sábado, 2 de março de 2013

Peru: chegada em Cusco e passeio pelo Vale Sagrado

Cheguei em Cusco por volta da 1 da tarde. A viagem durou cerca de 21 horas saindo de Lima. Embora eu estivesse um pouco cansada estava cheia de energia e empolgada em viajar já no dia seguinte para Águas Calientes.

Peguei um táxi na saída da estação de ônibus, que não é lá muito grande. Como eu estava sozinha fico sempre com receio de pegar táxi, e como turista é difícil negociar o preço. Não lembro exatamente quanto paguei, e o táxi era um carro bem velho.

Essa é uma curiosidade de Cusco, todo carro, vira táxi. Ou seja se você tiver indo de ponto A até B, e for no caminho de um motorista ele vai te oferecer para levar até lá. Desse modo o trânsito de Cusco embora não muito caótico é uma barulheira sem fim de buzinas. Voltando no meu táxi, assim que combinamos o preço ele disse que sabia onde era. Mas assim que chegamos perto do local, o motorista disse que não sabia qual era a rua, parou desceu do carro e foi perguntar, acabou ligando no endereço também. Assim que chegamos no lugar, ele obviamente queria me cobrar a mais, visto que não achou o endereço facilmente, e eu disse no meu limitado espanhol que não era o combinado, e ele disse entramos no hotel e decidimos, eu disse que não, que se ele não sabia onde era não devia ter dito que sabia e agora querer me cobrar a mais pelo tempo extra para achar o lugar. No fim paguei o combinado, ele me deu o troco e saiu reclamando.

O lugar que fiquei foi o Southern Comfort, em um quarto dormitório para 8 pessoas. No fim só tinha eu e meu amigo no quarto, com banheiro privativo e café da manhã incluso por U$7 a noite. O lugar tem uma boa localização, internet e uma vista bacana de Cusco. Ainda tem um bar e um área boa para socializar com outros viajantes.

Eu estava esperando um amigo meu, mas como ele havia saído, resolvi ir organizar meu ticket para Machu Picchu. Aqui começa uma dificuldade. Há vários tickets para entrar em Machu Picchu, todos com um numero limitado de pessoas por dia. Alguns acabam mais rápido e permitem subir no Huayana Picchu outros na Montanha. Tem também o ticket geral. 

Todo lugar dizia que o ticket simples para a entrada no parque raramente acabava, e eu estava verificando o site do governo todos os dias. Quando cheguei em Lima entrei no site e vi que havia 200 tickets para quinta feira, quando olhei de novo 1 hora depois tinha quase 100. Daí bateu o desespero porque a cada minuto diminuía a quantidade, eu tinha tentado comprar online e não havia conseguido. No fim quando cheguei em Cusco e falei com o recepcionista, ele me orientou onde ir comprar na agência oficial, porém antes de eu sair ele olhou online e disse que não tinha mais ticket geral e somente 6 tickets que inclui a subida da montanha. Pânico! Eu já tinha o ticket do trem organizado,bem como o resto da viagem, precisava estar em Machu Picchu na quinta feira. Ele mesmo reservou online, já que não daria tempo de ir comprar, imprimiu um boleto bancário e eu segui para pagar no banco. Aqui estava uma experiência nova, eu nunca tinha ido ao banco durante uma viagem, e fui lá enfrentar 2 horas de fila no Banco em Cusco.


Ticket resolvido, ufa! No fim do dia encontrei meu amigo e fomos passear por Cusco.

Cusco é um fascinante! A cidade que já foi um dia a Capital do Império Inca é hoje Patrimônio da Humanidade da UNESCO. A cidade tem um arquitetura colonial bem preservada. Por aqui há também muitas belas igrejas e praças. A influencia da cultura Quechua ainda está presente em vários pontos da cidade, e vale a pena simplesmente caminhar pelas ruas da cidade. A influência da colonização espanhola também está por aqui. Há ainda muitos museus e galerias pela cidade. O mercado de San Pedro vale uma visita. É um lugar frequentado por peruanos, aqui você pode ver especiarias locais, vale lembrar que é um mercado local, se tiver procurando um mercado com um misto de diferentes barracas que vendem de utensílios domésticos a souvenir e com alimentação simples como ovo frito com arroz e salada, vá ao mercado principal. Aqui há várias feirinhas que vendem produtos como souvenir, produtos de lã e artefatos locais.


