domingo, 3 de março de 2013

Bolívia: Copacabana e a Isla del Sol

Uma vez que você cruza a fronteira entre Peru e Bolívia, muita coisa muda. O preço de quase tudo é mais barato, a qualidade de quase tudo é bem inferior. Em termos de segurança você também passa se preocupar mais.

Não se deixe abater pelas dificuldades de um lugar menos desenvolvido e pouco preparado para o turismo. A Bolívia tem seus encantos.

Chegamos em Copacabana em torno das 18 hrs, e nos ofereceram acomodação, no fim virou um rolo pois o quarto que nos foi oferecido estava reservado para outra pessoa, e queriam que fossemos para um outro hotel porém pagar mais. Depois de muita conversa ficamos naquele hotel mesmo. O lugar era bem grande o quarto razoável, o café da manhã era bom, com mais opções, e o banheiro e o quarto era limpo. Precisávamos de 2 noites de descanso em um lugar bom, sem ter de acordar super cedo e sair correndo em algum tour.

Descansamos e no dia seguinte fomos fazer o passeio da Isla del Sol no lago Titicaca. Lembre-se que está 3810 metros acima do nível do mar, e é o lago navegável mais alto do mundo, e fazer caminhadas por aqui é bem cansativo devido a altitude. Muita gente vem aqui e faz o passeio somente para a parte sul da ilha, onde não tem muita coisa. A parte Norte, em  Cha'llapampa, é onde estão todos os sites religiosos. É nessa ilha que a lenda da criação dos Incas surgiu, onde Viracocha o  deus criador, teve seus filhos Manco Kapac e Mama Ocllo. E na parte norte há uma pedra sagrada, onde diz que eles nasceram. A ruínas de Chincaca são bem conservadas e a vista de vários pontos da ilha são lindas. Aqui há ainda a mesa sagrada, a pedra do Puma, e o Museo do Oro, onde há vários objetos incas.

Na parte sul, em Yumani, há uma escadaria que te leva até a parte baixa da ilha, aqui você encontra a Fuente del Inca, algo semelhante a uma fonte da juventude, mas suspeito que se você beber a água daqui  vai possivelmente encurtar sua vida. Se você for se hospedar na ilha, a melhor parte é a parte sul que tem mais opções de acomodação e alimentação.

Se você vier no verão e pensar em nadar no lago, algumas pessoas falam que poluída outras falam que não. Quando você chega na ilha, tem de pagar um ticket de entrada, e diz que esta incluso tudo, porém a cada vilarejo que você chega, querem te cobrar de novo e são insistentes. Meu amigo foi fazer a caminhada do norte ao sul, e lá em cima quiseram cobrar ele de novo. Quando eu peguei o barco para ir a parte sul logo que chegamos vários locais vieram cobrar o valor do ticket. Porém havia um grupo de pessoas que estava hospedado ali, começou uma grande discussão e eu acabei não pagando nada. O problema desse lugares é que os locais acham que o turista são bancos ambulantes, e começa a ficar cansativo. Algumas pessoas gostam da ilha, algumas não.

 
Copacabana é uma pequena cidade, não tem muita coisa por aqui, além de algumas igreja, o que mais chama a atenção é a basílica em estilo Mouro. Achamos um restaurante que gostamos e jantamos lá ambas as noites. Uma sopa de entrada e peixe como prato principal, parecia ser o mais normal pelos restaurantes por lá.

Depois de 2 noites bem descansadas seguimos para La Paz. Mas conto isso em breve.
  


Peru: Puno, o Lago Titicaca e o caminho para Copacabana

Voltamos de Machu Picchu, e seguimos no dia seguinte para Cusco de onde pegaríamos o ônibus noturno para Puno. A viagem leva somente 5-6 horas.

Como chegamos em Cusco cedo, fomos dar uma volta e depois voltamos no hostel que tínhamos nos hospedado e pedimos para ficar no bar/restaurante até a hora de ir para a rodoviária. Nosso ônibus partiria as 11 da noite.

