sexta-feira, 8 de março de 2013

Guias de Viagens: Comprar ou não comprar?

Imagino que muita gente já foi até uma livraria atrás de guia de viagens, e as vezes as opções são tantas que fica difícil decidir o que comprar

Você acaba ficando na dúvida se tem um melhor um pior...

Eu acredito que não há uma linha de livros melhor ou pior. O que é importante é descobrir se o guia é novo ou mais antigo, pois as informações podem estar desatualizadas

Eu já comprei guias da Lonely Planet, Rough Guide, Michelin, Footprint, DK e Berlitz.

Desse modo depois de testar versões diferentes digo que me adapto melhor ao Rough Guide. Gosto do DK pelas fotos, porém falta informação de acomodação, pois as informações sobre museus, história e mapas de rua por rua são excelentes.

Entendo que os guias são feitos para te dar uma idéia geral de que fazer, como e onde. Preços vão sempre precisar ser atualizados e fica difícil imaginar que qualquer um desses esteja sempre com os dados corretos. O mesmo vale para os Mapas.

Uma outra questão é guia de um país ou de vários países juntos, bom você pode imaginar que se o guia tiver vários países todas as informações serão mais resumidas, e provavelmente não vai incluir todas as cidades que um país teria para visitar. Comprei o Southeast Asia Rough Guide e o South American Handbook 2011 e achei ambos muitos bons, inclusive com informações de como atravessar a fronteira e boas recomendações de acomodação.

De modo geral eu prefiro os livros nas mãos do que um guia virtual, pois alguns eletrônicos chamam atenção de pessoas que podem querer toma-los de você. Segundo porque as vezes acho bem mais prático; posso folhear no ônibus, trem e avião, só atrás de alguma sugestão ou ideia do que fazer.

É claro o guia eletrônico tem seus prós. Com o passar do tempo e da viagem suas páginas não vão cair, e o melhor ele não vai pesar ou ocupar espaço na sua mochila.

Hoje em dia com tanta informação na internet talvez nem seja necessário mais comprar guias. Porém enquanto você está na estrada, talvez nem sempre tenha acesso ao mundo virtual, por isso aprecio ter o guia com informações em mãos.

Fica a dica, se puder e for conveniente compre o guia que você acha que se adapta melhor. 

Os guias que já usei:
Turquia: DK Eyewitness - recomendo
Russia: Lonely Planet - não recomendo
Southeast Asia: Rough Guide - super recomendo
South American Handbook 2011 - Footprint - super recomendo
USA: Rough Guide - ainda não tive a chance de usar
Australia: DK Eyewitness - ainda não tive a chance de usar
Italia: Michelin - achei muito bom para informação
Blue List Australia: Lonely Planet - achei que tem boas idéias do que fazer

E você já usou algum? Recomenda? Deixa um comentário aqui! 
  
      
      

quinta-feira, 7 de março de 2013

De Dahab no Egito até Wadi Musa (Petra) na Jordânia passando por Israel



Quando fomos ao Egito em 2011, queríamos também ir a Jordânia. E saindo do Egito havia duas opções. Pegar o barco saindo de Nuweiba direto para Aqaba ou fazer tudo por terra, cruzando Israel.

A principio queríamos viajar por Israel por 3 ou 4 dias, mas devido as distâncias, preços e disposição de tempos acabamos mudando de idéia.

Naquela época o barco saindo do Egito era famoso pelas saídas e chegadas atrasadas. Em muitos lugares dizia que a travessia em si levaria só 1 hora no barco rápido, mas a saída do porto e a espera podia chegar a 6 horas. A travessia custa entre $70 - $80 por percurso no barco rápido (que deveria sair as 15hrs), e em torno de $60 (+$10 de imposto de saída do Egito) para o barco lento que saí no final da tarde, e leva em torno de 8 horas – diz a lenda que é uma jornada terrível.