Cusco é bem localizada e com bastante companhias de ônibus intermunicipal, saindo daqui é fácil ir até outras cidades como Puno (6-8 horas) e Arequipa (10 horas) ou até seguir para a Bolívia.

Há também muitas opções de tours, incluindo para a região do Vale Sagrado. Eu fiz um que parou em Pisac, onde há uma várias ruínas e locais religiosos da cultura Quechua, e também Ollantaytambo, uma cidade onde grande maioria dos locais são descendentes dos incas, e foi a última cidade a oferecer resistência a colonização espanhola. Meu tour ia seguir a Chinchero, um vilarejo que conta com uma antiga igreja e um movimentado mercado. Como eu pegaria o trem para Aguas Calientes saindo de Ollantaytambo não segui com o tour. Para todos esses passeios você precisa estar com a saúde em dia, pois na altitude é bem cansativo subir os morros e escadarias.

Vale lembrar que a entrada em todos os museus, igrejas e sites incas são pagos, então para quem for ficar por alguns dias na cidade e quer visitar vários locais vale a pena comprar o boleto turístico que te dá acesso a todos os sites arqueológicos e várias outras atrações e custa em torno de U$40 (ou 130 peruvians).



Esse é o site do governo Peruano para a compra de tickets para Machu Picchu, no momento desse post, pagamentos com Visa está fora do ar (2013):  http://www.machupicchu.gob.pe/

Ticket do train para Machu Picchu: http://www.perurail.com/

Preços de 2012.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Peru: Lima para Cusco - caminho para Machu Picchu

Em julho de 2012 fui fazer meu primeiro mochilão pela América do Sul, que incluía Peru e Bolívia. Voei de Tam de São Paulo até Lima e de lá começaria minha tão sonhada viagem a Machu Picchu.

Logo que cheguei em Lima, peguei um táxi do aeroporto até a região central de onde saem os ônibus intermunicipais para Cusco. 

Eu detesto, detesto, detesto pegar táxi sozinha em lugar que eu não conheço, pois sempre rola aquele medo de não saber as intenções dos taxistas, na América do Sul sobra taxista mal carácter. Então o ideal é pegar um taxista oficial, chamado Taxi Green. Paguei em torno de $20, porém é melhor pagar um pouquinho a mais do que passar nervoso. Se você for se hospedar em Lima, organize seu transporte do aeroporto até a acomodação direto com o hostel/hotel. 

O taxista deu uma volta imensa, e ele disse que estava evitando o trânsito.

Importante lembrar que não há uma grande rodoviária em Lima, e que cada companhia de ônibus tem sua própria central. Por sorte são em grande parte próximas uma das outras. Porém a qualidade pode variar muito de uma para a outra, e em algumas o ônibus só vai sair quando estiver cheio, por isso pesquise antes.

A mais famosa é a Cruz del Sur, é possível reservar o ticket online, e é bem mais cara. Tem outras também com a Tepsa e a Ormeño. Eu li que geralmente sobrava ticket e não reservei. Erro!!!

Porém eu tinha que pegar o ônibus naquele dia, já que a viagem é longa e eu já havia reservado o trem para Águas Calientes (Machu Picchu).

 Chegando na Cruz del Sur o próximo ônibus disponível seria só no dia seguinte, e tinha um monte de mochileiro na rodoviária procurando o mesmo ticket. Sai de lá e peguei um taxi até a estação da Ormeño, só tinha ticket para quarta feira. Corri para a Tepsa, onde consegui o último ticket no ônibus que sairia em 4 horas. O ticket custou em torno de U$54 com a Tepsa, com a Cruz del Sur custava em torno de U$71.

O ônibus era ótimo. A poltrona virava uma cama, e era bem confortável. Filminho em espanhol, café da manhã e jantar também servidos. Também tem um cobertor e travesseiro incluído. Eles tinha até uma pequena variedade de livros para entreter os viajantes. Eu estava sentada ao lado de um garotinho, em torno de 8 anos, que pegou alguns livrinhos para ler. 

A viagem em si é tranquila, porém muita gente sofre com a altitude. O garotinho do meu lado passou mal a noite inteira. A pior parte é quanto depois de tomar o café da manhã o ônibus enfrenta uma serra. 