Embora a viagem não fosse muito longa, não descansei nada, pois fazia muito muito frio. Então é importante que se você for viajar no inverno traga um pequena manta de microfibra, que é pequena, leve e fácil para carregar. Eu tinha um saco de dormir comigo mas não achei que fosse precisar, e bons casacos, meia de la, roupa térmica, fleece e um bom casaco, porém não há nenhuma calefação nos ônibus então a temperatura dentro do ônibus fica quase tão baixa quanto no exterior.

Chegamos em Puno em torno das 4 e tanto da manhã, assim que entramos começaram a nos oferecer o tour para a Ilha Uros, no lago Titicaca, o tour sai as 9 hrs, volta as 12:30 hrs, custa em torno de $9, logo depois pegaríamos o ônibus para Copacabana, já na Bolívia.

Da rodoviária uma van nos pegou, e depois foi de hotel em hotel pegando os outros passageiros, já no barco, o comandante no barco também se faz de músico e cantor. E ainda quer uma gorjeta depois. Como eu estava sem dormir, a paciência estava curta e a música parecia que estava durando quase 10 horas.
 
Vi muita gente falando mal do passeio, como aquelas pessoas não vivem na ilha e etc. Vou falar que andei pela ilha que fomos, e vi evidência de que parecia que eles moravam por ali sim. Tem muitas ilhas ali, e paramos em uma outra ilha que tem até um restaurante, a energia utilizada vem dos painéis solar.

Aprendemos como eles fazem a ilha, que elas tem um tempo de uso, e até comemos um pouco da tal vegetação. Achei bem interessante. Eles tentam te vender o passeio no barco tradicional deles e até alguns souvenir, que são os mesmos que você vê pelo resto da Bolívia, porém muito mais caro. A única coisa que comprei foi um chaveiro para ajudar.

Depois do passeio ficamos na rodoviária esperando o ônibus para a Bolívia.

O caminho para Bolívia
Você tem cruzar a fronteira durante o dia, e embora seja um lugar cheio de gente, não há nenhum tumulto diferente. Fique de olho nas suas coisas. Você terá que sair do ônibus e carimbar o passaporte do lado Peruano e Boliviano. O ônibus ainda vai tentar te convencer a trocar dinheiro em uma casa de cambio, que não tem a melhor taxa de todas. Porém pelo menos você já chega em Copacabana com algum dinheiro local. Não troque dinheiro com ninguém pela rua, para evitar ser roubado.







 




 


Peru: Águas Calientes e Machu Picchu

Fique em Ollantaytambo várias horas esperando o trem. A cidade em si é bem pequena, e um entreposto de pessoas que pegam o trem ali ou saem do trem naquele ponto. 

Você pode pegar o trem direto de Cusco, porém as vezes o preço varia bastante, então é importante ficar de olho no website da PeruRail.com. Eu comprei o meu com bastante antecedência e custou US$89. 

Tem muitas vans saindo de Cusco para Ollantaytambo e vice-versa. O trem é bem legal e confortável, servem geralmente um café/água/coca-cola e mais um pequeno snack como amendoim ou frutas secas. A jornada é curta, em torno de 1:30 hrs.

Cheguei em Águas Calientes e tinha reserva no Supertramp Hostel, que custa em torno de U$10 por um quarto dormitório para 12 pessoas. É bem localizado, os quartos são amplos, o café da manhã é saboroso, porém o banheiro é terrível.

Aqui todo mundo acorda bem cedo para ir para Machu Picchu, então é muito importante respeitar os outros viajantes. Mesmo que você não queira acordar cedo, acaba que não tem jeito, todo mundo no seu quarto vai levantar em torno de 4 das manhã. Eu acordei um pouco mais tarde, as 5 da manhã. Para quem não quer caminhar até Machu Picchu (caminhada de poucos quilômetros, que leva em torno de 1 hora subindo escadas) tem a opção de pegar o ônibus. 