Decidimos então fazer tudo por terra. Como estávamos em Dahab, o caminho foi assim:

1 – táxi do hotel a estação de ônibus de Dahab (terrível suja e quase deserta, então tenha cuidado), custa em torno de 10LE. Como de costume perguntamos no hotel quanto custaria o táxi até a estação e eles disseram "não pague mais que 10LE", o taxista esperto quis cobrar 15LE quando chegamos na estação, e eu disse que não, ele insistiu eu disse ligue no hotel ou nos leve de volta. Embora isso seja só $1.5, no Egito tentam te cobrar a mais por tudo, e a essa altura, eu não aceitava nenhum centavo extra.

2 – ônibus até Taba – aqui fique esperto, porque o motorista do ônibus queria cobrar todo mundo um dinheiro extra (5LE/ $0.75) para levar da estação de Taba até a fronteira, porém a fronteira é muito perto da estação de ônibus, algo como 10 minutos (600mts), então não pague nada. Se precisar usar o banheiro deixe para usar na fronteira, pois são limpos e cuidados.

3 – Egito cobra uma taxa de 2LE, pelo carimbo na saída do país, porém tem gente que já pagou para sair, então cheque antes de viajar..

4 – Para entrar em Israel eles vão checar todas as bagagens. E são meio chatos com relação a eletrônicos e baterias, separe tudo. Se tiver muita gente com mala grande na sua frente, ache um jeito de ter paciência. No meu caso tinha um grupo de pessoas de mais idade, com malas muito grande, não falavam inglês e os oficiais da fronteira não estão nem aí, então algo que poderia ter demorado 10 minutos, levou 1 hora. Outra coisa, muita gente pede para o visto de Israel não ser carimbo no passaporte, visto que alguns países não aceitam turistas que estiveram em Israel. Minha amiga pediu isso, e quando a oficial que estava me atendendo pergunto “você está com ela?”eu disse que sim, ela perguntou “você também quer o seu visto em um papel separado?” eu disse que não. Quando entramos na Jordânia, eu não entendi bem o que aconteceu, mas minha amiga recebeu o visto de lá também em um papel separado...

5 – Uma vez saindo dali pegue um táxi para cruzar Eillat, seguindo para a fronteira. Aqui você vai notar algo bem curioso, uma vez que você sai do Egito, Israel parece um universo alternativo, pessoas de bikini na praia, carros importados, tudo muito civilizado e limpo. O táxi custa em torno de 50 skehels. Você só poderá pagar o táxi com dinheiro local, então tivemos que pedir ao taxista para parar em um banco ou caixa automático.

6 – Para sair de Israel custará $27 em imposto, no mais é bem tranquilo, e entrar na Jordânia também.

7 – Uma vez na Jordânia você precisará pegar um táxi até Aqaba.

8 – Em Aqaba você vai precisar achar o transporte para Wadi Musa (Petra), geralmente um micro-ônibus. Aqui demos sorte porque logo que chegamos na estação e começamos a procurar um micro-ônibus, um senhor se aproximou de mim e começou a perguntar se queríamos ir a Petra. Eu já estava para dizer que não achando que ele ia oferecer táxi ou qualquer outra coisa quando ele apontou o micro-ônibus e disse que sairia em breve. O micro-ônibus só sai quando estiver cheio, então não há um horário marcado. O nosso encheu bem rápido, em 15 minutos estávamos saindo.  O micro-ônibus de Aqaba até Wadi Musa custa 5JD ($7),  você pode pegar o ônibus de turismo com ar condicionado por 8.50 JD ($12) – checar horários. A viagem leva em torno de 1.5 a 2 hrs. As estradas são boas, só que é meio que na serra, e como o motorista corria muito, dava a impressão que eu estava em uma montanha russa. No micro-ônibus foi parado pela policia, eles verificam todas as malas e sacolas, mas como viram que tinha turista no ônibus nos deixaram passar sem muitos problemas, e ninguém mexeu nas nossas coisas.