A paisagem é linda, mas eu achei melhor tentar segurar o café da manhã e olhar a paisagem em uma outra oportunidade.

Quem não quiser encarar a viagem de quase 20 horas de ônibus, tem a opção de pegar um voo de Lima a Cusco. Só tem uma diferença, o ônibus é melhor para se acostumar com a altitude, o que pode ser uma dificuldade para muita gente, visto que a cidade está a  3,395 m acima do nível do mar.

Eu não passei mal com a altitude, só achei um pouco cansativo andar bastante, pois dá uma sensação de falta de ar. 

Para quem tiver tempo: Lima vale um passeio de um dia ou dois. A vista de Miraflores parece ser deslumbrante. Há vários museus pela cidade, e a catedral de Lima é a linda, construída similar a Catedral de Sevilha, e é hoje patrimônio da humanidade. Se tiver tempo, vale a visita.

Egito: a jornada para Dahab

Estou ensaiando há meses para terminar esse post, mas até agora não tive coragem. Escrever o blog me faz reviver as experiências de viagem e algumas são muito legais, outras engraçadas, outras cansativas, e finalmente as experiências tensas, que é o caso deste post. Nem tudo foi fácil nessa viagem pelo Egito, e a viagem do Cairo a Dahab se provaria extremamente tensa e cansativa.

Depois dos dois dias no Cairo que não foram nada fáceis, estávamos ansiosas pela viagem para Dahab.

Dahab é uma pequena e charmosa cidade na Península do Sinai, banhada pelo mar vermelho, com acesso aos lindos corais da região para quem gosta de mergulho/snorkel, ou para quem gosta de ver os peixinhos chegarem bem pertinho.

No hotel/hostel que estávamos no Cairo, que também se chamava Dahab, nos ofereceram uns translado de van privativa do Cairo até Dahab, a viagem deveria levar em torno de 6 horas, o ônibus público intermunicipal leva 9 horas, e custava o mesmo preço. Como queríamos evitar o transporte público achamos que uma van com outros turistas seria a melhor opção. A van sairia as 10 da noite e chegaria em Dahab as 4 da manhã, mandei e-mail e deixei avisado na recepção do hotel em Dahab que chegaríamos no meio da noite e se alguém não podia nos esperar. Tudo organizado, vamos fazer a mala e esperar a condução.

Já erá quase dez da noite quando o motorista, um cara imenso de quase 2 metros chegou a recepção. Conhecido do rapaz que trabalhava ficaram papeando, ele foi logo dizendo que teve um longo dia e se estaria tudo bem que ele fosse fumar um shisha (um cachimbo de água) muito tradicional no Egito. Dissemos que não. Eu já fui logo perguntando "e os outros turistas?" e ele respondeu "não tem mais ninguém, são só vocês duas". Como é? Vou passar 6 horas em uma van pelo deserto com este cara só eu e a minha amiga. Uma sensação de pânico me foi dominando. Lembre-se que eu estava doente e não havia dormido na noite anterior, meu braço estava inchando devido a picada de alguma peste local, e eu estava desesperada por um descanso. Meu Deus e agora? vamos desistir da travessia? Olhei para a minha amiga e já fomos logo inventando uma história de que tínhamos marido, e etc etc... Combinamos que quando uma dormisse a outra ficaria acordada, tudo para evitar qualquer tipo de problema.

Logo nos primeiro 5 minutos da viagem, ele foi logo dizendo que estava trabalhando desde as 6 da manha e estava exausto e que precisávamos conversar a viagem inteira, a janela também estava bem aberta para deixar o carro bem gelado eu não podia nem reclamar já que se o frio o faria ficar acordado, que assim fosse.

Com 30 minutos de viagem, paramos em um comércio na estrada, ao lado do ônibus publico, e o motorista disse que precisava descansar por 15 minutos. Ele veio logo para o banco de trás da van e se esticou, os 15 minutos viraram 30 minutos e eu tive que dizer "acorda aí cara, precisamos ir!"

Eu não vou me prolongar muito, pois a viagem que deveria durar 6 horas levou 12 horas!!!!!! No fim o motorista estava tão cansado que teve que parar várias vezes, em uma das vezes ele parou na frente de um condomínio no meio do nada, quando foi sair percebeu que o pneu da van furou, e para trocar? Ele teve que procurar o porteiro do lugar para ajudá-lo. Como eu estava passando mal, eu tive que apressá-lo diversas vezes e assim foi.

