo em mãos fomos para a praia aproveitar. E em 2 horas nossa carona chegava.  O caminho de 70 km até Hvar town, eh para lá de complicado. A estradinha é sinuosa e estreita. Levamos 1 hora para cobrir 40 km. A moça era muito simpática e adora o Brasil, quer aprender português e ir ao Rio de Janeiro. Ela também era fã das novelas brasileiras.

Chegamos a Hvar Town a tempo. Nosso albergue era uma graça, e tinha até tv no quarto. Pude assistir a vitória miada de 2 a 1 contra a Korea do Norte, e depois quando nos preparávamos para ver a cidade, choveu.

Ficamos em Hvar somente 2 dias. Aproveitando o porto, a vista do castelo no topo do morro, a culinária e um pouco da praia. Para quem gosta de balada aqui é um point dos ricos e famosos, com seus yatches na marina e suas festas privadas, se esse não for o seu caso tem música rolando até tarde nos bares em volta da marina.

Há também vários resorts e hotéis, e também restaurantes para todos os bolsos por aqui. Achei um supermercado não muito longe do centro.

Depois seguimos para Supetar, na Ilha de Brac, para ver a famosa praia de Bol.


Croácia: Dubrovnik


Vou contar para vocês um pouquinho da minha viagem para Croácia. O roteiro programado era Dubrovnik - Elaphiti Islands – Miljet – Hvar – Bol – Split. Dessa vez eu fui com uma amiga. Adoro viajar sozinha porém detesto ir a praia sozinha.

Passei vários anos pesquisando e olhando as fotos da Croácia com aquele olhar de um dia vou lá. Valeu a espera. Embora não seja um destino popular é um lugar super bacana. Pessoas que falam pouco inglês mas fazem de tudo para te agradar, e adivinha? Até conhecem as novelas brasileiras (são exibidas por lá com legenda em croata e para a minha surpresa a senhorinha dona do meu albergue era apaixonada por Antonio Fagundes).

A Croácia ainda é um destino bastante em conta, em com várias boas opções de restaurantes e albergues e hotéis. E diz a lenda que a Croácia tem o mar mais azul visto do espaço.

A jornada dessa viagem começou como tantas outras. Ida para o aeroporto, na noite anterior uma vez que meu voo era 07h30min da manhã, cheguei ao aeroporto 01h30min e tentei dormir por lá. O que dessa vez não consegui devido a minha ansiedade, porem quando entrei no avião, o cansaço era tanto que dormi todas às 3 horas.

Dubrovnik eh uma cidade famosa pela sua "cidade velha" murada, localizada ao sul da Costa da Dalmatia conhecida como a perola do Adriático, hoje patrimônio mundial da Unesco, o que atrai uma imensa quantidade de turistas. Desde e a época medieval a cidade era centro do comercio marítimo, e chegou a ser capital da Republica da Ragusa.

A cidade murada eh um encanto. Um daqueles lugares pelo qual você anda e pensa como eh que o povo medieval vivia por ali. Tudo eh muito cuidado, porem em 1991 a cidade foi bombardeada pelas forcas militares de Montenegro e Servia (as forcas militares tinham razoes meio dúbias para envolver a cidade croata na guerra dos Balcãs, porem depois de uma reação local, que levantou a moral croata, os militares expulsos, e a cidade reconstruída - não vou me aprofundar nesse tópico).

As lojas e restaurantes dentro da cidade murada são mais caras (alias tudo em Dubrovnik me pareceu ter um preço salgado). Uma curiosidade é que as lojas dentro da cidade murada não podem ter grandes letreiros, conclusão tudo possui um nome pequeno, e geralmente nos vidros.

Quando cheguei a Dubrovnik, depois de uma das donas do albergue me pegar na estação de trem, fazia em torno de 35C (entenda eu sai do 15C de Londres), então eu não estava com muito pique de ficar vendo a cidade velha. (nota: meu albergue era no topo do morro, e embora a descrição dizia "entre a cidade velha e o porto", não dizia que era no topo do morro, com muitas, muitas, muitas escadas para subir, ou descer). O albergue em si era uma casa com um puxadinho aqui e outro ali, porém reformado com uma aparência razoável. Fiquei em um quarto duplo. O banheiro era ok. 
A praia em Dubrovnik não é das melhores, é só um pequeno estreito de areia que fica bem cheio de gente. Se você alugar um carro de praias melhores na região.

No dia seguinte eu ainda estava na busca por uma boa praia, então fui de barco até uma das Elaphiti Islands - grupo de 3 ilhas próximas a Dubrovnik, uma delas, Lopud, um pequeno paraíso com 220 habitantes, tem uma praia de areia, Šunj-bay.


Para se chegar à tal praia você tem de atravessar um caminho de 2 km no meio do mato - exagero, uma vez que  o caminho é cimentado. A única outra forma de transporte é pagar uma taxa para ir ao outro lado em um carrinho de golfe, a única outra forma de transporte.

Quando cheguei à praia, não havia mais do que 20 pessoas. Uma paz infinita, águas rasas e límpidas, sem ondas. Porém com o passar do dia, essa tal paz acabou com a chegada de dezenas de barcos, cheios de turistas. As águas então límpidas começam a ficar meio cheia de lixo. Mesmo assim aproveitei tudo que pude. Uma caminhada de volta de mais 2km, chego a vilazinha, e volta a Dubrovnik no barco das 19 horas.

 No terceiro dias fui para Mljet, que uma ilha situada a 30 km de Dubrovnik, com um parque nacional que ocupa grande parte de seu território, e possui dois lagos salgados e um monastério beneditino do século 12. O lago maior possui uma profundidade de 46 m e o menor 29 m, e você atinge essa profundidade muito rapidamente. Os lagos são bem salgados (não sei se é correto dizer isso), porém ficou a sensação que os lagos eram de fato mais salgados que o mar.

No dia seguinte fui para Hvar Town, mas essa aventura conto depois...