9 – Chegamos a Petra já de noite, não sei dizer o horário, mas nos levou quase o dia inteiro para cruzar tudo por terra.  Na estação de ônibus, que é somente um terreno, o dono do nosso hostel foi nos buscar. Como eu não tinha organizado isso, eu achei que eles estava somente tentando vender quartos e ganhar comissão, (risos, e já fazia dias que todo mundo tentava me vender de tudo no Egito) é o único hostel em petra, eu já fui dizendo que não, que iriamos andar até o hostel que eu sabia que era perto, ele disse “eu levo vocês, é meu hostel”.

Se você for fazer o caminho inverso Jordânia – Israel – Egito, tem de pegar um visto na embaixada do Egito em Israel, caso contrario o visto em Taba só é válido na península do Sinai e custa em torno de $14. Se você chegar ao Egito pelo Aeroporto de Luxor ou Cairo o visto de entrada é $25.

No mais o oriente médio é uma região sensível devido aos problemas políticos, desse modo os preços e passagens pela fronteira podem mudar a qualquer momento, desse modo cheque tudo antes de embarcar nessa aventura. E os preços também podem mudar com frequência.

Custos
Taxi de Dahab até a estação de ônibus: em torno de 10 LE ($1.5)
Ônibus de Dahab até Taba: em torno de 35 LE ($5)
Taxi em Israel da fronteira com o Egito até a fronteira com a Jordânia: em torno $12.50 ou 50 shekels
Imposto de Saída de Israel: 103 shekels ou $27
Visto de Entrada na Jordânia: $30
Ônibus da fronteira com Israel até Aqaba: em torno de $14

domingo, 3 de março de 2013

Bolívia: Copacabana e a Isla del Sol

Uma vez que você cruza a fronteira entre Peru e Bolívia, muita coisa muda. O preço de quase tudo é mais barato, a qualidade de quase tudo é bem inferior. Em termos de segurança você também passa se preocupar mais.

Não se deixe abater pelas dificuldades de um lugar menos desenvolvido e pouco preparado para o turismo. A Bolívia tem seus encantos.

Chegamos em Copacabana em torno das 18 hrs, e nos ofereceram acomodação, no fim virou um rolo pois o quarto que nos foi oferecido estava reservado para outra pessoa, e queriam que fossemos para um outro hotel porém pagar mais. Depois de muita conversa ficamos naquele hotel mesmo. O lugar era bem grande o quarto razoável, o café da manhã era bom, com mais opções, e o banheiro e o quarto era limpo. Precisávamos de 2 noites de descanso em um lugar bom, sem ter de acordar super cedo e sair correndo em algum tour.

Descansamos e no dia seguinte fomos fazer o passeio da Isla del Sol no lago Titicaca. Lembre-se que está 3810 metros acima do nível do mar, e é o lago navegável mais alto do mundo, e fazer caminhadas por aqui é bem cansativo devido a altitude. Muita gente vem aqui e faz o passeio somente para a parte sul da ilha, onde não tem muita coisa. A parte Norte, em  Cha'llapampa, é onde estão todos os sites religiosos. É nessa ilha que a lenda da criação dos Incas surgiu, onde Viracocha o  deus criador, teve seus filhos Manco Kapac e Mama Ocllo. E na parte norte há uma pedra sagrada, onde diz que eles nasceram. A ruínas de Chincaca são bem conservadas e a vista de vários pontos da ilha são lindas. Aqui há ainda a mesa sagrada, a pedra do Puma, e o Museo do Oro, onde há vários objetos incas.

Na parte sul, em Yumani, há uma escadaria que te leva até a parte baixa da ilha, aqui você encontra a Fuente del Inca, algo semelhante a uma fonte da juventude, mas suspeito que se você beber a água daqui  vai possivelmente encurtar sua vida. Se você for se hospedar na ilha, a melhor parte é a parte sul que tem mais opções de acomodação e alimentação.