Porém a fila para o ônibus começa bem cedo, você tem de comprar o ticket com antecedência e custa em torno de US$9 cada percurso.

Acabei dormindo pouco, mas nem importava, estava tão ansiosa. Quando chegamos na fila do ônibus meu coração estava batendo forte, estava para realizar um grande sonho.

Quando chegamos lá... eu nem conseguia acreditar! O lugar é lindo! Te dá uma paz estar ali. Eu não consigo nem descrever.

Todo mundo fica de um lado esperando o sol nascer entre as montanhas, e os raios de sol parece que tem um efeito mágico no lugar, o tornando ainda mais especial.

Um pouquinho sobre Machu Picchu, muitas vezes dizem que é a cidade perdida dos Incas é hoje considerada Patrimônio da Humanidade da UNESCO. Está localizado a 2,430 metros de altura, e só foi redescoberto em 1911 por um arqueologista americano quando locais o levaram até ele. A história do lugar ainda é desconhecida, e há várias teorias de qual era o uso do site.


Há varias lhamas em Machu Picchu que dá um ar diferente ao local. Engraçado que elas andam no meio das pessoas, uma me deu um baita susto, quando veio na minha direção e quase me espremeu na parede. :)

Para quem tiver disposição você pode chegar a Machu Picchu, pela Trilha Inca (Inca Trail). Tem dois tipo: 4 dias e a de 2 dias, ambas controladas pelo governo pois somente um número limitados de pessoas podem fazer o percurso. Você tem de dormir em barracas e caminhar grande parte do dia. Há outros tipos de trilhas com diferente durações, se informe direitinho o que inclui e não inclui e o que você tem de levar com você.

Algumas coisas para lembrar: veja se é possível comprar o ticket para Machu Picchu com antecedência e não se esqueça de verificar os trens para Águas Calientes saindo de Cusco ou Ollantaytambo - http://www.perurail.comhttp://www.machupicchu.gob.pe e não esqueça de incluir o valor do ônibus para Machu Picchu saindo de Águas Calientes.

Preços de 2012.

sábado, 2 de março de 2013

Peru: chegada em Cusco e passeio pelo Vale Sagrado

Cheguei em Cusco por volta da 1 da tarde. A viagem durou cerca de 21 horas saindo de Lima. Embora eu estivesse um pouco cansada estava cheia de energia e empolgada em viajar já no dia seguinte para Águas Calientes.

Peguei um táxi na saída da estação de ônibus, que não é lá muito grande. Como eu estava sozinha fico sempre com receio de pegar táxi, e como turista é difícil negociar o preço. Não lembro exatamente quanto paguei, e o táxi era um carro bem velho.

Essa é uma curiosidade de Cusco, todo carro, vira táxi. Ou seja se você tiver indo de ponto A até B, e for no caminho de um motorista ele vai te oferecer para levar até lá. Desse modo o trânsito de Cusco embora não muito caótico é uma barulheira sem fim de buzinas. Voltando no meu táxi, assim que combinamos o preço ele disse que sabia onde era. Mas assim que chegamos perto do local, o motorista disse que não sabia qual era a rua, parou desceu do carro e foi perguntar, acabou ligando no endereço também. Assim que chegamos no lugar, ele obviamente queria me cobrar a mais, visto que não achou o endereço facilmente, e eu disse no meu limitado espanhol que não era o combinado, e ele disse entramos no hotel e decidimos, eu disse que não, que se ele não sabia onde era não devia ter dito que sabia e agora querer me cobrar a mais pelo tempo extra para achar o lugar. No fim paguei o combinado, ele me deu o troco e saiu reclamando.

O lugar que fiquei foi o Southern Comfort, em um quarto dormitório para 8 pessoas. No fim só tinha eu e meu amigo no quarto, com banheiro privativo e café da manhã incluso por U$7 a noite. O lugar tem uma boa localização, internet e uma vista bacana de Cusco. Ainda tem um bar e um área boa para socializar com outros viajantes.