A cada 1 hora, havia um posto da polícia, onde eles checavam passaporte. No último posto, já quase em Dahab o motorista avisou ao polícia "são duas estrangeiras, uma está doente, preciso chegar logo para ela ir ao hospital."

Quando chegamos no hotel, os recepcionistas disseram "estamos te esperando desde às 4 da manhã". No fim o cara era uma pessoa honesta, casado, tinha 2 filhos pequenos, e estava trabalhando tudo que podia para dar uma qualidade de vida boa para as crianças. É verdade que não podemos julgar ninguém, mas já tínhamos tido problemas no Egito, que estávamos sempre esperando o pior. E o principal, não é bom correr riscos desnecessários.

Ficamos tão cansadas da viagem que iriamos ficar só 3 dias em Dahab, ficamos 5! O hotel chamava Dahab Dorms, tinha um dormitório para mulheres, ótimo, limpo, com ar-condicionado, piscina, café da manhã incluso, de frente para o mar, por somente $6. Há também quartos privativos por algo com $9 (por pessoal para um quarto de casal).

É um lugar engraçado, tem muito Russo na cidade, então você acaba vendo várias placas e sinalização em russo! Há muitos restaurantes e grandes resorts por ali, com boas opções.

Para quem quer aprender a mergulhar, aqui há também muitos cursos de mergulho, oficiais da PADI (que tem sede no Egito), por preços em conta, e instrutores que falam vários idiomas.

O recife é literalmente 1 minuto da areia praia, o que eu achei bem legal. O mar é mais frio.

Ainda na região é  possível visitar o Monte Sinai e ver o nascer do sol que todo mundo diz ser incrível e visitar o mosteiro de Santa Catarina

Vizinho dali estão outras grandes cidades como Hurgadha e Sharm El-Sheik, de onde há voos internacionais e grandes resorts.

O descanso foi merecido, o lugar é de muita paz, mas da próxima vez vou de avião! 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Indonésia: Kuta - Bali

Depois de 4 dias em Gili Trawangan pegamos o barco de volta para Bali. A jornada de ida levou 1.5 horas já que o barco vai direto de Padangbai para Gili, porém a de volta levou mais de 3 horas, já que o barco para em Gili Meno, Gili Air e finalmente Lombok, para depois seguir para Padangbai. Para ajudar o mar estava agitado, uma criança passou mal e o motor do barco chegou a parar!!!

Mas tudo bem, passado todos os medos, chegamos a Padangbai e em 15 minutos estávamos na van para Kuta. Depois de 4 dias em uma ilha sem carros a viagem foi meio chocante, já que o trânsito de Kuta é meio maluco, e os motociclistas cortam carros em todas as direções. it's not for the faint-hearted!

Em Kuta todo mundo tenta te vender de tudo o tempo todo, mas ninguém te segue na rua. E se você se interessar por alguma coisa, tem de negociar, se o preço começar em 190.000 rúpias negocie até 40.000. Sempre vá para 1/3 ou 1/4 do preço inicial. Se você concordar em um preço, não pode desistir pois é falta de educação. Se não estiver interessado em comprar algo, não negocie. Aqui você pode comprar todos os tipos de artigos que são cópias semelhantes a produtos originais, e esse é o grande mercado aqui. 

O outro grande atrativo da cidade é a tão famosa Praia de Kuta, com vários surfistas e um por do sol lindo. Aqui assim como no Brasil é possível alugar guarda sol e cadeiras, e comprar bebidas geladas.


Kuta, Legian e Semyak são regiões bem desenvolvidas para os padrões ocidentais, com grandes resorts e bons restaurantes, porém com uma vasta gama de opções para todos os bolsos e gostos.

Aqui tem muita balada, e a região é constantemente invadida por Australianos em período de férias.

Saindo de Kuta e Legian há day trips para toda a ilha, incluindo Ubud e os tempos do Norte e Leste, outros passeios famosos é o templo de Uluwatu localizado ao sul da Ilha, localizado na beirada de um penhasco com uma vista linda para o mar. E o templo Pura Tanah Lot localizada em pedras no mar.