Se você vier no verão e pensar em nadar no lago, algumas pessoas falam que poluída outras falam que não. Quando você chega na ilha, tem de pagar um ticket de entrada, e diz que esta incluso tudo, porém a cada vilarejo que você chega, querem te cobrar de novo e são insistentes. Meu amigo foi fazer a caminhada do norte ao sul, e lá em cima quiseram cobrar ele de novo. Quando eu peguei o barco para ir a parte sul logo que chegamos vários locais vieram cobrar o valor do ticket. Porém havia um grupo de pessoas que estava hospedado ali, começou uma grande discussão e eu acabei não pagando nada. O problema desse lugares é que os locais acham que o turista são bancos ambulantes, e começa a ficar cansativo. Algumas pessoas gostam da ilha, algumas não.

 
Copacabana é uma pequena cidade, não tem muita coisa por aqui, além de algumas igreja, o que mais chama a atenção é a basílica em estilo Mouro. Achamos um restaurante que gostamos e jantamos lá ambas as noites. Uma sopa de entrada e peixe como prato principal, parecia ser o mais normal pelos restaurantes por lá.

Depois de 2 noites bem descansadas seguimos para La Paz. Mas conto isso em breve.
  


Peru: Puno, o Lago Titicaca e o caminho para Copacabana

Voltamos de Machu Picchu, e seguimos no dia seguinte para Cusco de onde pegaríamos o ônibus noturno para Puno. A viagem leva somente 5-6 horas.

Como chegamos em Cusco cedo, fomos dar uma volta e depois voltamos no hostel que tínhamos nos hospedado e pedimos para ficar no bar/restaurante até a hora de ir para a rodoviária. Nosso ônibus partiria as 11 da noite.

Embora a viagem não fosse muito longa, não descansei nada, pois fazia muito muito frio. Então é importante que se você for viajar no inverno traga um pequena manta de microfibra, que é pequena, leve e fácil para carregar. Eu tinha um saco de dormir comigo mas não achei que fosse precisar, e bons casacos, meia de la, roupa térmica, fleece e um bom casaco, porém não há nenhuma calefação nos ônibus então a temperatura dentro do ônibus fica quase tão baixa quanto no exterior.

Chegamos em Puno em torno das 4 e tanto da manhã, assim que entramos começaram a nos oferecer o tour para a Ilha Uros, no lago Titicaca, o tour sai as 9 hrs, volta as 12:30 hrs, custa em torno de $9, logo depois pegaríamos o ônibus para Copacabana, já na Bolívia.

Da rodoviária uma van nos pegou, e depois foi de hotel em hotel pegando os outros passageiros, já no barco, o comandante no barco também se faz de músico e cantor. E ainda quer uma gorjeta depois. Como eu estava sem dormir, a paciência estava curta e a música parecia que estava durando quase 10 horas.
 
Vi muita gente falando mal do passeio, como aquelas pessoas não vivem na ilha e etc. Vou falar que andei pela ilha que fomos, e vi evidência de que parecia que eles moravam por ali sim. Tem muitas ilhas ali, e paramos em uma outra ilha que tem até um restaurante, a energia utilizada vem dos painéis solar.

Aprendemos como eles fazem a ilha, que elas tem um tempo de uso, e até comemos um pouco da tal vegetação. Achei bem interessante. Eles tentam te vender o passeio no barco tradicional deles e até alguns souvenir, que são os mesmos que você vê pelo resto da Bolívia, porém muito mais caro. A única coisa que comprei foi um chaveiro para ajudar.

Depois do passeio ficamos na rodoviária esperando o ônibus para a Bolívia.