Eu estava esperando um amigo meu, mas como ele havia saído, resolvi ir organizar meu ticket para Machu Picchu. Aqui começa uma dificuldade. Há vários tickets para entrar em Machu Picchu, todos com um numero limitado de pessoas por dia. Alguns acabam mais rápido e permitem subir no Huayana Picchu outros na Montanha. Tem também o ticket geral. 

Todo lugar dizia que o ticket simples para a entrada no parque raramente acabava, e eu estava verificando o site do governo todos os dias. Quando cheguei em Lima entrei no site e vi que havia 200 tickets para quinta feira, quando olhei de novo 1 hora depois tinha quase 100. Daí bateu o desespero porque a cada minuto diminuía a quantidade, eu tinha tentado comprar online e não havia conseguido. No fim quando cheguei em Cusco e falei com o recepcionista, ele me orientou onde ir comprar na agência oficial, porém antes de eu sair ele olhou online e disse que não tinha mais ticket geral e somente 6 tickets que inclui a subida da montanha. Pânico! Eu já tinha o ticket do trem organizado,bem como o resto da viagem, precisava estar em Machu Picchu na quinta feira. Ele mesmo reservou online, já que não daria tempo de ir comprar, imprimiu um boleto bancário e eu segui para pagar no banco. Aqui estava uma experiência nova, eu nunca tinha ido ao banco durante uma viagem, e fui lá enfrentar 2 horas de fila no Banco em Cusco.


Ticket resolvido, ufa! No fim do dia encontrei meu amigo e fomos passear por Cusco.

Cusco é um fascinante! A cidade que já foi um dia a Capital do Império Inca é hoje Patrimônio da Humanidade da UNESCO. A cidade tem um arquitetura colonial bem preservada. Por aqui há também muitas belas igrejas e praças. A influencia da cultura Quechua ainda está presente em vários pontos da cidade, e vale a pena simplesmente caminhar pelas ruas da cidade. A influência da colonização espanhola também está por aqui. Há ainda muitos museus e galerias pela cidade. O mercado de San Pedro vale uma visita. É um lugar frequentado por peruanos, aqui você pode ver especiarias locais, vale lembrar que é um mercado local, se tiver procurando um mercado com um misto de diferentes barracas que vendem de utensílios domésticos a souvenir e com alimentação simples como ovo frito com arroz e salada, vá ao mercado principal. Aqui há várias feirinhas que vendem produtos como souvenir, produtos de lã e artefatos locais.


Cusco é bem localizada e com bastante companhias de ônibus intermunicipal, saindo daqui é fácil ir até outras cidades como Puno (6-8 horas) e Arequipa (10 horas) ou até seguir para a Bolívia.

Há também muitas opções de tours, incluindo para a região do Vale Sagrado. Eu fiz um que parou em Pisac, onde há uma várias ruínas e locais religiosos da cultura Quechua, e também Ollantaytambo, uma cidade onde grande maioria dos locais são descendentes dos incas, e foi a última cidade a oferecer resistência a colonização espanhola. Meu tour ia seguir a Chinchero, um vilarejo que conta com uma antiga igreja e um movimentado mercado. Como eu pegaria o trem para Aguas Calientes saindo de Ollantaytambo não segui com o tour. Para todos esses passeios você precisa estar com a saúde em dia, pois na altitude é bem cansativo subir os morros e escadarias.

Vale lembrar que a entrada em todos os museus, igrejas e sites incas são pagos, então para quem for ficar por alguns dias na cidade e quer visitar vários locais vale a pena comprar o boleto turístico que te dá acesso a todos os sites arqueológicos e várias outras atrações e custa em torno de U$40 (ou 130 peruvians).