Ficamos somente 2 dias e 1 noite em Kuta, gostamos bastante. Não posso recomendar o hotel que eu fiquei pois achei terrível, chamado Buddha Guest Villa. Também não recomendo um restaurante chamado Crusoe.


 Um restaurante muito bom no limite de Legian com Semyak, com vista para o mar chama-se Tekor Bali, com um menu variado, funcionários atenciosos e comida saborosa.


No mais, Bali e Lombok são lugares fantásticos e valem o passeio. 

Indonésia: Gili Trawangan - Lombok

Seguimos para Padangbai para pegar um barco para Gili Trawangan, uma ilhota para das três Gilis, na costa de Lombok. A ilha é um pequeno paraíso para quem gosta de mergulhar, fazer snorkel, ou simplesmente descansar.


Por ser um lugar pequeno, não há carros ou motos, e o transporte é feito somente por carroças. A comunidade é tão pequena que possui somente em torno de mil habitantes, e os locais são sempre muito educados e solícitos.

Gili Trawangan no passado foi um lugar somente para mochileiros, hoje há hoteis e restaurantes para todos os bolsos. Nós nos hospedamos no Rumah Saga, um pequeno hotel de somente 4 quartos, que são muito amplos, incluindo banheiro, uma cama de casal e uma cama de solteiro. Todos os quartos tem televisão com dvd, ventilador e ar condicionado. A diária para casal é $40, incluindo um pequeno café da manhã. Localizado há somente 5 minutos da praia e rua principal.


Bom o que fazer em Gili Trawangan? Relaxar! Nosso passeio de todos os dias era piscina, praia e de volta para a piscina. Há muitos restaurantes na beira da praia, onde você senta em um dos puf ou espreguiçadeira e é servido pelos garçons. Aqui você acha comida tradicional da Indonésia e também outros pratos como hamburguês e pizzas.


Para quem tem mais disposição há muitos cursos de mergulho PADI na ilha. Há também as opções de tour para as ilhas vizinhas Gili Meno e Gili Air, com alimentação inclusa e mascara para fazer snorkel no recife por somente 100.000 ou $10! Há ainda opção para surfar, andar de caiaque, e stand-up paddle. 


No fim da tarde o passeio é ir ver o por do sol na praia ou no view point que fica no topo de um morro.


De noite as opções inclui os restaurantes e barzinhos locais, e também comer no mercado de arte local. Há também algumas baladas. Para quem gosta de batidas e outras bebidas tem de tomar cuidado, pois algumas pessoas morreram no local vitimas de intoxicação por metanol nas bebidas. Também vale ressaltar muito cuidado com a oferta de drogas ilícitas no locais.

Lembre-se que difrente de Bali, os locais de Lombok são em grande maioria muçulmanos, e muita coisa fecha na sexta feiras. Respeite sempre as tradições locais.


O ticket ida e volta no barco rápido custou $60, aparentemente o valor pode variar muito de acordo com a época do ano e com qual companhia você está indo. Negocie pois inicialmente queriam nos cobrar $120, e os preços chegam a $150. Nosso ticket inclui transporte em van do nosso hotel em Ubud a Padangbai, e o retorno de Padangbai para nosso hotel em Kuta. Ultilizamos uma companhia chamada Sea Marlin & Sons.

O preço de tudo na ilha é mais caro que se comparado a Bali. 

Custos:
Acomodação para 2: $40 ou 400.000 rúpias - há lugares mais baratos
Alimentação para 2: em torno de $15 ou 150.000 rúpias
Tour: em torno de 100.000 rúpias
Água: 10.000 rúpias
Protetor solar: em torno de 100.000 rúpias
Barco rápido: $60

Indonésia: Ubud - Bali


Bom, para quem não sabe eu casei em uma pequena cerimônia há quase 2 meses atrás e passei algum tempo pesquisando onde poderíamos ir por apenas uma semana e que custasse pouco no bolso. Perto da Austrália há muitos destinos, mas nada muito pertinho.

Decidimos pela Indonésia, aproveitamos uma promoção em uma cia área local, e começamos a organizar a viagem. Decidi que o roteiro seria Ubud - Ilhas Gili - Kuta. Eu estava bastante ansiosa pois meu marido nunca tinha viajado para o exterior, e eu sabia que a primeira vista a Indonésia pareceria um pouco caótica e talvez até um pouco perigosa. Gosto sempre de lembrar que todo lugar tem seus perigos, até os famosos "países de primeiro mundo", então nunca se deve abaixar a guarda totalmente.