O caminho para Bolívia
Você tem cruzar a fronteira durante o dia, e embora seja um lugar cheio de gente, não há nenhum tumulto diferente. Fique de olho nas suas coisas. Você terá que sair do ônibus e carimbar o passaporte do lado Peruano e Boliviano. O ônibus ainda vai tentar te convencer a trocar dinheiro em uma casa de cambio, que não tem a melhor taxa de todas. Porém pelo menos você já chega em Copacabana com algum dinheiro local. Não troque dinheiro com ninguém pela rua, para evitar ser roubado.







 




 


Peru: Águas Calientes e Machu Picchu

Fique em Ollantaytambo várias horas esperando o trem. A cidade em si é bem pequena, e um entreposto de pessoas que pegam o trem ali ou saem do trem naquele ponto. 

Você pode pegar o trem direto de Cusco, porém as vezes o preço varia bastante, então é importante ficar de olho no website da PeruRail.com. Eu comprei o meu com bastante antecedência e custou US$89. 

Tem muitas vans saindo de Cusco para Ollantaytambo e vice-versa. O trem é bem legal e confortável, servem geralmente um café/água/coca-cola e mais um pequeno snack como amendoim ou frutas secas. A jornada é curta, em torno de 1:30 hrs.

Cheguei em Águas Calientes e tinha reserva no Supertramp Hostel, que custa em torno de U$10 por um quarto dormitório para 12 pessoas. É bem localizado, os quartos são amplos, o café da manhã é saboroso, porém o banheiro é terrível.

Aqui todo mundo acorda bem cedo para ir para Machu Picchu, então é muito importante respeitar os outros viajantes. Mesmo que você não queira acordar cedo, acaba que não tem jeito, todo mundo no seu quarto vai levantar em torno de 4 das manhã. Eu acordei um pouco mais tarde, as 5 da manhã. Para quem não quer caminhar até Machu Picchu (caminhada de poucos quilômetros, que leva em torno de 1 hora subindo escadas) tem a opção de pegar o ônibus. 

Porém a fila para o ônibus começa bem cedo, você tem de comprar o ticket com antecedência e custa em torno de US$9 cada percurso.

Acabei dormindo pouco, mas nem importava, estava tão ansiosa. Quando chegamos na fila do ônibus meu coração estava batendo forte, estava para realizar um grande sonho.

Quando chegamos lá... eu nem conseguia acreditar! O lugar é lindo! Te dá uma paz estar ali. Eu não consigo nem descrever.

Todo mundo fica de um lado esperando o sol nascer entre as montanhas, e os raios de sol parece que tem um efeito mágico no lugar, o tornando ainda mais especial.

Um pouquinho sobre Machu Picchu, muitas vezes dizem que é a cidade perdida dos Incas é hoje considerada Patrimônio da Humanidade da UNESCO. Está localizado a 2,430 metros de altura, e só foi redescoberto em 1911 por um arqueologista americano quando locais o levaram até ele. A história do lugar ainda é desconhecida, e há várias teorias de qual era o uso do site.


Há varias lhamas em Machu Picchu que dá um ar diferente ao local. Engraçado que elas andam no meio das pessoas, uma me deu um baita susto, quando veio na minha direção e quase me espremeu na parede. :)

Para quem tiver disposição você pode chegar a Machu Picchu, pela Trilha Inca (Inca Trail). Tem dois tipo: 4 dias e a de 2 dias, ambas controladas pelo governo pois somente um número limitados de pessoas podem fazer o percurso. Você tem de dormir em barracas e caminhar grande parte do dia. Há outros tipos de trilhas com diferente durações, se informe direitinho o que inclui e não inclui e o que você tem de levar com você.

Algumas coisas para lembrar: veja se é possível comprar o ticket para Machu Picchu com antecedência e não se esqueça de verificar os trens para Águas Calientes saindo de Cusco ou Ollantaytambo - http://www.perurail.comhttp://www.machupicchu.gob.pe e não esqueça de incluir o valor do ônibus para Machu Picchu saindo de Águas Calientes.

Preços de 2012.