Esse é o site do governo Peruano para a compra de tickets para Machu Picchu, no momento desse post, pagamentos com Visa está fora do ar (2013):  http://www.machupicchu.gob.pe/

Ticket do train para Machu Picchu: http://www.perurail.com/

Preços de 2012.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Peru: Lima para Cusco - caminho para Machu Picchu

Em julho de 2012 fui fazer meu primeiro mochilão pela América do Sul, que incluía Peru e Bolívia. Voei de Tam de São Paulo até Lima e de lá começaria minha tão sonhada viagem a Machu Picchu.

Logo que cheguei em Lima, peguei um táxi do aeroporto até a região central de onde saem os ônibus intermunicipais para Cusco. 

Eu detesto, detesto, detesto pegar táxi sozinha em lugar que eu não conheço, pois sempre rola aquele medo de não saber as intenções dos taxistas, na América do Sul sobra taxista mal carácter. Então o ideal é pegar um taxista oficial, chamado Taxi Green. Paguei em torno de $20, porém é melhor pagar um pouquinho a mais do que passar nervoso. Se você for se hospedar em Lima, organize seu transporte do aeroporto até a acomodação direto com o hostel/hotel. 

O taxista deu uma volta imensa, e ele disse que estava evitando o trânsito.

Importante lembrar que não há uma grande rodoviária em Lima, e que cada companhia de ônibus tem sua própria central. Por sorte são em grande parte próximas uma das outras. Porém a qualidade pode variar muito de uma para a outra, e em algumas o ônibus só vai sair quando estiver cheio, por isso pesquise antes.

A mais famosa é a Cruz del Sur, é possível reservar o ticket online, e é bem mais cara. Tem outras também com a Tepsa e a Ormeño. Eu li que geralmente sobrava ticket e não reservei. Erro!!!

Porém eu tinha que pegar o ônibus naquele dia, já que a viagem é longa e eu já havia reservado o trem para Águas Calientes (Machu Picchu).

 Chegando na Cruz del Sur o próximo ônibus disponível seria só no dia seguinte, e tinha um monte de mochileiro na rodoviária procurando o mesmo ticket. Sai de lá e peguei um taxi até a estação da Ormeño, só tinha ticket para quarta feira. Corri para a Tepsa, onde consegui o último ticket no ônibus que sairia em 4 horas. O ticket custou em torno de U$54 com a Tepsa, com a Cruz del Sur custava em torno de U$71.

O ônibus era ótimo. A poltrona virava uma cama, e era bem confortável. Filminho em espanhol, café da manhã e jantar também servidos. Também tem um cobertor e travesseiro incluído. Eles tinha até uma pequena variedade de livros para entreter os viajantes. Eu estava sentada ao lado de um garotinho, em torno de 8 anos, que pegou alguns livrinhos para ler. 

A viagem em si é tranquila, porém muita gente sofre com a altitude. O garotinho do meu lado passou mal a noite inteira. A pior parte é quanto depois de tomar o café da manhã o ônibus enfrenta uma serra. 

A paisagem é linda, mas eu achei melhor tentar segurar o café da manhã e olhar a paisagem em uma outra oportunidade.

Quem não quiser encarar a viagem de quase 20 horas de ônibus, tem a opção de pegar um voo de Lima a Cusco. Só tem uma diferença, o ônibus é melhor para se acostumar com a altitude, o que pode ser uma dificuldade para muita gente, visto que a cidade está a  3,395 m acima do nível do mar.

Eu não passei mal com a altitude, só achei um pouco cansativo andar bastante, pois dá uma sensação de falta de ar. 

Para quem tiver tempo: Lima vale um passeio de um dia ou dois. A vista de Miraflores parece ser deslumbrante. Há vários museus pela cidade, e a catedral de Lima é a linda, construída similar a Catedral de Sevilha, e é hoje patrimônio da humanidade. Se tiver tempo, vale a visita.

Egito: a jornada para Dahab

Estou ensaiando há meses para terminar esse post, mas até agora não tive coragem. Escrever o blog me faz reviver as experiências de viagem e algumas são muito legais, outras engraçadas, outras cansativas, e finalmente as experiências tensas, que é o caso deste post. Nem tudo foi fácil nessa viagem pelo Egito, e a viagem do Cairo a Dahab se provaria extremamente tensa e cansativa.