Nick's Pension
Organizamos com o nosso hotel em Ubud, um motorista para nos pegar no aeroporto já que chegaríamos depois das 22 horas. Ubud não é longe, somente 35km de Denpasar onde está o aeroporto, porém com o trânsito maluco de Bali, leva mais de uma hora. O Hotel - Nick's Pension era uma graça, localizado do lado de plantações de arroz, com café da manhã incluso, piscina, quarto amplo e limpo diariamente por apenas $30 a noite.

 Ubud não é uma cidade grande, visitada em grande maioria por europeus, possuí um mercado para comprar alimentos e souvenires e vários restaurantes para todos os bolsos, sua maior atração é a Floresta do Macacos, que é uma reserva natural com alguns templos, e é claro muitos macacos. Aqui é importante ter atenção, muita gente compra bananas por 1 ou 2 dólares para alimentá-los. Eles te rodeiam atrás da comida, sobem em você e muita gente acha divertido. Porém eles são perigosos, pois ficam muito agressivos atrás da comida, e quando acaba querem mexer na sua bolsa e pertences atrás de mais, e tem mais eles podem transmitir raiva, se você for mordido terá que visitar o hospital.

Não achei nenhum templo impressionante, eles tem seu charme, porém outros países como Tailândia e Malásia possuem templos mais interessantes. A entrada para o parque custa 10.000 rúpias o que equivale a um 1 dólar.

Saindo de Ubud há ainda outras regiões para visitar como Kintamani, onde há um belo lago, vulcão Monte Batur e o templo Pura Ulun Danu Batur. Tem também o Besakih ou Templo mãe, o templo mais importante para os Balineses, este vizinho ao impressionante Monte Agung, o vulcão mais alto em Bali. Há ainda muitas plantaçoes de arroz pela região, e também de café e banana. 

 

Nós aproveitamos a oportunidade de fazer alguns passeios locais e fomos para o leste de Bali. Visitamos uma Vila tradicional, uma fábrica de roupas e uma região de praia e depois seguimos para Tirtagangga, onde está o Palácio das Águas. O lugar é lindo, um grande jardim com várias fontes, piscinas e estatuas. O nome significa Água do Ganges, um nome que tem referência ao rio ganges da Índia, e muito sagrado para os Hindus de Bali, alguns chegam a se banhar nas piscinas.



Besakit
Depois seguimos para o Besakit, porém como era época de comemorações para os Hindus tínhamos que estar acompanhado de uma pessoa local, e usando uma canga como saia, algo tradicional por lá. Achei o lugar meio cheio de gente, todo mundo querendo vender alguma coisa, uma sujeira sem fim, tudo o que contribuiu para que eu não ficasse muito impressionada. Na volta ao Hotel ainda passamos em um outro templo Pura Goa Gajah ou Elephant Cave (algo como caverna do elefante), que nada mais é do que uma caverna esculpida pelo lado de fora com figuras amedrontadoras e demônios, e dentro há 2 pequenas estatuas, lá há ainda duas piscinas, onde as pessoas podem se banhar para espantar os maus espíritos. Esse templo faz parte da lista de patrimônio da UNESCO. 

Nós pagamos em torno de $45 pelo tour para duas pessoas, organizado com motoristas do hotel. Esse valor cobriria até 3 pessoas e cada pessoa extra custaria $5. Há passeios mais baratos em vans locais por $13, porém iria para menos lugares, só que não seria privativo. E como só tinhamos um dia para o tour acabamos organizando desse jeito.

No dia seguinte seguiriamos para Gili Trawangan em Lombok.

Custos:
Floresta dos macacos: 10.000 rúpias
Templo das Aguas: 10.000 rúpias
Besakit: 17.500 rúpias
Caverna dos Elefantes: 15.000 rúpias
Jantar para dois: em média 150.000 rúpias
Acomodacação: 300.000 rúpias por noite por casal
Transporte ho aeroporto ao hotel: 250.000 rúpias
Tour particular para dois: 450.000 rúpias
$1 em torno de 10.000 rúpias