Depois dos dois dias no Cairo que não foram nada fáceis, estávamos ansiosas pela viagem para Dahab.

Dahab é uma pequena e charmosa cidade na Península do Sinai, banhada pelo mar vermelho, com acesso aos lindos corais da região para quem gosta de mergulho/snorkel, ou para quem gosta de ver os peixinhos chegarem bem pertinho.

No hotel/hostel que estávamos no Cairo, que também se chamava Dahab, nos ofereceram uns translado de van privativa do Cairo até Dahab, a viagem deveria levar em torno de 6 horas, o ônibus público intermunicipal leva 9 horas, e custava o mesmo preço. Como queríamos evitar o transporte público achamos que uma van com outros turistas seria a melhor opção. A van sairia as 10 da noite e chegaria em Dahab as 4 da manhã, mandei e-mail e deixei avisado na recepção do hotel em Dahab que chegaríamos no meio da noite e se alguém não podia nos esperar. Tudo organizado, vamos fazer a mala e esperar a condução.

Já erá quase dez da noite quando o motorista, um cara imenso de quase 2 metros chegou a recepção. Conhecido do rapaz que trabalhava ficaram papeando, ele foi logo dizendo que teve um longo dia e se estaria tudo bem que ele fosse fumar um shisha (um cachimbo de água) muito tradicional no Egito. Dissemos que não. Eu já fui logo perguntando "e os outros turistas?" e ele respondeu "não tem mais ninguém, são só vocês duas". Como é? Vou passar 6 horas em uma van pelo deserto com este cara só eu e a minha amiga. Uma sensação de pânico me foi dominando. Lembre-se que eu estava doente e não havia dormido na noite anterior, meu braço estava inchando devido a picada de alguma peste local, e eu estava desesperada por um descanso. Meu Deus e agora? vamos desistir da travessia? Olhei para a minha amiga e já fomos logo inventando uma história de que tínhamos marido, e etc etc... Combinamos que quando uma dormisse a outra ficaria acordada, tudo para evitar qualquer tipo de problema.

Logo nos primeiro 5 minutos da viagem, ele foi logo dizendo que estava trabalhando desde as 6 da manha e estava exausto e que precisávamos conversar a viagem inteira, a janela também estava bem aberta para deixar o carro bem gelado eu não podia nem reclamar já que se o frio o faria ficar acordado, que assim fosse.

Com 30 minutos de viagem, paramos em um comércio na estrada, ao lado do ônibus publico, e o motorista disse que precisava descansar por 15 minutos. Ele veio logo para o banco de trás da van e se esticou, os 15 minutos viraram 30 minutos e eu tive que dizer "acorda aí cara, precisamos ir!"

Eu não vou me prolongar muito, pois a viagem que deveria durar 6 horas levou 12 horas!!!!!! No fim o motorista estava tão cansado que teve que parar várias vezes, em uma das vezes ele parou na frente de um condomínio no meio do nada, quando foi sair percebeu que o pneu da van furou, e para trocar? Ele teve que procurar o porteiro do lugar para ajudá-lo. Como eu estava passando mal, eu tive que apressá-lo diversas vezes e assim foi.

A cada 1 hora, havia um posto da polícia, onde eles checavam passaporte. No último posto, já quase em Dahab o motorista avisou ao polícia "são duas estrangeiras, uma está doente, preciso chegar logo para ela ir ao hospital."

Quando chegamos no hotel, os recepcionistas disseram "estamos te esperando desde às 4 da manhã". No fim o cara era uma pessoa honesta, casado, tinha 2 filhos pequenos, e estava trabalhando tudo que podia para dar uma qualidade de vida boa para as crianças. É verdade que não podemos julgar ninguém, mas já tínhamos tido problemas no Egito, que estávamos sempre esperando o pior. E o principal, não é bom correr riscos desnecessários.

Ficamos tão cansadas da viagem que iriamos ficar só 3 dias em Dahab, ficamos 5! O hotel chamava Dahab Dorms, tinha um dormitório para mulheres, ótimo, limpo, com ar-condicionado, piscina, café da manhã incluso, de frente para o mar, por somente $6. Há também quartos privativos por algo com $9 (por pessoal para um quarto de casal).

É um lugar engraçado, tem muito Russo na cidade, então você acaba vendo várias placas e sinalização em russo! Há muitos restaurantes e grandes resorts por ali, com boas opções.

Para quem quer aprender a mergulhar, aqui há também muitos cursos de mergulho, oficiais da PADI (que tem sede no Egito), por preços em conta, e instrutores que falam vários idiomas.

O recife é literalmente 1 minuto da areia praia, o que eu achei bem legal. O mar é mais frio.

Ainda na região é  possível visitar o Monte Sinai e ver o nascer do sol que todo mundo diz ser incrível e visitar o mosteiro de Santa Catarina

Vizinho dali estão outras grandes cidades como Hurgadha e Sharm El-Sheik, de onde há voos internacionais e grandes resorts.

O descanso foi merecido, o lugar é de muita paz, mas da próxima vez vou de avião! 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Indonésia: Kuta - Bali

Depois de 4 dias em Gili Trawangan pegamos o barco de volta para Bali. A jornada de ida levou 1.5 horas já que o barco vai direto de Padangbai para Gili, porém a de volta levou mais de 3 horas, já que o barco para em Gili Meno, Gili Air e finalmente Lombok, para depois seguir para Padangbai. Para ajudar o mar estava agitado, uma criança passou mal e o motor do barco chegou a parar!!!

Mas tudo bem, passado todos os medos, chegamos a Padangbai e em 15 minutos estávamos na van para Kuta. Depois de 4 dias em uma ilha sem carros a viagem foi meio chocante, já que o trânsito de Kuta é meio maluco, e os motociclistas cortam carros em todas as direções. it's not for the faint-hearted!

Em Kuta todo mundo tenta te vender de tudo o tempo todo, mas ninguém te segue na rua. E se você se interessar por alguma coisa, tem de negociar, se o preço começar em 190.000 rúpias negocie até 40.000. Sempre vá para 1/3 ou 1/4 do preço inicial. Se você concordar em um preço, não pode desistir pois é falta de educação. Se não estiver interessado em comprar algo, não negocie. Aqui você pode comprar todos os tipos de artigos que são cópias semelhantes a produtos originais, e esse é o grande mercado aqui. 

O outro grande atrativo da cidade é a tão famosa Praia de Kuta, com vários surfistas e um por do sol lindo. Aqui assim como no Brasil é possível alugar guarda sol e cadeiras, e comprar bebidas geladas.


Kuta, Legian e Semyak são regiões bem desenvolvidas para os padrões ocidentais, com grandes resorts e bons restaurantes, porém com uma vasta gama de opções para todos os bolsos e gostos.

Aqui tem muita balada, e a região é constantemente invadida por Australianos em período de férias.

Saindo de Kuta e Legian há day trips para toda a ilha, incluindo Ubud e os tempos do Norte e Leste, outros passeios famosos é o templo de Uluwatu localizado ao sul da Ilha, localizado na beirada de um penhasco com uma vista linda para o mar. E o templo Pura Tanah Lot localizada em pedras no mar.

Ficamos somente 2 dias e 1 noite em Kuta, gostamos bastante. Não posso recomendar o hotel que eu fiquei pois achei terrível, chamado Buddha Guest Villa. Também não recomendo um restaurante chamado Crusoe.


 Um restaurante muito bom no limite de Legian com Semyak, com vista para o mar chama-se Tekor Bali, com um menu variado, funcionários atenciosos e comida saborosa.


No mais, Bali e Lombok são lugares fantásticos e valem o passeio.